13/09/2026
Como é que te sentiste na Meia Maratona do Porto? ☀️
🔥Se o calor te obrigou a abrandar, há uma explicação fisiológica.
Ao correr, os músculos usam oxigénio e produzem calor. O coração mantém a circulação para os músculos e aumenta o fluxo para a pele, o nosso «radiador». O calor sai sobretudo quando o suor EVAPORA. Humidade elevada reduz essa evaporação; sol direto acrescenta carga térmica.
Se as perdas pelo suor excederem a ingestão de líquidos, a água corporal e o volume plasmático podem diminuir. O sangue pode ficar mais concentrado — hemoconcentração —, o retorno de sangue ao coração e o volume ejetado por batimento podem baixar. A frequência cardíaca e o esforço percebido tendem a subir para o mesmo ritmo.
Mas há uma nuance importante: sangue mais concentrado NÃO significa necessariamente sangue mais viscoso durante o exercício no calor. Num estudo, o aumento da temperatura contrariou o efeito da hemoconcentração e a viscosidade final manteve-se. Por isso, a explicação mais sólida é a combinação da carga térmica com a perda de volume plasmático e a sobrecarga cardiovascular.
Na MARATONA, o melhor rendimento surge frequentemente perto de 4–10 °C de temperatura do ar. A MEIA MARATONA também favorece condições frescas, sem ótimo universal estabelecido. Os 24 °C observados na partida são temperatura do ar, não WBGT: este índice inclui humidade, sol e vento. Não calculamos a quebra individual a partir desse número.
Um amador pode ser mais afetado pela maior exposição. Aclimatação, hidratação e ritmo contam mais do que a origem do atleta.
Exemplo de cálculo, NÃO medição da prova: 4:00/km passa a 4:07/km (+3% no tempo), 4:12/km (+5%) ou 4:19/km (+8%).
Em que quilómetro sentiste o calor a pesar? 👇