Comemorações 500 Anos

Comemorações 500 Anos

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Comemorações dos 500 Anos da Afirmação da Nova Identidade Timorense.

Chegada a Lifau 29/11/2021

Relembrar a viagem de comemoração, realizada a solo em 58 dias. Viagem directa por terra em moto (excluindo as pequenas travessias inter-ilhas) entre Portugal e Timor, numa distância percorrida de 28.020 km, com chegada a Lifau no dia oficial das comemorações.
Infra o link da página facebook e videos da chegada a Lifau, Oecusse.
https://www.facebook.com/Lisboa.dili
https://sentidonomada.com/lisboa-dili-2015/
https://www.youtube.com/watch?v=NETrru9n4VY
https://www.youtube.com/watch?v=NETrru9n4VY

Chegada a Lifau Volta de honra à chegada a Lifau, nas cerimónias oficiais de Comemoração dos 500 Anos da chegada dos Portugueses a Timor, das relações interculturais e da a...

28/02/2020

Visite e faça (Gosto) na página "Na Rota de Magalhães, De Timor para o Mundo", em https://web.facebook.com/NaRotadeMagalhaes

Viagem em moto de Comemoração dos 500 Anos da primeira circum-navegação do mundo comandado por Fernão de Magalhâes.

Sentido Nómada - Na Rota de Magalhães Viagem de volta ao mundo para comemoração do V Centenário da Primeira Circum-navegação.
A primeira fase

Entrevista em Lifau 28/11/2016

Faz já um ano.

Entrevista em Lifau Entrevista à Agência de Notícias Lusa, à chegada a Lifau, Oe-Cusse Ambeno, Timor-Leste, para as Comemorações dos 500 Anos da chegada dos portugueses a Timor,...

Entrevista em Lifau 22/09/2016

Entrevista em Lifau Entrevista à Agência de Notícias Lusa, à chegada a Lifau, Oe-Cusse Ambeno, Timor-Leste, para as Comemorações dos 500 Anos da chegada dos portugueses a Timor,...

Chegada a Lifau 22/09/2016

Chegada a Lifau Volta de honra à chegada a Lifau, nas cerimónias oficiais de Comemoração dos 500 Anos da chegada dos Portugueses a Timor, das relações interculturais e da af...

500 Anos da Chegada dos Portugueses a Lifau 19/09/2016

Excelente vídeo da Comemoração dos 500 anos da Chegada dos Portugueses a Timor, das relações interculturais e da afirmação da nova identidade Timorense, realizado por Tânia Prates.

500 Anos da Chegada dos Portugueses a Lifau Video promocional dos 500 Anos da Chegada dos Portugueses a Lifau, Oecussi, Timor-Leste

Photos from Escola Portuguesa de Díli's post 04/12/2015
Photos from Descentralização Administrativa's post 03/12/2015
Photos 21/11/2015

A presença Portuguesa na Construção da Identidade Timorense

Timor-Leste celebra os 500 anos de interação entre duas civilizações, timorense e portuguesa juntamente com a celebração do feriado nacional de 28 de novembro, o dia da Proclamação da Independência de Timor-Leste. A presença portuguesa durante quatro séculos no nosso país constitui um marco histórico de impacto na cultura, identidade e sociedade de Timor-Leste e na sua afirmação como Estado soberano ao mundo.
O primeiro contacto entre os portugueses e os timorenses aconteceu em 1515 em Lifau, após a conquista de Malaca em 1511, através da qual a ilha de Timor passou a ser mais uma das rotas comerciais dos portugueses, sendo o sándalo a principal atração dos comerciantes portugueses. A chegada dos portugueses registou-se como um dos momentos chave da História de Timor-Leste, à qual foi construída a primeira Igreja Católica, assim como foi também constituída a primeira Administração Portuguesa de Timor-Leste.

Na ótica de Isabel Boavida, a “ação missionária teve um papel fundamental na colonização portuguesa de Timor”, tendo identificado duas fases na missionação de Timor. A primeira fase diz respeito aos primeiros contactos missionários, destacando-se somente em 1558 a fundação da diocese de Malaca, a partir da qual se “criou uma estrutura religiosa que abarcava os territórios entre o Sião e as Molucas”. Em 1561, o bispo da diocese de Malaca D. frei Jorge de Santa Luzia mandatou o frei António da Cruz juntamente com quatro missionários dominicanos para Solor, com o objetivo de alargar territorialmente a influência da evangelizacão nas ilhas vizinhas, incluíndo Timor. Em relacão à segunda fase, a ação missionária apresentou-se como um meio de instrução das populações timorenses, incuntindo-lhes os valores culturais ocidentais.

Com a chegada dos portugueses a Timor, é estabelecido o primeiro contacto com a cultura e sociedade europeias, ao qual o contacto linguístico produziu um processo de transmutação cultural, sentido quer nas alterações das línguas indígenas, quer em termos comportamentais (Luís Cunha, 2012).
A divisão política e distribuição geográfica da Ilha de Timor atual foi originada pelos Portugueses, assim como foram eles que determinaram a separação de Timor Oriental de Timor Ocidental, na disputa com a Holanda.

A colonização portuguesa durou aproximadamente quatro séculos, porém Portugal fez um limitado investimento económico e político em Timor-Leste. Mas a interação cultural e religiosa portuguesa em Timor-Leste veio a revelar-se mais tarde como um veículo crucial, de diferenciação e de resistência durante a invasão indonésia. Sendo que a Língua Portuguesa se apresenta como um factor de identidade e faz parte da herança do povo de Timor-Leste. Dessa forma, a afirmação da Língua Portuguesa em Timor-Leste como uma das Línguas Oficiais foi de garantir a preservação da identidade histórica, cultural e política dos timorenses.

Em 1974, o abandono precipitado da administração colonial portuguesa de Timor-Leste, resultado da Revolução do 25 de abril em Portugal, colocou o povo de Timor-Leste em dificuldades extremas, de desordem e conflito, na medida em que não estava preparado pela sua história para participar em actividades políticas.

Em Dezembro de 1975, com a invasão da República da Indonésia, inicia-se mais uma fase histórica para Timor-Leste, despoletando a ruptura com o passado português, mas enriquecendo o sentido de unidade nacional dos timorenses, pela necessidade de afirmação identitária. A resistência timorense sobre a ocupação indonésia fez emergir uma nova geração de jovens empenhados em mobilizar o sentido de unidade nacional e de luta pela independência de Timor-Leste.

A luta pela independência de Timor-Leste contou com o importante apoio e contributo da Igreja Católica Timorense, através da defesa da identidade étnica, cultural e linguística dos timorenses. Assim como, enriqueceu o tétum praça e o português como factores de identidade nacional e “soube instrumentar as línguas como emblemas de resistência passiva, como sinais de distinção e de pertença, de união, de distinção de fronteira e como barreiras de defesa cultural perante o “outro” (o indonésio) (Luís Cunha, 2012). As duas línguas, português e tétum, se transformaram em agentes de identidade étnica e dotadas com uma dimensão simbólica” (Idem). Mais ainda, o Padre João Felgueiras (2001:46-48) refere que a Língua Portuguesa “fez despertar no Povo a sabedoria para a transformar numa arma eficiente de defesa e de resistência”.

Reza a história que não houve uma imposição da língua portuguesa em Timor durante o domínio colonial. Aliás foi graças aos missionários da Igreja Católica, que difundiram a língua portuguesa com a fé religiosa. Como afirma Filomena Pinto, a “acção evangelizadora dos dominicanos em Timor-Leste converteu ao cristianismo muitos reis locais (liurais) que adoptaram nomes portugueses, e fundaram escolas elementares que serviram para a expansão da Língua Portuguesa. Isto é o resultado de uma presença expansionista e histórica que ninguém poderá esquecer de um momento para outro”.

Segundo Costa (2001:60), “os espíritos críticos podem afirmar que o português é a língua colonial, língua do poder que durante séculos deixou o povo na ignorância, mas foi através da língua de Camões que o mundo teve conhecimento da história da luta, dor e sofrimento da resistência timorense, foi esta mesma língua que fez os corações portugueses sentirem orgulho quando ouviram os jovens no cemitério de Santa Cruz rezarem a Ave-Maria”.

De acordo com um alfabetizador do Suco Lahane Oriental, “os timorenses querem manter viva a sua fé que durante vinte e quatro anos de ocupação é um dos principais instrumentos de resistência, juntamente com a Língua Portuguesa”.
É importante salientar que a identidade nacional é um factor indispensável no sentimento de pertença a um povo e está intimamente ligada à figura do Estado- Nação.

Atento ao processo histórico da identidade timorense, e no âmbito da Celebração dos 500 anos da chegada dos misionários portugueses a Lifau-Oecusse, chegou o momento de Timor-Leste registar uma nova fase histórica na construção e afirmação da sua Identidade Nacional. Assente numa dinâmica de construção do futuro através da reconstrução do passado. A identidade nacional é sempre um processo de construção social, pelo que esta é uma construção em permanente actividade.

Rojer Rafael Tomas Soares

Photos 14/11/2015

A viagem de Comemoração dos 500 Anos, continua rumo a Timor-Leste.
Na imagem, Rui Correia, com alunos da Universidade de Malaca, junto às portas de Santiago em Malaca (Malásia), de onde partiram as naus que pela primeira vez aportaram às praias de Lifau, Oe-cusse-Ambeno.

(Tetum)
Ho aluno sira husi Universidade Malaca nian, iha Porta de Santiago.
Viagem Komemorasaun Tinan 500 anos Afirmasaun Identidade Timor nian no chegada portuguese nian, sei kontinua ba Timor-Leste.
Iha foto ne'ba, Rui Correia, ho aluno sira husi Universidade Malaca nian, iha odamatan Santiago iha Malaca (Malasia), katak husi ne'ba sai ona roo (naus) sira katak dala uluk too iha tasi ibun Lifau nian, Oe-cusse-Ambeno.
Visita lai pagina Facebook nian husi viagem iha ne'e:
https://www.facebook.com/Lisboa.Dili/
Atu haree viagem ida ne'e iha tempu real:
http://share.findmespot.com/shared/faces/viewspots.jsp…

(PT)
Com alunos da Universidade de Malaca, nas Portas de Santiago.
A viagem de Comemoração dos 500 Anos, continua rumo a Timor-Leste.
Na imagem, Rui Correia, com alunos da Universidade de Malaca, junto às portas de Santiago em Malaca (Malásia), de onde partiram as naus que pela primeira vez aportaram às praias de Lifau, Oe-cusse-Ambeno.
Visite a página facebook da viagem em:
https://www.facebook.com/Lisboa.Dili/
Para ver a viagem em tempo real, clica em:
http://share.findmespot.com/shared/faces/viewspots.jsp…

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