01/03/2024
👉Afinal, não somos natureza?
👉Não podemos esquecer que as lentes modernas são grossas e invisíveis, distorcendo a nossa visão, ainda mais quando acreditamos que a nossa perspectiva moderna/ocidental é excepcional e mais evoluída que todas as outras, f**a difícil, se não mesmo impossível, dar espaço a que diferentes percepções se manifestem com a mesma dignidade: a imaginação, os sonhos, os sussurros das pedras, o cantar das árvores, as histórias vivas por todo lado. Ou seja, o diálogo animista, somático e não verbal.
👉Esta mente mecanicista leva-nos de armadilha em armadilha de dissociação, sem disso nos apercebermos. O ambiente natural não é inerte, neutro, cientifico ou lá longe, mas como diz Gordon White “carregado de pressupostos não examinados sobre a natureza da Natureza e a nossa separação da mesma.”
👉Olhemos então para a paisagem como corpo vivo, para a complexa ecologia que nos envolve como se fossem os nossos próprios ossos, carne e pele, desde a infinitude estrelar do cosmos até à profundidade microscópica e subterrânea. Ao voltarmos a fazer parte, nem que seja por segundos, percebemos que não estamos no centro, mas que fazemos parte. Pertencemos radicalmente a esta vasta ecologia cósmica. Somos e fazemos parte de uma complexa orquestra sem maestro com melodias em múltiplos ritmos e dimensões.
👉 {artigo do baú em https://www.sofiabatalha.com/ecopsicologia/a-natureza-nao-e-refugio-mas-vida/}