Teacher Carolina Araújo

Teacher Carolina Araújo

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Aulas particulares e inglês e traduções;
Reforço escolar;
Preparação para provas;
Atendimento online ou presencial!
@teachercarolinaaraujo

Photos from Teacher Carolina Araújo's post 01/04/2024

Até falantes nativos se enganam! Sim, assim como nós nos enganamos com a nossa lingua materna, falantes de outras línguas também se enganam com as suas línguas maternas.
Na situação em questão:
Black cat owners -> Poderia ser uma pessoa negra que tem um gato
OU
Black cat owners -> Poderia ser uma pessoa que tem um gato preto
No final das contas, uma amiga, que fala inglês como primeira língua, interpretou a frase errado e ficou confusa com o vídeo. Só depois entendeu que o significado era o segundo.

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26/03/2024

Bolsa de inglês 2024

Olá, me chamo Carolina, sou formada em letras e professora de inglês há 10 anos. Eu trabalho majoritariamente com aulas particulares e, por vezes, com turmas, traduções e revisões de texto.
Agora em 2024 posso oferecer mais vagas de BOLSAS INTEGRAIS para aulas particulares individuais!!! Nas orientações abaixo você encontrará os requisitos para se inscrever:
☻ As bolsas serão dadas duas mulheres negras brasileiras. As aulas acontecerão online ao longo de 2024 (podendo haver possibilidade de renovação).
☻ Para participar é preciso ter pelo menos 16 anos, ter acesso à internet e ter interesse e disponibilidade em fazer as aulas.
☻ As aulas serão particulares e individuais e ocorrerão em dias e horários previamente agendados com as alunas.
☻ Faltas acima de 25% implicam na perda da bolsa.
☻ Não é necessário ter conhecimento prévio do idioma. As aulas serão planejadas de acordo com o nível e interesse de aplicação da aluna.
☻ As interessadas devem comentar nesta postagem para receber o formulário de inscrição.
☻ As contempladas serão escolhidas e as aulas serão iniciadas conforme agendamento.
☻ As inscrições vão até 30 de abril!
☻ Comente "tenho interesse" para receber o link de inscrição.

Estou bem ansiosa para conhecer minhas novas alunas. Boa sorte à todas!


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18/01/2021

That's it folks!
Estamos oficialmente de volta! Nesta semana retomamos as aulas! Continuaremos 100% online até que a pandemia esteja sob controle, ou seja, com vacinação vastamente distribuída e decida significativa dos casos de contaminação e morte por covid19.
Caso ainda não tenha reservado o seu horário, basta entrar em contato! As aulas são preparadas individualmente de acordo com a programação de cada estudante, seja ela motivada pela profissão, estudos, viagem, prova, passatempo, etc.
Conhece alguém que tava planejando estudar inglÊs esse ano? Marca aqui!!!


Fala com a teacher!!!
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16/01/2021

Variações linguísticas
Olá, tudo bem? Atendendo a pedidos, eu vim falar um pouco sobre variações linguísticas e preconceito linguístico.
Recentemente eu ouvi uma pergunta que é bem recorrente, “Qual região do Brasil fala o português ‘mais correto’?”.
Pra responder essa pergunta é preciso definir muitas coisas como o que é o “correto”. O que seria o português mais correto? Seria o português falado com um determinado sotaque ou com uma seleção de vocábulos mais antigos e até arcaicos? Talvez seria falar da forma mais parecida possível com o português falado em Portugal? Seria falar sem “quebrar nenhuma regra de gramática”? Sem definição clara eu não tenho para onde ir mas vou assumir que seja o “não cometer erros gramaticais” pelo senso comum.
Vamos partir do princípio do que é uma língua:
Segundo o Dicionário de Linguística da Cultrix, “uma língua é um instrumento de comunicação, um sistema de signos vocais específicos aos membros de uma mesma comunidade”. Então vou dizer de maneira simplificada que uma língua serve para a comunicação de pessoas.
Ainda neste mesmo livro, “No interior de uma mesma língua, as variações são igualmente importantes, sincronicamente falando: para os níveis de língua, fala-se de língua familiar, elevada, técnica, erudita, popular, própria a certas classes sociais, a certos subgrupos (família, grupos profissionais); nesta categoria colocam-se os diferentes tipos de gíria; para as variantes geográficas, fala-se de dialetos e de patoás.” Independente da variação, seja ela de classe, raça, gênero, geração,geografia, profissão, família, etc, as variações são igualmente importantes,o que me leva a pensar que não há variações “melhores” ou “piores” ou “mais importantes” ou “menos importantes”.
Uma língua (não ágrafa) dispões de dois sistemas diferentes, a língua falada e a língua escrita. Em uma comunidade linguística, qualquer que seja, a língua é aprendida por meio da experiência comum e falantes da mesma língua produzem enunciados (com variações individuais) a fim de comunicar-se e compreender-se. Esses enunciados repousam sobre um mesmo princípio de regras e relações possíveis de descrever, o que nós poderíamos chamar de gramática.
Segundo Ferdinand de Saussure, “Cada língua apresenta esse sistema gramatical implícito, comum ao conjunto dos falantes dessa língua.”Ou seja, essa competência faz com que uma falante nativa de português brasileiro possa produzir uma frase como “Estou com fome, vou fazer algo.” e nunca “algo fome fazer com estou vou.”, que seria uma frase agramatical, que não segue as regras que regem o idioma, e portanto, sem sentido.
Toda língua possui uma estrutura que a rege. A palavra gramática tem diferentes definições, mas vamos tomar gramática como um sistema abstrato que estrutura uma língua E competência linguística de falante nativo.
O que conhecemos por gramática, geralmente é a gramática normativa/prescritiva. São livros que estudamos na escola que estabelecem quais são as regras a serem seguidas em uma língua. Essa experiência geralmente é desagradável para a maioria de nós pois nos recordamos da dificuldade em decorar tantas regrinhas (e exceções) que muitas vezes fazem com que cheguemos à conclusão de que não falamos bem nem mesmo a nossa própria língua, e que falamos um idioma difícil de mais, ou até “o mais difícil do mundo”, já que sempre parece que não seguimos essas regras corretamente.
Toda língua tem variações, e variações não indicam superioridade ou inferioridade, e sim, contextos. Assim como existem diversos idiomas, todo idioma tem diversas variações dele mesmo. Variações acontecem na fonética, na sintaxe, no léxico, na semântica, no uso, em todos os âmbitos de um idioma. Além é claro das variações temporais! Inclusive, mesmo cada pessoa possuindo suas variações, nós mesmas, muitas vezes, passeamos entre elas como julgamos mais cabível.
Vamos partir do princípio de que todo mundo que aprende uma língua, a domina, possui essa competência. Por que aprendemos mais tarde que muitas das formas como falamos são erradas e outras certas? E se existem tantas formas de falar um idioma, a “melhor” e mais “certa” seria a mais próxima dessas regras a gramática normativa?
Bom, não! As gramáticas normativas são as que determinam quais regras devem ou não ser usadas e o que seria certo ou errado em um idioma. Ela estabelece algo que chamamos de “norma-padrão”.
- Ah, fácil então! Quem fala melhor ou mais certo é quem segue melhor a gramática normativa!
Bom, na verdade, não!!! Primeiro que diferentes gramáticas possuem algumas variações de regras, ou seja, a norma-padrão nem é algo atingível. Ela não existe em consenso absoluto.
- Ah, mesmo assim, a maior parte das regras são as mesmas, quem falar mais perto delas tá “mais certo”.
Bom, também não! Quem determina quais regras são as certas e as erradas dentre tantos enunciados que produzimos? Mesmo dentre pessoas letradas a fala é heterogênea! Quem diz o que é certo e o que é errado e com base no quê exatamente? Aliás, pra quem serve o discurso de que falantes nativos de português brasileiro “falam errado” ou “assassinam o idioma”? Pra quem serve dizer que nós não dominamos nem mesmo o nosso próprio idioma e que só algumas pessoas o falam “corretamente”? E aliás, quem são esses alecrins dourados da língua? Quem são as pessoas que falam “bem” ou “bonito” ou “certo”?
Bom, como eu falei, a “norma-padrão” é algo que nem existe, nem nas falas das pessoas mais letradas e de alta classe social. Ela não existe na prática de modo autêntico, não é uma variedade do português brasileiro contemporâneo, segundo Marcos Bagno. Nem na fala e nem na escrita. Então na prática, o que há é um conjunto de variedades usadas por pessoas de alto poder aquisitivo e um conjunto de variedades estigmatizadas faladas pela maior parte da população.
- Ah Carol, mas, mesmo assim, tem gente que fala errado sim, muita gente fala feio. Imagina se as regras não existissem! Como seriam os textos, os documentos oficiais? Precisa existir uma regra pra padronizar a língua!
Bom, sim e não! Para textos e documentos oficiais sim! Precisa haver sim normas para reger textos formais/oficiais e o estilo de variação de certas áreas em seus ambientes profissionais, com certeza, para que haja concordância comum entre pares em determinadas ocasiões que demandam formalidade, tecnicidades e especificidades. Tratando-se de língua falada, por que a gente quer cobrar certos vocábulos, estruturas e formalidades tanto de nós quanto de outrem em período integral?
Essa demanda desnecessária e impossível de que a fala de um grupo tão diverso e de tanto milhões de falantes nativos só tem uma utilidade: a de manutenção do status quo. Partindo do ponto de que toda língua possui variações, que todas tem igual valor e que elas podem ser causadas por questões de geografia, classe, raça, gênero, estilo, profissão e geração, por que existe um mito de que alguém fala “mais certo” ou “mais bonito”?
A ideia de “língua pura” ou “superior”, seja ela uma língua ou uma variação de uma, é tão válida quanto a ideia de “raça pura” ou “superior”!
Segundo o livro “Preconceito Linguístico”, do Marcos Bagno, existem alguns mitos sobre “A Mitologia do Preconceito Linguístico” e quero falar de alguns deles brevemente.
O primeiro é que “O português do Brasil apresenta uma unidade surpreendente.” Já sabemos que não existe essa tal unidade né, já falei sobre os tipos de variação que a gente encontra, que aliás, ocorrem em qualquer idioma. Não existe nenhuma língua “uniforme” ou “homogênea” no mundo.
O segundo é que “Brasileiro não sabe português/Só em Portugal se fala bem português”. Chamamos o nosso idioma de português por comodidade e razão histórica. O português falado no Brasil é o português Brasileiro. Ele é constituído do Português, e de diversas outras línguas tanto europeias quanto africanas, quanto indígenas (fora algumas outras). Os processos evolutivos que o nosso idioma passa aqui é consequência uma vasta diversidade linguística espalhada por milhares de quilômetros país afora e que já ocorre há alguns séculos. É natural que o nosso idioma aqui, falando por tantas pessoas e de tantas origens passe por processos únicos consequentes dos nossos contextos. Um dos grandes problemas dessa crença (e parte da manutenção dela) é que “No que diz respeito ao ensino de português no Brasil, o grande problema é que esse ensino até hoje, depois de mais de 190 anos de independência política, continua com os olhos voltados para a norma linguística de Portugal. As regras gramaticais consideradas ‘certas’ são aquelas faladas pelos ‘falantes cultos’ de lá, que servem para a língua falada lá, que retratam o funcionamento da língua que os portugueses falam lá.”
O terceiro é que “Português é muito difícil”. Nenhum idioma é difícil para quem o aprende como língua materna. Afirmar isso só serve para criar uma distância entre os supostos “bom falantes” que “sabem bem a nossa língua” e a maior parte da população. Afirmações como essa são instrumento de exclusão social e manutenção da desigualdade. Ela serve para privar a maior parte da população do acesso a espaços e de discussões de interesse público.
O quarto diz que “Pessoas sem instrução falam tudo errado”. Quando observamos as muitas palavras do nosso idioma, suas origens etimológicas e os fenômenos que elas sofrem ao longo do tempo, observamos por exemplo o rotacismo. Incoerente julgarmos palavras como “Cráudia” ou “chicrete” como “erradas” ou até como indicador de “atraso mental” quando outras palavras passaram por esse exato mesmo fenômeno e foram de “blank” para “branco” ou de “plata” para “prata”. As trocas que ocorrem ao longo do tempo em alguns lugares entre R e L e R e S é extremamente recorrente no nosso idioma (e não só no português), a única diferença é o prestígio que essas variações recebem em cada contexto. Quando são reproduzidas por pessoas de poder, são prestigiadas, quando são reproduzidas por pessoas de baixa classe social, são estigmatizadas. O problema não é como se fala, e sim, quem fala.
O quinto é que “O lugar onde melhor se fala português é no Maranhão”. Talvez essa seja a resposta da primeira pergunta que abriu o texto! Essa fala se apoia muito no fato do uso de “tu” ser muito recorrente na região, seguido da conjugação de segunda pessoa. O fato dessa construção, às vezes até considerada arcaica para outras regiões, ainda ocorrer não torna esta variação melhor. Toda variação atende às necessidades de sua comunidade falante e sofre as alterações que são necessárias e naturais ao seu contexto.
O sexto é que “O certo é falar como se escreve”. Isso é bem comum e não faz sentido nem temporal. Mesmo línguas que possuem sistema escrito o possuem como representação da língua falada e não o oposto! Nosso sistema escrito deve sim possuir uma padronização, ainda mais com tantas variações existentes em um idioma. Precisamos de um sistema fixo tanto para o letramento quanto para o entendimento comum de textos. A escrita é uma representação gráfica da língua falada. Ela é fixa, mas a língua não. O que inclusive nos leva a reformas ortográficas que ocorrem de tempos em tempos. Nenhuma representação ortográfica no mundo representa a fala com fidelidade. “¾ de todas as línguas do mundo são ágrafas até hoje, só no Brasil, mais de 180. Do ponto de vista da história da humanidade, a nossa espécie tem cerca de um milhão de anos. As primeiras formas de escrita, conforme classificação tradicional de historiadoras e historiadores, surgiram há apenas 9 mil anos. Foram cerca de 990.000 anos apenas falando. Quando o estudo de gramática surgiu, na Antiguidade clássica grega, seu objetivo declaradoera investigar as regras da língua escrita para poder preservar as formas consideradas mais “corretas” e “elegantes” da língua literária. A palavra ‘gramática’ significa ‘a arte de escrever’.” Não faz nem sentido que essas regras sejam cobradas na língua falada.
Acreditar que uma forma de falar é mais “correta” ou mais “valiosa” do que outras apenas revela a estrutura de classes na qual estamos e da qual fazemos parte. Línguas mudam de acordo com local, geração, grupo, classe. Toda língua é como é para atender às necessidades de seus falantes nativos. Não há uma variação que seja a mais “correta”, há variações de igual valor e para diferentes ocasiões.
Pra quem quiser se informar um pouco mais sobre essa discussão, eu recomendo dois livros, “A Língua de Eulália”, que é um romance e “Preconceito Linguístico”, ambos escritos por Marcos Bagno. Acredito que essas são leituras indispensáveis para qualquer pessoa brasileira para que tenhamos mais autonomia e consciência linguística, social e política.

Photos from Teacher Carolina Araújo's post 06/01/2021
Photos from Teacher Carolina Araújo's post 13/12/2020

E fechando o mural de atividades, essa pesquisa maravilhosa da ! Ao invés de escolher uma pessoa, aliás, ela escolheu 4!!! hahahaha
A Adri tbm vem fazendo aula há 5 ou 6 meses comigo e é mais uma do time das nerds que pega o homework e faz seminário!!! kkkkk
Aprendo muito com as atividades que vocês fazem! A Adri tbm me trouxe nomes que eu não conhecia.
Fico muito feliz quando vocês mergulham de cabeça nas atividades, a gente aprende muito quando se joga numa pesquisa. Tem vocabulários e estruturas que a gente só aprendee lendo e pesquisando sobre assuntos que nos despertam interesse!



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13/12/2020

Seguindo com o mural de atividades, essa arte maravilhosa com vocabulário de natal que o fez! Ele é meu aluno pela , aliás, uma turma super divertida se preparando pros seus intercâmbios!!! Você já conhece a Travel Mate? Conhece às aulas que acontecem comigo toda segunda-feira às 20h pelo zoom? Foram ótimos 6 meses de aulas até agora.


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E abrindo o mural de atividades, temos o trabalho da , que fez uma pesquisa maravilhosa sobre a vida de Mariana Crioula! Fiquei extremamente satisfeita tanto com o empenho quanto com o conteúdo. Eu não conhecia a Mariana, e vocês? A Fran ta fazendo aula comigo há 5 ou 6 meses e tem tido um desempenho ótimo. É sempre satisfatório ver o quanto estudar temas que nos interessam e com pessoas com quem nos identificamos gera um resultado positivo.


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09/11/2020

Oficial!
-> Agenda 2021 aberta para renovações/agendamentos!
-> Pesquisa de satisfação pra quem estudou comigo esse ano está no link na bio!
- Fez aulas comigo esse ano? 5 minutinhos do seu tempo podem me ajudar a melhorar o meu trabalho pra você. Clica no link na bio, o formulário é bem rápido e anônimo!
-> Encerramento das aulas dia 11 de Dezembro de 2020 e início das aulas dia 18 de Janeiro de 2021!
- Para outros serviços como traduções, revisões de texto, transcrições, favor consultar disponibilidade!
-> Sabia que quem garantir vaga ainda em 2020 ganha desconto? Quem estudou comigo durante esse ano também garante descontinho pra 2021 e tem preferência na agenda!
-> Aulas seguirão online até que a pandemia esteja sob controle com tratamento/vacina eficazes e disponíveis.
-> Quem indicar o meu trabaho ganha desconto também!


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