09/08/2026
A PAUSA necessária.
Bebé novo, defesa de tese de doutoramento, teletrabalho, ter a casa em ordem, refeições, rotinas, atividades e TPC da Leonor, ir buscar as miúdas à escola, ser a filha que a minha mãe merece, ser a mulher que o Paulo merece.
Mas quero ser a amiga presente, a que tenta ajudar outras pessoas e que ainda sonha, muito alto.
Tenho tantos livros em lista de espera.
Quero treinar e vou correr às 6:15h da manhã, quando não sou de ninguém.
Vejo o nascer do sol. É o meu momento. Morar ao pé do mar é um privilégio.
Porque neste momento o corpo não é meu, é da bebé.
A cabeça não pensa em mim, pensa nas minhas filhas, nos projetos para o meu trabalho, nos meus artigos científicos, nas obras da casa e nos sonhos.
Ai os sonhos, para além de toda a sorte que tenho na minha vida, são o combustível da minha alma.
Para os encontrar e ter um momento a sós com eles, preciso de parar, de respirar e de meditar.
A meditação é o meu momento. Sem ansiedade do futuro e saudosismo do passado.
Não consigo imaginar a minha vida sem ela e não consigo compreender quem tem a sua vida corrida e não usufruir desta ferramenta.
Paz à sua alma.