30/08/2026
Há vários anos que a última semana de agosto (ou o último dia, dependendo das instituições onde trabalhei - mas isso é outra reflexão 🫠) é uma semana de muito trabalho de re(organização), limpeza, mudanças e planeamento. Quem é Educadora de Infância reconhece, facilmente, esta realidade de "leva e traz", sobretudo quando estamos a fechar um ciclo e a perspetivar outro, como é o início de um ano letivo.
Desde há 4 anos para cá, desde que me tornei Fundadora do Atelier da Educação, que todo este trabalho ganhou uma nova dimensão.
Nunca fui a Educadora que se ficou pelo trabalho técnico e pedagógico, sempre fui a Educadora que metia as "mãos na massa" se assim fosse preciso.
Este semana esbarrei com esta trend e senti que assentava que nem uma luva na semana que tive... é que, nesta última semana, desde desentupir e tentar reparar canos, até martelar barrotes com uma frigideira (sim, não me enganei, uma 🍳. O martelo não estava a ser suficiente e aquela frigideira, felizmente, não era a que a nossa chef de cozinha mais amava), até obviamente reunir com Famílias e organizar os espaço... fiz de tudo um bocadinho.
Um bocadinho é eufemismo, porque esta semana, trabalhei mais do que 60h e, em banco de horas, acumulei mais do que as 24h de um dia.
Isto não é para me lamentar, é para recordar, sobretudo quem acha que nos projetos ao ar livre é só deixar as crianças serem livres e saltarem nas poças, sem grandes planeamentos... que quem corre por gosto também cansa.
Não pensem que é fácil, nem é chique.
Mas é gratificante! 💚