Biblioteca Maria Veleda

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Espaço de divulgação da Biblioteca (cultura e educação)
Escola EB 2/3 Maria Veleda
Santo Antón

27/12/2024

Boas Festas!

Photos from Estóriasdahistória's post 10/07/2024
Por que o céu é azul? 20/02/2020

Por que o céu é azul? Você já se perguntou porque o céu é azul? Esta é uma pergunta simples, feita por muitas crianças, mas a qual nem todo mundo saberia responder.

31/01/2019

Há pessoas extraordinárias. Pessoas que acalmam as tempestades e serenam os ventos. Coração feito de céu limpo. Pessoas que brilham sem se deixar ofuscar, pessoas que iluminam o caminho dos outros. Pessoas que acendem os sorrisos dos outros, pessoas que não trancam os dias para deixar os outros à porta. Pessoas porto seguro, pessoas farol. Pessoas com luz própria, como as estrelas. Pessoas que nos fazem sonhar sem ter medo das alturas.

02/11/2017

Caboclinhos de Djanira. Quadro produzido pela artista em 1962 e que está em exposição no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

Photos 19/11/2015

Avenida da Liberdade, uma história "à moda antiga":

"A Avenida da Liberdade que é a mais larga e desafogada artéria de toda a cidade, foi começada a construir em 1879, por iniciativa do presidente do município de então, Rosa Araújo, sendo inaugurado o primeiro trecho em 1882. É uma esplêndida alameda muito bem arborizada, que vai desde a Praça dos Restauradores à do Marquês de Pombal, num comprimento de 1.500 m. e 90 de largura. Não tem decerto o encanto e a magnificência dos Campos Elísios em Paris, mas não deixa de ser uma das mais belas avenidas da Europa.
Abrem-se na avenida uma larga rua central e duas laterais, separadas por placas arborizadas, tendo cada um dos talhões sua arborização especial.
A Avenida tem fraca ornamentação arquitectónica e poucos jogos de água: no primeiro talhão dois lagos; no segundo duas cascatas em que figuram, aproveitadas do antigo Passeio Público, duas estátuas que representam os rios Tejo e Douro (...)
Na altura da Rua Alexandre Herculano, do lado E., um coreto, e nos topos dos talhões, as estátuas das quatro partes do Mundo (Europa, Ásia, África e Oceania) que deviam circundar o monumento à Rainha D.Maria I. (*)
As casas e palacetes que formam os lados da Avenida são em geral de mau gosto e de pouca nobreza arquitectónica. Quando não são banais, são frias ou pretensiosas, rasgando por vezes as frontarias, antipáticas portas e janelas de estilo árabe."
(Guia de Portugal - volume I - Generalidades de Lisboa e Arredores - Biblioteca Nacional de Lisboa - 1924)

*) Estas estátuas alegóricas foram transferidas para a Praça de Queluz, frente ao Palácio, cedendo o lugar a quatro vultos dos nosso escol literário do século passado: as figuras (esculpidas em pedra de lioz concebidas e cinzeladas por Barata Feio) de Alexandre Herculano, Almeida Garrett, Feliciano de Catilho e Oliveira Martins.

« ... As casas e palacetes que formam os lados da Avenida são em geral de mau gosto ( :D ) e de pouca nobreza arquitectónica. Quando não são banais, são frias ou pretensiosas, rasgando por vezes as frontarias, antipáticas portas e janelas de estilo árabe.»
Conclusão: mudam-se os tempos ... ... ...

Photos 19/11/2015

Calçada à Portuguesa, uma das "imagens de marca" da nossa Lisboa.
Faça o favor de ter cuidado onde põe os pés! ;)

"A calçada começou em Portugal de forma diversa da que hoje é mais corriqueira. São as cartas régias de 20 de Agosto de 1498 e de 8 de Maio de 1500, assinadas pelo rei D. Manuel I, que marcam o início do calcetamento das ruas de Lisboa, mais notavelmente o da Rua Nova dos Mercadores (antes Rua Nova dos Ferros). Nessa época, foi determinado que o material a utilizar deveria ser o granito da região do Porto, que, pelo transporte implicado, tornou a obra muito dispendiosa .
O terramoto de 1755, a consequente destruição e reconstrução da cidade lisboeta, em moldes racionais mas de custos contidos, tornou a calçada algo improvável à época. Contudo, já no século seguinte, foi feita em Lisboa no ano de 1842, uma calçada calcária, muito mais próxima da que hoje mais conhecemos e continua a ser utilizada.
O trabalho foi realizado por presidiários (chamados "grilhetas" na época), a mando do Governador de armas do Castelo de São Jorge, o tenente-general Eusébio Pinheiro Furtado. O desenho utilizado nesse pavimento foi de um traçado simples (tipo zig-zag) mas, para a época, a obra foi de certa forma insólita, tendo motivado cronistas portugueses a escrever sobre o assunto.
Em «O Arco de Sant'Ana», romance de Almeida Garrett, também a calçada seria referida, tal como em «Cristalizações», poema de Cesário Verde.
Após este primeiro acontecimento, foram concedidas verbas a Eusébio Furtado para que os seus homens pavimentassem toda a área da Praça do Rossio, uma das zonas mais conhecidas e mais centrais de Lisboa, numa extensão de 8 712 m².
A calçada portuguesa rapidamente se espalhou por todo o país e colónias, subjacente a um ideal de moda e de bom gosto, tendo-se apurado o sentido artístico, que foi aliado a um conceito de funcionalidade, originando autênticas obras-primas nas zonas pedonais.
Daqui, bastou somente mais um passo, para que esta arte ultrapassasse fronteiras, sendo solicitados mestres calceteiros portugueses para executar e ensinar estes trabalhos no estrangeiro. Em 1986, foi criada uma escola para calceteiros (a Escola de Calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa), situada na Quinta Conde dos Arcos.
Da autoria de Sérgio Stichini, em Dezembro de 2006, foi inaugurado também um monumento ao calceteiro, sito na Rua da Vitória (baixa Pombalina), entre as Rua da Prata e Rua dos Douradores. A técnica dos Calceteiros a trabalhar, Lisboa (1907).
Os calceteiros tiram partido do sistema de diaclases do calcário para, com o auxílio de um martelo, fazerem pequenos ajustes na forma da pedra, e utilizam moldes para marcar as zonas de diferentes cores, de forma a que repetem os motivos em sequência linear (frisos) ou nas duas dimensões do plano (padrões).
A geometria do século XX demonstrou que há um número limitado de simetrias possíveis no plano: 7 para os frisos e 17 para os padrões.
Um trabalho de jovens estudantes portugueses registou, nas calçadas de Lisboa, 5 frisos e 11 padrões, atestando a sua riqueza em simetrias."
(Lx Walk)

Imagem: A primeira "calçada moderna" existente na cidade.
Calçada portuguesa em ziguezague. Castelo de São Jorge, (tropa em formatura) século XX. Fotógrafo: Paulo Guedes (1886-1947)

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