21/08/2026
Gostamos, em particular, desta parte: "Em 2022, alcançou um marco histórico ao tornar-se a primeira mulher são-tomense mestre em Teatro, após concluir o mestrado em Artes Cénicas — Teatro, na Universidade de Évora, em Portugal, através de uma bolsa do PROCULTURA". Mas em boa verdade, gostamos de tudo!
Homenagem muito merecida, Mardginia Nicolau!
🇸🇹 DAR ROSTO AOS JOVENS | MARDGINIA PINTO
Hoje, o Conselho Nacional da Juventude apresenta Mardginia Lucy D’Abreu Nicolau Pinto, atriz, professora, ativista social e promotora da cultura são-tomense, reconhecida como uma das principais referências das artes cénicas em São Tomé e Príncipe.
A sua paixão pelo teatro manifestou-se desde a infância, através de experiências na escola e na igreja. Em 2004, iniciou oficialmente o seu percurso como atriz, ao participar numa formação realizada na roça de São João dos Angolares, promovida pela Teia de Arte e liderada por João Carlos Silva e pelo falecido Nelson Vaz.
Paralelamente à carreira artística, Mardginia é professora de francês e tem desenvolvido um percurso marcado pelo envolvimento em iniciativas culturais e sociais.
Em 2010, recebeu o Diploma de Mérito da Escola Preparatória Patrice Lumumba, em reconhecimento pelo seu empenho.
É fundadora da Caravana Africana, associação dedicada à promoção, união e valorização das raízes culturais de São Tomé e Príncipe, onde também exerce funções como presidente do grupo teatral Caravana Africana.
O seu compromisso social estende-se ainda à Associação Mamã Catxina, da qual é cofundadora e onde exerceu funções de vice-presidente e, posteriormente, de presidente. É também colaboradora ativa da Academia de Líderes Ubuntu de São Tomé e Príncipe e animadora de teatro na Fundação da Criança e da Juventude.
Ao longo do seu percurso, Mardginia Nicolau assumiu também responsabilidades na área cultural a nível institucional, tendo exercido o cargo de Diretora-Geral da Cultura de São Tomé e Príncipe, contribuindo para a promoção e valorização do setor cultural nacional.
Em 2020, foi distinguida com o prémio “The African Figures of the Biennium 2020/2022”, atribuído pela Coligação da Juventude dos PALOP, na categoria de Liderança Cívica e Boa Governação.
Em 2022, alcançou um marco histórico ao tornar-se a primeira mulher são-tomense mestre em Teatro, após concluir o mestrado em Artes Cénicas — Teatro, na Universidade de Évora, em Portugal, através de uma bolsa do PROCULTURA.
Na sua investigação, defendeu a inclusão da educação artística no currículo das escolas públicas de São Tomé e Príncipe, destacando o seu potencial para estimular o interesse pela arte, fortalecer a autoestima dos alunos e promover o espírito de equipa e as relações interpessoais.
Ao longo do seu percurso, também participou em iniciativas destinadas a fortalecer o ensino artístico no país, incluindo projetos relacionados com a formação de estudantes são-tomenses em Portugal e a criação de uma escola de arte no arquipélago.
Em 2024, participou no evento “Música em São Tomé e Príncipe: história e atualidade”, promovido pela X Bienal de São Tomé e Príncipe, reforçando o seu compromisso com a preservação e promoção da cultura nacional.
No mesmo ano, integrou a lista das 100 personalidades mais influentes da lusofonia, divulgada pela BANTUMEN.
Da sala de aula ao palco, da formação à intervenção social e à liderança institucional, Mardginia tem construído uma trajetória marcada pela cultura, educação, liderança e valorização da juventude, especialmente das mulheres.
A sua história mostra que a arte também pode ser uma ferramenta de transformação social e que a cultura é parte essencial da construção de uma sociedade mais consciente e participativa.
🇸🇹 Esta é Mardginia Pinto. Esta é a sua história. E este é o seu rosto.