A entidade beneficiária e única coordenadora do projeto é a sociedade Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A. (PSML), que tem a missão de garantir uma gestão e conservação eficiente deste património natural e cultural, para fruição do público. A empresa desenvolve, para esse efeito, atividades contínuas de preservação e de conservação, bem como ações regulares de comunicação e de animação dirigidas a mais de 900 000 visitantes por ano. Possui, pois, uma experiência relevante nos temas focados neste projecto, em matérias de educação ambiental e de conservação da biodiversidade. As ações desenvolvidas no âmbito do projeto centrar-se-ão na área tutelada pela PSML, que consiste em 40% da área listada pela UNESCO como Património da Humanidade, o correspondente a aproximadamente 900 hectares. Esta área inclui parques, como os Parques de Monserrate e da Pena, bem como florestas com importantes valores botânicos e faunísticos. Por outro lado, esta área integra edifícios notáveis como o Palácio de Monserrate, o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e o Convento dos Capuchos, que constituem importantes componentes de um dos mais interessantes centros de arquitetura e paisagem na Europa. O projeto consiste na implementação de uma experiência piloto na Paisagem Cultural de Sintra, que possa ser reprodutível noutros locais, e que resulte em mudanças de atitudes com vista à redução das emissões de carbono nas atividades dia-a-dia. Desta forma, estará a contribuir para minimizar os efeitos resultantes das alterações climáticas, salvaguardando, consequentemente, os habitats e as espécies locais, e reduzindo a perda de biodiversidade. Prevê-se a obtenção deste objetivo geral através de um conjunto de objetivos específicos que visam o envolvimento e a motivação dos públicos-alvo:
Sensibilização dos visitantes, da população local e das empresas para os valores naturais da Paisagem Cultural de Sintra. Melhoramento da compreensão das questões da biodiversidade, explicando a importância da salvaguarda desses habitats e espécies. Demonstração que simples ações individuais e atitudes podem reduzir impactos ambientais no ecossistema local, com especial enfoque nos impactos relacionados com as emissões de carbono. Motivação dos grupos-alvo para a adoção de comportamentos “amigos do ambiente”, que possam contribuir significativamente para a salvaguarda dos habitats e das espécies locais, prevenindo a perda de biodiversidade. Desenvolvimento de um guia de boas práticas para comunicar com os diferentes grupos-alvo, reprodutível noutros parques naturais e sítios de interesse natural.