14/04/2023
Dança inclusiva
"Uma dança - diferentes corpos, identidades plurais sob um mesmo projeto comum – dançar e interpelar diferentes visões e realidades do mundo."
Contos / Estórias Porquê em forma de CONTO? Porque junto palavras soltas e costuro um conto . Porquê a Metro? Para isso o que deve fazer?
Porque à semelhança do comércio tradicional, frente a um balção de madeira, com uma máquina de costura a pedal, rodeada de folhas de papel de todas as formas e feitios, invés ao tecido, vou FAZER-LHE um livro mas antes pergunto-lhe:
- Quantos metros deseja levar? O si,a mim cabe a escolha do tema, assunto, como algumas palavras-chave…. Entre outros acessórios que eu assim desejar. Depois moldo, corto e costuro com estas medidas.
14/04/2023
Dança inclusiva
"Uma dança - diferentes corpos, identidades plurais sob um mesmo projeto comum – dançar e interpelar diferentes visões e realidades do mundo."
30/12/2022
O Cinco e o Oito
15/06/2020
A aventura do pai gato .
Começam com suavidade felina os problemas de crescimento: a rebeldia; a ousadia; a descoberta.
#3 diário do pai gato
@ Viseu
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13/06/2020
A aventura do pai gato continua:
Ser mãe ou pai não é só dar à luz, mas sim participar da vida dos seus frutos gerados ou adoptados.
#2 diário do pai gato!
09/06/2020
Pai gato, apenas duas palavras pequenas, embora com um significado infinito, pois quer dizer amor, dedicação, renúncia a si própria, força e sabedoria. Ser mãe / ou pai não é só dar à luz e sim, participar da vida dos seus frutos gerados ou criados.
Diário do Pai gato 🐈
🇵🇹 @ Viseu
26/04/2020
Acerca da covid19. Hoje em dia não é só os pais que se preocupam em proteger os filhos. Também os filhos preocupam-se ,e tentam proteger , os pais.
Neste momento, e nos momentos futuros esta preocupação manterá-se de ambas partes.
Nas crianças basta -nos fechar a porta da rua. Mas com adultos, é impensável. Resta-nos, como último recurso,apelar ao coração.
10/04/2020
Ainda por estes dias, mergulhados no medo, FECHADOS EM CASA, podemos-nos perguntar:
Como será a vida lá fora sem os Homens na rua?!
20/03/2020
O conto do Atchim surgiu pelo meu cansaço, como adulto, de assistir a tanta desinformação vs informação quer pela TV, quer pelas redes sociais que rompem pela casa a dentro, ocupando espaço na minha zona de conforto, sobre o tema coronavírus.
Esta contagem ao minuto de tudo e de nada, neste momento de alerta, faz com que esmorecemos a esperança do dia de amanhã e, não é esse mesmo a vontade de cada um. Para isso, temos de todos contribuir para um bem comum: a vida!
Como a informação passa por hierarquias, os mais pequenos, são os últimos. Então, o que chega a eles?
Cabe-nos a nós filtrar este movimento refletido no excesso do medo, ou da desresponsabilização que ainda se vê em alguns e, tranquilizando-os, ensinando-os de boas praticas que fazem parte do nosso presente, e serão a salvação da humanidade e de forma lúdica…. Apresento o Atchim!
Crédito ilustração
Nos dias de hoje …
Ouço uma criança dizer, no inicio da aula, com um sorriso na boca, igual ao sorriso de quem acabou de ouvir uma anedota, apontando para os colegas:
- Eles ontem cantaram um cântico ra***ta ao X porque não conseguiu defender uma bola.
Foi a primeira vez que ouvi de crianças este assunto: cânticos ra***tas! E, chocou-me não porque não soubesse o que eram cânticos e, o que quer dizer a palavra ra***ta. Chocou- me por serem questões que acreditava serem só dos adultos. Mas as duas palavras juntas, ditas por uma criança e repetidas ao som de gargalhadas, por outras crianças, pareceu-me ainda mais chocante.
Em princípio uma criança é uma criança!
Decerto, a par de uma natureza espontânea, estes não são seguramente assuntos que falem enquanto brincam. Eu penso que não! Ainda são idades que se algum amigo(a) cair, debruçam-se para o (a) ajudar e sofrem a dor em conjunto por solidariedade com o amigo(a) por uns momentos.
Se lhe perguntarem que cores de pele existem, respondem prontamente: branco; preto; castanha; amarelo; etc…e enquanto respondem, não vejo sorrisinhos paralelos, como se estivessem a dizer uma piada. Não! O assunto é falado com naturalidade, como se da água falasse. São dados adquiridos. Não há dúvidas.
Não há nada a acrescentar. É assim, e ponto final!
Então por cargo de água é que ouço crianças, hoje em dia, depois de brincarem ( ato de brincar) no intervalo das aulas, queixam-se de que A , B e C cantaram cânticos ra***tas para X?! Porque ao contrário, da boca do adulto saem juízos de valor por tudo e por nada e, de ânimo leve. O racismo é um deles. Das crianças, não!
Por esta altura, no nosso país andava a fervilhar com indignações por ver um jogador de futebol abandonar o campo porque o público que o via, gritava repetidamente, pela cor de pele dele. Por acaso, o jogador era negro e o público era branco, mas podia ser o contrário. O jogador ser branco e o público ser negros. E o que se deve ter ouvido em voz alta, e histérica foi: preto! Mas podia ter sido, branco!
No caso destas crianças, não foi a cor da pele. O que gritavam repetidamente, era: coxo; coxo! E fizeram com esta palavra um “cântico” para insultar o X, incentivando outros a cantarem com eles, enquanto o acercavam, dizendo em voz alta: vamos cantar –lhe o cântico ra***ta?
Nestas idades acredito que no recreio enquanto jogam à bola, se um falhar na defesa de uma bola é provável que o chamem: FRANGO. Lembro-me que antes, os adultos, quando acontecia isto em campo, era a palavra que se ouvia em uníssono.
Também não acredito que estas crianças, vejam o telejornal de fio a pavio ou vejam os outros canais populistas, para estarem ao corrente desta notícia.
Acredito é que os pais em conversa entre adultos de forma distraída, e relaxadas já há muito que contam anedotas onde a chacota era por ser amarelo, branco, negro, mulher, gordo, feio, magro, alto, baixo…e fosse motivo para todos se rirem.
Acredito também que quando se cruzam na rua com alguém diferente que façam comentários depreciativos. Tudo isto, com a criança pela mão, ou sentadas ao lado, esquecidas com um tablet nas mãos.
Na cabeça destas, tudo isto passa a ser normal e, por imitação, o que retém é como se podem provocar gargalhadas aos amigos. Quem é que não gosta de se querido pelos outros?! E por contágio propaga-se uma forma distorcida de brincar com os amigos.
Então onde começa e acaba o racismo? Começa nas crianças? Começa nos adultos? Sendo que estes adultos já foram crianças.
MC| 2020
Face ao contexto político atual, acerca das inúmeras posições de opiniões, que nos cercam no quotidiano, por todos os canais de comunicação, urge este estudo de caso:
O Fenómeno da democracia - Os Mastigadores de Palavras.
Dado que é um estudo exploratório não se pretende chegar a nenhuma conclusão.Parte da observação é não participante destes comportamentos.
Corria o tempo em que, quem soubesse falar era um Fixe. E, quase todos ambicionavam ser um Fixe porque quem era Fixe, sentia-se Fixe aos olhos dos outros.
Objeto de estudo:
-O que é um Fixe?
Um Fixe não anda necessariamente de fato e gravata porque aperta um pouco o pescoço, tornando-se desconfortável com o tempo mas traz um pormenor colado em si, que o destaca dos outros, e de forma geral, sempre caro às carteiras comuns.
Fundamento teórico:
Recuando um bocadão no tempo, há muito que os homens falavam, destacando-se dos outros animais. De todos os animais que se conhece, logo que nascem, começam de piar, ladrar, miar, balir e, outras línguas que agora não vem ao caso deste estudo. Só os homens é não sabem uma única palavra quando nascem . Embora saibam abrir e fechar a boca, dela, não saí uma só palavra. Só sons! Só após alguns anos de treino é que começam de falar.
Por esta altura, os papás guerreiam-se entre si para que os seus filhos falem mais cedo que os outros, sem se darem conta que estão a semear na cabeça de alguns a vontade de serem Fixes.
Alguns papás semeiam em abundância e, a abundancia nem sempre foi sinónimo de um bem maior, isto é, usar palavras em pensamentos inteligentes.
Estes filhos depressa aprendem, que falar baixo não chega! Falar para si, que não basta! Mas falar para os outros, é uma conquista! Sentem-se famosos nos segundos em que abrem e fecham a boca para falar. É neste momento, os que sentem glória por estes minutos de notoriedade, que se tornavam nos Mastigadores de Palavras, na Terra dos Palavreiros. Isto é: na Terra dos Fixes quem mais souber mastigar palavras, será mais fixe aos olhos de outros Fixes!
- Mas perguntam, o que é um Mastigador de Palavras?
- Um Mastigador de Palavras é alguém que fala sem parar. Quando inica uma conversa, fala de forma copiosa e floreada. E se alguém o questiona, ou o interrompe, abalroa -o com um jato de palavras. Se no caso, forem dois ou mais Mastigadores de Palavras a falar juntos; todos falam ao mesmo tempo sem se escutarem, como se tratasse de uma conversa de surdos.
Um Mastigador de Palavras tem a particularidade de pensar pelo que ouve dos Fixes. De forma que, para terem matéria para falar, é ir ouvindo outros Mastigadores.
- Como o fazem?
Os xicos espertos depressa aprenderam como arranjar palavras. Basta ouvir pensamentos produzidos em frases, feitos por outros. A seguir, desmontam as frases em palavras até encontrarem as palavras que estão em moda. Com esse punhado de palavras, compilam frases aceitáveis e constroem discursos. Repetindo para si, vezes sem conta, até sentirem que são suas. E, depois é só abrir e fechar a boca, tornando-se num Fixe, enquanto debita verborreia para outros, também cegos de fome de palavras.
Conclusão:
- Qual é o objetivo um Mastigador de Palavras?
Fazer-se notado! Agarrando os ouvintes, repetindo vezes sem conta o mesmo, trocando e mudando as palavras por outros sinónimos.
Como são tidos como Fixes poucos os interrompem, chamando à atenção que tanta verborreia é inútil.
- Quando surgiu a era dos Mastigadores de Palavras?
Uns dizem que foi quando começou a democracia, em que todos passaram a ter direito de opinar.
Este era um fenómeno que a democracia tinha trazido consigo no bolso:
como a democracia veio para ficar, os mastigadores continuam a lutar por um lugar ao sol, nem que seja por breves minutos. No entanto, os Fixes continuam idiotas, sempre com ideias furadas, iludindo a democracia, de que os Mastigadores de Palavras têm o direito e sapiência, sempre que lhe apetecer debitar sobre os outros. Faltando-lhe ideias originais e suas;
Outros dizem que era por ser comum o homem ter fome de falar!
|MC 2019