Departamento de História, Artes e Humanidades

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Aqui iremos dar a visibilidade à produção científica e às iniciativas conduzidas no âmbito do DHAH.

Photos from UALMedia Rádio's post 05/05/2026
Photos from UNIVERSIDADE AUTÓNOMA DE LISBOA's post 05/05/2026
Association for Spanish and Portuguese Historical Studies 23/04/2026

Fréderic Vidal (CIDEHUS.UAL) is participating in the 55th annual meeting of the Association for Spanish and Portuguese Historical Studies (ASPHS) at York University, Toronto (Canada), with a presentation on the topic: “Portugal and the North American Touristic Imaginary: Representations, Tourist Itineraries, and Cultural Policies during the Estado Novo.”
CIDEHUS/Universidade de Évora UNIVERSIDADE AUTÓNOMA DE LISBOA

Association for Spanish and Portuguese Historical Studies The Association for Spanish and Portuguese Historical Studies (ASPHS) promotes interest in the scholarly study of Spain and Portugal through History and related disciplines. Membership is open to all interested in the scholarly study of Spain and Portugal.

19/04/2026

In memoriam: um convite à leitura de Diogo Ramada Curto

Aos 66 anos, deixou-nos Diogo Ramada Curto (1959-2026). Foi duro vê-lo partir de forma rápida, precoce e com tantos projetos em mãos.

A academia e o campo cultural perderam alguém que cultivava a tertúlia e alimentava a polémica com sofreguidão; alguém sempre à procura de outro ângulo para ver e desconstruir um enredo historiográfico, uma ideia, no plano das Ciências Sociais e da mansa dinâmica intelectual portuguesa. Ser crítico e exercer cidadania crítica fazia parte do seu modo de vida.

Na sua produção historiográfica, saliento o quanto o Pós-modernismo marcou as suas opções; como, mais tarde, aconteceu o mesmo com os estudos sobre a Globalização e os pós-coloniais e descoloniais. Nos finais dos anos de 1980 e inícios da década de 90, Diogo Ramada Curto revelou uma enorme atração pelas pequenas escalas de análise, pelo enfoque nas contradições e na incoerência das práticas dos sujeitos sociais coevos, sem menosprezar as visões dos acantonados na base da pirâmide, a par da leitura das “elites alargadas”. Depois de anos em que imperara a firmeza das estruturas, a sua abordagem historiográfica apostava na análise fragmentária, na intensa interpretação de vestígios, em busca de significados. Era um Geertz feito historiador, que ensaiava estudos de microhistória, dir-se-ia. Inspirava-se em obras da própria época e de formato heterogéneo, como as de Severim de Faria (1624), Leitão de Andrade (1629) ou as epanáforas (1627-1654) de D. Francisco Manuel de Melo. Ainda recordo o desconforto e a surpresa com que membros do seu prestigiado júri receberam a sua tese de doutoramento. Não obedecia aos cânones, não obstante a sua vasta erudição de arquivos, mas também de leituras, no campo História e das Ciências Sociais. Vale a pena ler o livro que resultou da prova académica e que viria a ser publicado muitos anos depois: Cultura política no tempo dos Filipes, 1580‑1640 (Edições 70, 2011). A introdução merece uma leitura atenta, como as de todas as obras que publicou posteriormente.

Sem abandonar o interesse pelo micro e o fragmentário, mais tarde, deixou-se seduzir pela história global, investindo na análise dos impérios, especialmente o português. Esforçou-se por ajudar a varrer o velho luso-tropicalismo, que sobrevivia, bem como o neo-lusotropicalismo que se foi erguendo, já no Portugal democrático. Mesmo sobre o Império colonial, Diogo Ramada Curto pôs sempre o foco do seu inquérito ensaístico nas práticas culturais. Por essa época, constituíam quase sempre as menos estudadas. Cerca de 2009, por exemplo, quis “analisar como foi pensada e registada a expansão dos portugueses” [Cultura Imperial e projetos coloniais (séculos XV a XVIII), Campinas: Ed.da Unicamp, 2009, p. 8], desconstruindo a visão glorificadora e deixando a nu as manifestações de violência, exploração e racismo que tal empreendimento envolvera.

Aliás, a cultura, por vezes trasvestida de discurso político ou de cultura política, foi sempre o seu grande fulcro de análise. Conseguia articular a tradição da História da Literatura com a da História da Ideias, do livro e materiais impressos, a atenção aos contextos, sem esquecer a sociologia dos atores e agentes; tudo com enquadramentos teóricos, bebidos no amplo campo das Ciências Sociais, com lentes muito atualizadas. Esse foi o seu grande cunho. Só o conseguia fazer porque cultivava ativamente o trabalho de arquivo e biblioteca e “as práticas de antiquário”, como tantas vezes dizia, de forma algo irónica.

Agora só nos restam a sua obra, o sorriso das suas filhas, e muitas memórias. Custa a crer que o Diogo Ramada Curto tenha morrido. Tal como me aconteceu hoje, acho que sempre que entrar na Biblioteca Nacional, em Lisboa, vou vê-lo, no lugar Q9, da sala de leitura geral. Mesmo depois de diretor da instituição era possível encontrá-lo ali, a desbravar bibliografia. Nunca deixou de ser um leitor voraz. Ler, pesquisar e criticar para produzir melhor, faziam parte do seu quotidiano. Por isso, também pugnava por uma Biblioteca Nacional mais confortável, actualizada e empenhada na cultura e no debate. Espero que essa linha e, ao menos, o seu espólio – com muitas fichas manuais, de caligrafia miúda - não se percam. Este último interessará aos atuais e futuros estudiosos.

Com um obrigada, Diogo, deixo o convite à leitura dos seus diversos trabalhos. Podem ser uma via privilegiada para desconstruir pseudo‑etiquetas identitárias e reconhecer, nas entrelinhas e nos embaraços do presente, as marcas persistentes do passado, português e não só. Global.

Évora, 16.abril.2026
Fernanda Olival
(Universidade de Évora; CIDEHUS)

Candidaturas a Professor Auxiliar (M/F) 17/04/2026

Concurso Aberto: Professor Auxiliar, na área disciplinar de História nas subáreas de História Moderna e de História da Expansão Portuguesa

Candidaturas a Professor Auxiliar (M/F) Torna-se público que se encontra aberto um concurso documental internacional de recrutamento para um posto de trabalho para a categoria de Professor Auxiliar, na área disciplinar de História nas subáreas de História Moderna e de História da Expansão Portuguesa, com preferência em situações...

12/04/2026

É com grande pesar que tivemos conhecimento do falecimento do Historiador e Professor Doutor Diogo Ramada Curto, Diretor-Geral da Biblioteca Nacional de Portugal.

Diogo Ramada Curto (1959-2026)

A Biblioteca Nacional de Portugal exprime o seu mais profundo pesar pelo falecimento do seu director, o Professor Doutor Diogo Ramada Curto.

Professor catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, historiador e intelectual público prestigiado, o Professor Diogo Ramada Curto exerceu funções como Director da BNP desde Abril de 2024 a Abril de 2026, deixando um legado publicamente reconhecido.

À família enlutada, as mais sentidas condolências dos trabalhadores da Biblioteca Nacional de Portugal.

24/03/2026

▶️ No dia 23 de março de 2026, o CIDEHUS reuniu-se no polo do centro na Universidade Autónoma de Lisboa. Esta reunião teve como principais objetivos o planeamento e o desenvolvimento de estratégias de trabalho futuro no sentido de criar sinergias para levar a bom-porto o projeto estratégico do CIDEHUS subordinado à mudança e diversidade social. ✅

20/03/2026

No dia 20 de março, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP realiza a cerimônia de outorga do título de Professora Emérita para Vera Lucia Amaral Ferlini, professora do Departamento de História da FFLCH e Presidente da Comissão Gestora da Cátedra Jaime Cortesão.

O evento será às 14 horas, no Salão Nobre da FFLCH, no Prédio da Administração, na Rua do Lago, 717. Contamos com sua presença!

19/03/2026

🎓 A Universidade Autónoma de Lisboa abre concurso para uma Bolsa de Doutoramento em História, no âmbito do projeto estratégico desenvolvido em articulação com o CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades e financiado pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Esta é uma oportunidade única para integrar um ambiente de investigação interdisciplinar, focado na análise crítica das dinâmicas históricas, sociais e culturais.

Sabe mais em https://lnkd.in/e5JV5c5P

14/03/2026

Na próxima terça-feira, dia 17, teremos mais um evento do projeto EXPort na FLAD: mesa redonda "Betwewn Culture and Diplomacy - US/Portugal relations in the 1940s-1970s"

12/03/2026

O Mestrado em História e Patrimónios, do Departamento de História, Artes e Humanidades da Universidade Autónoma de Lisboa, proporciona uma formação pluridisciplinar de excelência, centrada no estudo, interpretação e valorização das múltiplas expressões dos patrimónios material e imaterial. Combinando uma sólida base teórica com uma forte componente pedagógica e prática, o curso prepara os estudantes para os desafios contemporâneos das dinâmicas patrimoniais.

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