24/03/2023
Enquanto professoras e professores, desde a nossa formação inicial, estudamos as teorias de aprendizagem. E como fazemos isso? Sentados enfileirados nas carteiras universitárias, ou em encontros online sentados em nossas casas, ou em formações continuadas sentados em cadeiras, ouvindo e anotando COMO ACONTECE A APRENDIZAGEM HUMANA!
Mas, como nós professoras e professores, aprendemos? Já sabemos que a "Educação Bancária" descrita por Paulo Freire é prisão de pensamento crítico e da educação para liberdade. Nos esforçamos para transformar nossa prática cotidiana com os estudantes na escola, trazendo as tão faladas pedagogias ativas, a sala invertida ou tantas outras formas e nomes que colocam a criança como PROTAGONISTA do seu próprio processo de aprender.
E nós? Como aprendemos?
Como podemos aprender juntos sem a centralização de um adulto que dá comandos (ou 'ensina') o tempo todo? Como podemos, enquanto grupo de educadores reunidos, cuidar da aprendizagem coletiva com protagonismo e sem a passividade da espera que o outro te traga pronto o conteúdo a ser aprendido? Como aprendemos em processos autônomos de vivências compartilhadas com outros professores/as?
O encontro "Quintais de nós" buscou ter esse papel de acolher diversas pessoas que querem ser protagonistas dos seus processos de construção (ou desconstrução) de conhecimentos pedagógicos, saberes sobre as crianças, sobre a escola e a vida.
O quintal acolheu, os espaços-ateliês convidaram, a intenção das educadoras da organização do encontro abraçou o aprender em coletivo e a construção ativa de fazeres e saberes dos educadores.