19/10/2018
O que é Coaching?
O coaching é uma metodologia embasada em conhecimentos científicos, como a administração, psicologia, neurociência etc. Seja qual for a abordagem, atua no desenvolvimento do ser humano para que atinja resultados objetivos, sejam eles da área pessoal, saúde, relacionamento social, profissional, financeira, familiar, ministerial, entre outras.
Durante um processo de coaching, o cliente (coachee) conta com um profissional (coach) para planejar e conquistar objetivos. O processo acontece através de reuniões (presencial ou on-line, individual ou em grupo), sendo cada sessão de 1 a 2 horas.
Coaching – é o processo
Coach – o(a) profissional que conduz o processo
Coachee – o(a) cliente que passa pelo processo para conquistar seus objetivos
Sam Scaggs, especialista em coaching cristão e um dos co-autores do livro Você Pode Ser Um Coach, diz que coaching não é dar aconselhamentos ou fazer recomendações, e que o coach deve fazer perguntas eficazes, e a partir disto, usar o treinamento, recursos e outras ferramentas à medida que o relacionamento de coaching se desenvolve.
Quais são então as diferenças para o processo de Coaching Cristão ou Coaching Ministerial?
Uma das principais diferenças é sobre o Humanismo, que é a filosofia que coloca o homem no centro de tudo, marcado pelo antropocentrismo e racionalismo. O Humanismo como o próprio nome indica, coloca os humanos como seres principais no universo, sendo uma contraposição ao Divino.
19/10/2018
A PSICOLOGIA AJUDA OU ATRAPALHA?
Um dos conflitos mais persistentes e agudos no ministério pastoral é aquele relacionado com o uso da psicologia no aconselhamento e na cura de almas. O cuidado da alma, ou a “cura d’alma” como era chamado o ministério de aconselhamento no passado, sempre foi visto como parte integrante do ministério pastoral.
De fato, esse trabalho era visto como uma extensão do ministério da Palavra, uma chance de pregar a Palavra de Deus de forma individualizada, instruindo, repreendendo, corrigindo e educando o crente de forma personalizada, sensível ao indivíduo e as circunstâncias e vicissitudes da vida.
Hoje, o campo do aconselhamento, da psicoterapia e da “cura d’alma” tem sido transformado em campo de batalha. A psicologia secular a-religiosa, ou anti-religiosa, procura excluir o pastor do cuidado da psique, até mesmo sugerindo que a fé é um dos complicadores dos problemas psicológicos. Por outro lado, alguns pastores erroneamente aceitam a declaração de guerra e rejeitam a psicologia in toto, afirmando que uma visão bíblica invalida qualquer reflexão psicológica (anti-psicologia). E ainda alguns outros, pastores, psicólogos e psiquiatras cristãos acham que uma mistura entre os preceitos bíblicos e o conhecimento psicológico possibilita uma síntese (integração) que capacita tanto os pastores quanto os psicólogos para maior êxito. Talvez grande parte da discussão pudesse ser esclarecida se lembrássemos de alguns pontos chaves:
(1) Toda problemática humana nos relacionamentos com o próximo e consigo mesmo tem como pano de fundo a relação com Deus. Sendo assim, a tentativa de entender e ajudar o homem nas questões da alma, do coração, sem levar Deus em conta, sem considerar o que a revelação diz a respeito do homem e de seus problemas é fadada ao insucesso.
(2) Isso não significa que as observações e as perspectivas das psicologias não devam ser aproveitadas. Tal aproveitamento, entretanto, não pode ser uma mera síntese, uma mistura, ou uma integração, pois correríamos o risco de acabarmos com uma teologia pastoral psicologizada, como tem ocorrido muito em nosso tempo, ou uma psicologia pseudo-científica e teologizada.
Existe uma alternativa que evita estes perigos. Primeiro, reconhecer que só a Palavra de Deus oferece um retrato acurado do homem, em seu estado original (antes da queda), em seu estado atual (decaído e atormentado pelo pecado) e nas possibilidades de seu novo estado como ser redimido e progressivamente conformado à imagem do varão perfeito, Jesus Cristo (o padrão de uma alma, ou psique, saudável).
Segundo, reconhecer que só a Palavra de Deus estabelece os meios e os processos mediante os quais as pessoas podem ser auxiliadas na aplicação da Redenção nas diversas áreas de seus relacionamentos com Deus, com o próximo e com elas mesmas.
Terceiro, reconhecer que as observações e a sabedoria acumuladas mediante os esforços daqueles que se especializam em observar o comportamento e as dinâmicas da alma humana podem e devem ser aproveitados para o enriquecimento da prática pastoral do aconselhamento, desde que devidamente reorientadas pelos pressupostos e preceitos da Palavra.
Por fim, lembremos que a única paz completa e permanente que poderemos experimentar é aquela prometida por Jesus Cristo, “deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14.27), a qual só se manifestará plenamente em sua vinda e no seu Reino.