Mistralis - cursos de vela e travessias oceânicas

Mistralis - cursos de vela e travessias oceânicas

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Cursos, regatas, travessias oceânicas e treinamentos empresariais. A Mistralis possui 3 diferentes veleiros:

- Mistralis - Bruce Roberts de 52 pés.

No qual realizamos as travessias oceânicas, os cursos de vela avançados, Reveillon e Carnaval. O Mistralis realiza todos os anos a Refeno e em 2015/2016 fará novamente mais uma travessia para o Cabo Horn.

- Sunday - Bruce Farr de 38 pés. Realizamos os cursos de vela e as regatas oceânicas.

- Gente Fina - Brasília 27 pés. Com esse nosso novo veleiro realizamos também os cursos de vela para turmas

19/05/2026

Porque nem tudo se resume apenas a trabalhar. ⚓🌊

Depois de muitos dias navegando pelo Pacífico, enfrentando calmarias intermináveis, contraventos, mar grosso, chuva, reparos em pleno oceano e milhares de milhas percorridas praticamente sozinho… finalmente chegamos à Marina Rio Valdivia.


E aqui fomos recebidos da melhor maneira possível.

Seguimos trabalhando intensamente na recuperação, revisão e melhorias do veleiro:
costura de velas, revisão completa dos sistemas, instalação dos enroladores de genoa da Nautos ( ), organização do convés e preparação de cada detalhe para seguirmos navegando com ainda mais segurança pelos mares do sul.

Mas existe algo importante nisso tudo:
não estamos apenas reformando um barco.
Estamos preparando uma plataforma real de aprendizado, convivência e navegação oceânica.

Porque em breve retomaremos nossos cursos e travessias do Desafio Mistralis, incluindo as etapas pelos canais da Patagônia chilena e rumo ao Cabo Horn.

São travessias onde ensinamos navegação oceânica de verdade:
meteorologia, planejamento, velas, vida a bordo, segurança, tomada de decisão, convivência e respeito ao mar. Tudo vivido na prática, dia após dia, longe de marinas perfeitas e discursos bonitos demais.

E para quem está planejando navegar pela Patagônia ou deixar o barco em segurança durante o inverno, deixo aqui minha recomendação sincera:
a Marina Rio Valdivia tem sido um verdadeiro porto seguro.

Boa estrutura, excelente localização, apoio real aos navegadores e, acima de tudo, gente boa — daquelas que ainda fazem diferença na vida de quem vive no mar.

Seguimos trabalhando.
Seguimos aprendendo.
E seguimos preparando tudo para levar ao oceano pessoas que realmente desejam viver uma navegação autêntica.

👉 Bora velejar. ⛵🌊
— Desafio Mistralis

10/05/2026

Mãe…

Existem pessoas que nascem para caminhar em terra firme. Outras, como eu, nasceram para seguirem a tradição secular da família e serem médicos. Mas, indo contra a maré, resolvi seguir meu coração e me lançar ao mar.

A desafiar mares, ventos, tempestades e horizontes desconhecidos. A vida me levou por oceanos distantes, por noites sem lua, por batalhas silenciosas e por sonhos que pareciam impossíveis. E em cada travessia, em cada porto, em cada novo amanhecer, havia uma certeza que nunca mudou: o amor e o apoio da minha mãe.

Sou filho de uma longa família de médicos, de pessoas que dedicaram suas vidas a cuidar, salvar e acolher. Mas foi contigo, mãe, que aprendi a medicina mais rara do mundo: a força do amor incondicional, aquele que cura a alma quando o corpo já está cansado e que mantém um homem de pé mesmo quando o mar da vida parece revolto demais.

Você, querida mãe, sempre esteve ao meu lado. Nos dias de conquista e também nos dias de silêncio, dor e luta. Quando o vento soprava a favor, comemorou comigo. Quando vieram as tempestades, segurou minha mão sem jamais soltar. E talvez nem saiba o quanto sua presença foi — e continua sendo — meu porto seguro.

Hoje, no Dia das Mães, quero homenagear não apenas a minha mãe, mas todas as mães deste planeta. Mulheres que enfrentam batalhas invisíveis todos os dias, que carregam no coração uma coragem silenciosa e uma capacidade infinita de amar. Mães são faróis em meio à escuridão. São abrigo quando o mundo se torna duro demais. São a prova viva de que o amor verdadeiro existe. Por vezes, nosso único motivo de voltarmos a terra firme, que nem é tão firme assim.

À minha mãe, minha eterna gratidão. Por acreditar em mim quando nem eu conseguia. Por compreender minha alma inquieta de velejador e sonhador. Por nunca desistir de mim.

E a todas as mães do mundo, meu respeito mais profundo. Que Deus proteja cada uma de vocês, porque sem as mães não existiriam navegadores, conquistadores, médicos, guerreiros, nem sonhos. Muito menos as conquistas!

Feliz Dia das Mães. Com amor, admiração e eternidade no coração.

05/05/2026

E por aqui na os trabalhos continuam para voltarmos o quanto antes a navegar!

30/04/2026

Hoje quero compartilhar algo que me toca de verdade.

Existe uma família que representa muito mais do que apenas pessoas navegando pelo mundo. Diego e Anna, com seus dois filhos, são daquelas raras presenças que ainda carregam essência, verdade e coragem de viver diferente.

Eles não estão apenas velejando — estão vivendo. Estão mostrando, na prática, que liberdade não é discurso bonito, é escolha diária. Que felicidade não está no acúmulo, mas no sentido. Que o mar não é só caminho, é mestre.

Num mundo cada vez mais materialista, imediato e vazio, vocês são um lembrete vivo de que ainda existe humanidade, simplicidade e propósito.

O mar ensina. Ensina humildade, respeito, paciência… ensina a viver com o essencial e, ainda assim, sentir que não falta nada.

Diego e Anna, obrigado por existirem. Obrigado por mostrarem que é possível. Obrigado por inspirarem, não com palavras, mas com a própria vida.

Que os ventos sigam sempre a favor de vocês — e que nunca falte esse brilho de verdade que carregam.

Com admiração e respeito.

29/04/2026

E por aqui, em Valdivia, continuamos reformando o barco para seguirmos viagem em segurança e paz!

Que os mares do Drake nos de paz. Pois aqui tivemos muitas desventuras.

Depois farei um vídeo falando sobre tudo o que nos passou e, de antemão, peço desculpas pelo sumiço.

26/03/2026

Depois de quase 120 dias sozinho no Pacífico…
eu cheguei em Arquipélago Juan Fernández.

Um dos lugares mais lindos que já vi na vida.
E olha que eu conheço ilhas suficientes pra saber o que estou dizendo.

Mas ali… era diferente.

Árvores gigantes — tão grandes que nem 10 pessoas dariam conta de abraçar.

Uma energia que não se explica.
Uma beleza que não pede licença… ela simplesmente te atravessa.

Só que tinha um detalhe.
Um pequenino detalhe...

Eu estava sozinho.

E lembre-se, eu mesmo devo me relembrar, foram:
- eu estava a mais de 4.000 km de qualquer terra firme,
- num veleiro de 60 pés, onde eu chegava a içar 5 velas ao mesmo tempo,
- estou carregando no corpo mais de 10 mil milhas náuticas...em solitário,
- foram momentos onde o anemômetro que "só" marca até os 60 nós, ficava gritando ao tentar dizer que o vento estava muito, muito além dessa marca,
- também tivemos momentos de paz...SQN, mais de 25 dias de calmaria.

Fome.
Cansaço.
Silêncio.
E mesmo assim…eu estava feliz.
Feliz pela conquista.
Feliz pela vida que eu escolhi no mar.
Feliz por ter sobrevivido ao que poucos sequer imaginam.

Mas ali… naquele lugar perfeito…a casa caiu.
Porque não tinha ninguém pra olhar comigo.
Não tinha ninguém pra dividir o silêncio, a beleza, a vitória… a vida.

E foi ali que eu entendi:
- Não adianta conquistar o mundo…se você não tem com quem compartilhar.

Chega de solidão.

Chega.

Hoje eu sigo navegando.

Mas agora com um novo rumo:
Não é só sobre travessias.

É sobre dividir a vida.

⚓ Expedições reais
🌎 Travessias transformadoras
🧭 Uma vida que vale a pena ser vivida — acompanhado


Photos from Mistralis - cursos de vela e travessias oceânicas's post 26/03/2026

Nos encontramos em Valdivia.

Depois de uma travessia intensa e cheia de aprendizados pelo Pacífico, o Mistralis agora entra em uma nova fase.

Estamos baseados na Marina Río Valdivia, um ponto estratégico e acolhedor.

O Mistralis não está parado.

Ele está sendo preparado.

Se você está na região, ou se sente que esse chamado faz sentido pra você, acompanhe.

A jornada continua. ⚓


26/03/2026

Existem lugares que a gente visita.
E existem lugares que ficam dentro da gente.

Rapa Nui é um desses.

Esse vídeo não mostra só uma viagem.
Mostra momentos que não voltam… mas que nunca vão embora.

O vento batendo no rosto depois de dias de mar aberto.
A chegada em silêncio… cada um absorvendo o que estava vivendo.
Os olhares diante dos moais — como se o tempo parasse por alguns segundos.
As conversas simples, as risadas soltas, a cumplicidade que só nasce quando se vive algo intenso junto.

Ali, ninguém era passageiro.
Todo mundo fazia parte.

Foram dias de aprendizado, de superação…
mas principalmente, de conexão.

Com o mar.
Com a história.
E com pessoas que, de alguma forma, passaram a fazer parte da minha vida.

Levo cada um de vocês comigo.

Porque o que vivemos em Rapa Nui não foi turismo.
Foi vida de verdade.

E isso… não se esquece.

⚓ Seguimos.



22/03/2026

Boas recordações de uma viagem que ainda está há muitas e muitas milhas de terminar!!!

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