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UASP União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses

A União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses, é uma pessoa coletiva de direito privado.

Seguindo os passos de São Paulo Há viagens que me levam a ver lugares. Esta quer levar-me a ouvir a Palavra do Evangelho...
05/10/2026

Seguindo os passos de São Paulo

Há viagens que me levam a ver lugares. Esta quer levar-me a ouvir a Palavra do Evangelho onde ela ecoou pela primeira vez no solo europeu.

Em Filipos, junto ao rio onde o Senhor abriu o coração de Lídia. Em Tessalónica, de onde partiu a fé que se tornou modelo para toda a Macedónia e a Acaia. Em Bereia, onde os judeus examinavam diariamente as Escrituras. No Areópago de Atenas, onde Paulo anunciou o Deus desconhecido.

Irei reler os Actos dos Apóstolos e as Cartas de Paulo como quem recebe uma carta escrita para si. Caminhar nos passos de Paulo é deixar-me tocar pela mesma pergunta que ele ouviu no caminho de Damasco e pelo mesmo impulso missionário que o fez atravessar mares e fronteiras por amor a Cristo.

Será uma peregrinação feita de oração, silêncio e escuta. A meditação da Palavra em cada etapa. A contemplação de Meteora, onde a vida monástica fala de busca de Deus. E a memória do apóstolo André em Patras e dos primeiros cristãos de Corinto, que me recordam que a Igreja nasceu do testemunho e da comunhão. Quero renovar a minha fé e voltar a casa com o coração mais missionário.

Trata-se de uma graça peregrinar com Paulo. Deixo que a Palavra do Evangelho me acompanhe em cada passo.
P. Johnny Freire

Programa e mais formações em www.uasp.pt

NOS OITOCENTOS ANOS DA MORTE DE SÃO FRANCISCO DE ASSISTomás de Celano, biógrafo de Francisco de Assis, escreveu sobre a ...
04/10/2026

NOS OITOCENTOS ANOS DA MORTE DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Tomás de Celano, biógrafo de Francisco de Assis, escreveu sobre a morte do Santo o seguinte: “Passou em acção de graças os poucos dias que lhe restaram de vida e convidou os companheiros mais queridos a louvarem com ele a Cristo. Francisco “entoou como pôde o salmo”: “Em alta voz clamo ao Senhor, em alta voz imploro o Senhor…”. E continua: “Convidou também todas as criaturas a louvarem a Deus e, com estrofes que já antes compusera, exortou-os a amá-LO. Até a própria morte, para todos tão odiosa e terrível, ele exortava ao louvor, e, saindo-lhe ao encontro com ânimo alegre, convidou-a a hospedar-se em sua casa”: “Bendita seja – dizia – a minha irmã morte”. Francisco, já moribundo, pediu para ser embrulhado numa serapilheira e colocado no chão. Pediu, depois, a um irmão que lhe lesse a Paixão de Cristo do Evangelho de São João. Na tarde de sábado, mesmo antes do cair da noite, um grande bando de cotovias voou em círculo por cima da cela onde Francisco jazia, enchendo o ar com a sua música. A cotovia era o seu pássaro favorito, porque tinha um “hábito castanho e um capuz”. Nessa noite os frades mantiveram a vigília ao corpo de Francisco, recitando o Saltério e outras orações para os defuntos. O Cantor da Natureza, Irmão Universal, viveu heroicamente o Evangelho. É um dos santos mais populares e amado da Igreja Católica. Sentiu o Chamamento divino para reconstruir a Igreja com a radicalidade da fé e o amor a Jesus Cristo. E desse amor profundo amou também todas as criaturas. Um místico da Natureza, ecologista, pacifista, uma “Voz do nosso tempo”! O “grito da Terra” pede-nos que assim seja.

Neste ano Jubilar Franciscano em que a Ordem dos Frades Menores celebra solenemente os 800 anos da sua morte, os Irmãos e Padres Franciscanos continuam a aproximar os homens de Deus e a cuidarem com zelo da nossa “Casa Comum”. Francisco dizia aos seus irmãos: “….vamos por todo o mundo exortar mais com o exemplo do que com as palavras”. O “grito da Terra” pede-nos que assim seja, porque os povos, mormente os mais pobres, em todos os continentes, sentiram as dramáticas e dolorosas consequências do aquecimento global, dos ventos ciclónicos, dos sismos e de outros fenómenos extremos… Recordamos bem, com profunda tristeza, os últimos acontecimentos, de destruição e morte, em Portugal, na Venezuela, Colômbia, Indonésia, Nepal….

O Papa Leão XIV, inspirado no Santo de Assis, como o seu predecessor de boa memória, (com as Encíclicas Laudato Si e Fratelli Tutti), associa-se às celebrações solenes, louvando o Senhor com esta bela oração que vamos acompanhar:
“São Francisco, nosso irmão,
tu que, há oitocentos anos,
ias ao encontro da irmã morte
como um homem pacificado,
intercede por nós junto do Senhor.
Tu que no Crucifixo de São Damião,
reconheceste a verdadeira paz,
ensina-nos a buscar n’Ele
a fonte de toda a reconciliação,
que derruba todos os muros.
Tu que desarmado,
atravessaste as linhas da guerra
e da incompreensão
concede-nos a coragem
de construir pontes
onde o mundo ergue fronteiras.
Neste tempo afligido
por conflitos e divisões,
intercede para que nos tornemos
construtores da Paz:
testemunhas desarmadas
e desarmantes
da Paz que vem de Cristo.
Ámen
LEO PP. XIV

Alfredo Monteiro (AAAFranciscanos)

17 de Setembro de 2026
17/09/2026

17 de Setembro de 2026

PASSOS DE S. PAULO na Grécia – 12 a 21 de Fevereiro 2027Na sequência de anteriores viagens que nos permitiram conhecer o...
01/09/2026

PASSOS DE S. PAULO na Grécia – 12 a 21 de Fevereiro 2027

Na sequência de anteriores viagens que nos permitiram conhecer os caminhos do Evangelhos na Asia Menor (Terra Santa e Turquia), propomo-nos agora acompanhar a sua chegada à Europa, através dos “Passos de São Paulo na Grécia”.

Para esta viagem temos dois grandes objetivos:

– conhecer os caminhos percorridos pelo Apóstolo Paulo no anúncio do Evangelho, bem como os lugares (Tessalónica, Filipos, Corinto…) das primeiras comunidades cristãs por ele fundadas na Europa e, mais recentemente, os mosteiros de Meteora, construídos sobre rochas gigantes;

– conhecer alguns dos lugares mais emblemáticos da civilização grega, pela visita a sítios arqueológicos de grande relevância histórica, como os impressionantes os santuários de Delfos e Olímpia, entre outros, e a magnífica Acrópole de Atenas.

Nesta viagem, contaremos com o precioso contributo do Pe. Johnny Freire, perito em estudos bíblicos, para nos ajudar a compreender o enquadramento histórico, espiritual e pastoral das cartas de são Paulo.

Para mais informações, consulte o Programa e Ficha de Inscrição com as respectivas condições em www.uasp.pt ou click em Programa (https://drive.google.com/file/d/1F8mdTJ6bHYkoLPb5L02zQFF5IXbqmEfN/view?usp=sharing)
e em Ficha de Inscrição (https://drive.google.com/file/d/1Q4SOjJ4eg3apY5wt9f90CTP3-3b6_2Zl/view?usp=sharing)

Pela Direção da UASP
Pe. Armindo Janeiro

https://www.uasp.pt/ecos-da-lase-boletim-julho-2026/
09/08/2026

https://www.uasp.pt/ecos-da-lase-boletim-julho-2026/

Destaque Ecos Ecos da LASE – Boletim Julho 2026 Admin 09/08/2026 Boletim da Liga dos Antigos Seminaristas de Évora Suplemento ao N.º 5209 de “a defesa” – N.º 8 – 3.ª Série – Julho 2026 Facebook Twitter Pinterest Linkedin Navegação de artigos Ecos da ASDLeiria – Encontro 2026 Int...

25/07/2026

Ecos da ASDLeiria: Encontro 2026As memórias sãoComo livros escondidos no pó.As lembranças sãoOs sorrisos que queremos re...
30/06/2026

Ecos da ASDLeiria: Encontro 2026

As memórias são
Como livros escondidos no pó.
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever…
Devagar…
(Trovante)

Que bela descrição com que os Trovante nos presenteiam, para exprimir o que sentimos quando fazemos mais um encontro da ASDL.

Se fosse só noticiar o formato do encontro necessitaríamos apenas de quatro linhas, e pronto, a notícia estaria dada. Mas se quisermos descrever realmente o encontro na sua dimensão plena, o seu impacto total e o sentir dos seus participantes… não teríamos provavelmente espaço útil disponível.

As formalidades (mesmo dando algum trabalho), são simples e objectivas:

• Uma convocatória – que muitos ignoram ou pelo menos não dão qualquer feedback; mas outros são ciosos de que esteja anotada e garantida a sua participação; e outros ainda, que não podem estar presentes, justificam muito bem a ausência e manifestam como gostariam de estar. A data foi 27 de Junho, de novo na casa do Clero, para podermos proporcionar a presença de companheiros que ali residem, sem possibilidade de deslocação, alguns nossos mestres, e disfrutar da sua companhia.

• A chegada: a partir das 9:30 h, as viaturas vão chegando e acomodando no generoso local da festa, a referida Casa do Clero em Fátima;

• Os abraços: efusivos e saudosos do reencontro, sempre parecidos, sempre diferentes. Motivos de conversas… muitos. Os rostos são os mesmos, também diferentes. Vamos perdendo em músculos e ganhando em sabedoria. Esta máxima, aqui, é claríssima. E recordamos muito as velhas “estórias”, que nos causam sempre novas sensações e novos sentires.

• A Assembleia Geral: cujo início corresponde sempre à maior dificuldade de refrear o genuíno ímpeto de reatar pela comunicação, os fios dos afectos, (como se não houvesse “mais logo” – como quem diz, amanhã) e fazer silêncio para a formalidade estatutária. E após o Presidente da Mesa e o Presidente da ASDL conseguirem levar a cabo essa difícil tarefa, lê-se e promove-se a aprovação da acta do ano anterior (que acaba por colar dois anos da vida associativa e, por conseguinte, dois encontros); faz-se a aprovação das sóbrias contas; elencam-se e informa-se sobre o desfiar das actividades que, coladas às da UASP, são significativas; e finaliza-se com a chamada de assuntos gerais, agendados ou extemporâneos e circunstanciais.

• Eucaristia: e aproveitando a ordem já estabelecida, dá-se início à Eucaristia, que é de Acção de Graças por esta vivência, que começou na nossa casa comum e se prolonga até hoje, e fazendo presentes, com saudade e esperança, os que de entre nós já partiram. Está presente a música, que reside nos genes da nossa casa e da nossa formação em meninos, com relevância para criações do nosso saudoso Dr. Carlos Silva.

• O Repasto: Depois, retorna a algazarra que só se apaga quando o último deixar o local. Ou não acaba nunca. As abundantes sardinhas; alguns carapaus para os “biqueiros”; entremeada e chouriço; torresmos e outras entradas; muita e boa salada; sopa e outros acepipes; bem regados com líquidos de várias proveniências e origens… até água; muita fruta e doçaria; o café e o “chiripiti”… e muita, muita conversa, muitas histórias, algumas, surpreendentemente, ainda desconhecidas.

Só quem vem, pode sentir a emoção deste encontro. Quem não vem, nem sequer pode imaginar o que perde. Em cada ano, vamos sentindo a vida e o que ela vai fazendo connosco (de bom e de menos bom). Os companheiros que se acercaram mais recentemente, ficam surpreendidos com tanta coisa nova, com tanta emoção. Parece que descobrem até o que já viveram e foi deles. Senti-o em tantas conversas, onde estive, e outras que ouvi lateralmente. É uma verdadeira riqueza de emoções, indescritível para as comunicar a quem não as pode viver. É uma espécie… de fazer renascer sentimentos que já não sabíamos que existiam, uma espécie de reencontro connosco mesmos. Até as histórias passadas com outros intervenientes (que não eram do nosso tempo), parece que também são nossas. Identificamo-las, porque elas pertencem a uma espécie de mística vivenciada no ambiente onde desabrochámos e, independentemente dos protagonistas, esse fundo, essa espécie – metafórica – de radiação cósmica da nossa juventude, estava impressa em transfundo da nossa casa comum.

Tentámos lembrar-nos dos colegas a quem perdemos o rasto, e nesse exercício de memórias e vivências, conseguimos ir encontrando alguns contactos de companheiros de quem perdemos o rasto. Talvez consigamos melhorar a informação no próximo encontro, e apelamos a que, quem souber de amigos nessas condições, que vão reportando para que atualizemos os nossos ficheiros e possamos chegar a mais gente.

Trouxemos muito à liça o facto irremediável de que a nossa geração será a última a ter memórias, e a trazer impressos para toda a sua vida, os sentimentos, a cultura, a educação que nos proporcionou o Seminário. Pode haver quem tenha sentimentos e memórias menos felizes daqueles tempos marcantes e determinantes no nosso futuro. Mas temos a convicção de que a enorme maioria, tem as melhores memórias e com elas a maior gratidão ao Seminário. Sabemos que alguns, na hora da saída, sentiram-se em conflito sobre este assunto, mas ao longo do tempo, e com a experiência da vida, vieram a reconhecer o quanto de fundamental foi este tempo para o seu futuro. Temos tido explicitamente testemunhos neste sentido e sabemos que são convictos.

O novo modelo de funcionamento dos seminários, acompanhando, naturalmente, os novos tempos na sociedade, não proporcionarão mais esta experiência soberana nas novas gerações. Por isso, vale a pena cada um fazer um esforço para participar nos encontros, que serão cada vez mais dolorosos, porquanto vamos perdendo mais amigos (que não serão repostos nas novas gerações), mas não perdemos a memória. Cada ano de ausência, é uma oportunidade perdida para os abraços e afectos, que nos fazem bem à alma e, alguns, não poderão voltar a ser dados.

Somos os últimos “dinossauros” desta maravilhosa vivência.

Luís Matias
ASDL

VILA  VIÇOSA, A  PRINCESA  DO  ALENTEJOA  Assembleia Geral do Outono 2025, a 22 de Novembro do ano passado, realizou-se,...
20/05/2026

VILA VIÇOSA, A PRINCESA DO ALENTEJO

A Assembleia Geral do Outono 2025, a 22 de Novembro do ano passado, realizou-se, em Calvão – Vagos, na Fraternidade dos Missionários Combonianos. Foi neste ambiente campestre, temperado com um cheirinho a maresia, que os nossos Irmãos Combonianos nos acolheram na sua Casa familiar, erguida à beira da estrada 103, e que o presidente da Direcção da LASE, Eduardo Pina, apresentou aos participantes o plano das “Jornadas Culturais de 2026”. Desde então e, depois, com o reforço da crónica do Luís Matias, publicada no site da UASP, que todos os caminhos, qual “Via Verde”, de 1 a 3 de Maio, foram dar a Vila Viçosa… O curador da Exposição sobre o nobre projecto da UASP, “Por Mares dantes Navegados”, totalmente vivido nas antigas colónias portuguesas de África e de Timor Lorosae, também, ali, a partilhou com os membros da Liga dos Antigos Seminaristas de Évora (LASE).

…. “Se fores ao Alentejo,
Ai, ai, ai, ai,
Não esqueças de dar um beijo,
Ai, ai, ai,ai…. “.

Assim cantou, com voz firme e melodiosa, o Senhor Arcebispo da Arquidiocese de Évora, Dom Francisco Senra Coelho, logo acompanhado, no refrão, por um coro afinado e espontâneo, quando de nós se despediu, ao fim do almoço de domingo, dia da Mãe, e que, apressadamente, ia retomar a visita Pastoral àquela região alentejana. Durante a refeição ouvimos de Dom Francisco….” que o Alentejo está a mudar….” Constatámos a mudança, religiosa e política, na Eucaristia dominical com a Igreja cheia de fiéis e no contacto com os autarcas locais. Assim foi, nas últimas eleições legislativas e autárquicas!…..

Já leram, certamente, a excelente crónica do Luís Matias que relata minuciosamente, passo a passo, dia a dia, o desenvolvimento do maravilhoso programa oferecido pelos promotores da LASE. Assim sendo, não esperem, os potenciais leitores, um texto semelhante, porque não lhe acrescentaria quaisquer mais valias. Permitam-me, então, que me socorra da história que percorre a beleza e a riqueza da” Princesa Alentejana”, Vila Viçosa.

Consta que, em 1580, Luís de Camões, o nosso maior Poeta lírico e épico, terá exclamado amarguradamente: “….morro com a Pátria”. Assim aconteceu! Portugal perdia a independência para os “Filipes” de Espanha. Nesse tempo, como agora, o governo espanhol, para sustentar a guerra, impôs o agravamento da carga fiscal. O povo reagiu violentamente à subida dos impostos. E as convulsões mais graves deram-se em Évora, em 1637. Dizem os historiadores que a reacção popular também foi contra a nobreza. A partir de Évora propagou-se a todo o Alentejo e ao Algarve. Em Vila Viçosa apedrejaram o palácio do Duque de Bragança. A burguesia aliou-se ao movimento popular. As perturbações sociais acalmaram, dando tempo a que chegassem duas colunas militares espanholas e os cabecilhas foram enforcados. Com a revolta da Catalunha, o governo de Madrid ordenou a mobilização dos nobres portugueses. Consequentemente, um pequeno número de membros da nobreza e de letrados começou a conspirar para se livrarem do jugo castelhano. Como sabem as gerações de antanho, desde a nossa 4ª classe, um dos mais activos foi João Pinto Ribeiro, de origem burguesa, mas bem aceite pelos nobres, e, igualmente, bem relacionado com o Duque de Bragança. Os conspiradores decidiram restaurar a linha legítima da sucessão ao trono que tinha sido preterida, em 1580, com a sucessão de Filipe II de Espanha. O direito à coroa pertencia a D. Catarina, Duquesa de Bragança. Ora, o herdeiro de Dona Catarina era o seu neto D. João, Duque de Bragança, que vivia em Vila Viçosa. Afastado da vida política de Lisboa era considerado, em Madrid, uma pessoa de confiança. Ao convite dos conjurados para chefiar a revolução em marcha, Dom João ainda hesitou! Mas, de imediato, o colocaram “entre a espada e a parede”: …”ou a Monarquia com ele ou uma República de nobres”! Acedeu, “empurrado”, também, pela coragem e a forte vontade da sua amada esposa, Dona Luísa de Gusmão, que terá dito. “….mais vale ser Rainha uma hora que duquesa toda a vida…”! E, no primeiro dia de Dezembro de 1640, rebentou o golpe. Eliminaram o Secretário de Estado, Miguel Vasconcelos. Só mais tarde, para consolidarem a revolução, pediram a intervenção do povo e todo o País aderiu. Passados 15 dias, Dom João IV foi aclamado Rei de Portugal. Em 1646 consagrou a Nossa Senhora da Conceição o Reino de Portugal, proclamando-a Rainha e Padroeira da Nação no Santuário, situado na cerca amuralhada do Castelo.

Foi há 75 anos, mas recordo bem que no meu exame da 4ª classe, durante a prova oral, uma professora da mesa do júri me perguntou “de que rei gostaria de falar”. Não hesitei, de Dom João IV! Nesse tempo longínquo sonhava lá eu que, sete décadas e meia passadas, ia encontrar o Monarca, representado numa escultura equestre, no centro do “Terreiro do Paço”, em Vila Viçosa, montando, com elegância, o seu cavalo olímpico!… Deste centro estratégico, vigia e domina todo o espaço envolvente, ocupado por edifícios históricos e monumentais. Foi assim que pude adormecer tranquilo o “sono dos justos”, durante duas noites, no antigo Convento das Chagas de Cristo, do século XVI, das Irmãs Clarissas, agora, ”Pousada – Convento – Dom João”. Apesar de correr, entre o povo, que nos amplos corredores, salas e quartos, vagueia o “fantasma” de Dom Jaime, conforme nos contou o Dr. Francisco Caeiro, escritor e historiador, na sua brilhante palestra, não tive pesadelos nocturnos, nem sinais de assombração!… Convento que chegou a acolher 90 clarissas, o segundo Ramo Franciscano da Ordem dos Frades Menores (OFM). Com a extinção das Ordens Religiosas a última irmã, ali residente, data de 1905.

Concluo, afirmando que em Vila Viçosa há beleza e riqueza. Na economia, é pujante, sobretudo, nas exportações de mármore. Culturalmente, é o berço da grande poetisa, Florbela Espanca, nascida em 8 de Novembro de 1894, dá o nome ao Cine Teatro local. Saliento, também, a organização do processo de candidatura a “Património Mundial da Humanidade”, brevemente apresentado à UNESCO. Processo preparado com elevada competência pelo Presidente da Câmara Municipal, Inácio Esperança, e Vice-Presidente e vereador da Cultura, Dr. Tiago Salgueiro, historiador e excelente comunicador.

Os seus belos e grandiosos monumentos ilustram o poder da Dinastia de Bragança que, indubitavelmente, desempenhou um papel relevante no desenvolvimento presente e futuro da vila, “Princesa do Alentejo”…

Alfredo Monteiro (AAAFranciscanos)

Hoje, damos graças pelo dom da vida do Luis Matias que completa mais uma volta em redor do sol!Parabéns Luís! Um forte a...
18/05/2026

Hoje, damos graças pelo dom da vida do Luis Matias que completa mais uma volta em redor do sol!
Parabéns Luís! Um forte abraço da Direção, do Secretariado e de todos os Uaspinos que já foram "tocados" pela tua alegria contagiante!...

Ecos da AAACombonianos: Encontro anual 2026À guisa de Relatório do Encontro Viseu 2026Conforme convite endereçado aos co...
12/05/2026

Ecos da AAACombonianos: Encontro anual 2026

À guisa de Relatório do Encontro Viseu 2026

Conforme convite endereçado aos colegas, realizou-se a 02 de Maio o nosso encontro anual (AAACombonianos) em Viseu. Embora a expectativa de presenças não fosse das melhores, ainda assim compareceram umas dezenas de antigos alunos que, conjuntamente com os combonianos residentes, perfizeram cerca de sessenta elementos.

Foi cumprido o programa pré-estabelecido, havendo a salientar a palestra do nosso provincial, Pe. José Rebelo, sobre a presença dos missionários combonianos portugueses nos quatro continentes com maior população.

Um dos pontos debatidos foi a necessidade da renovação dos órgãos diretivos da Associação. Os atuais corpos gerentes, em exercício desde a fundação da “Associação” (1996), já estão com uma idade que, provavelmente, os inibe de tomar certas medidas que outros mais novos tomariam. Foi feito um apelo aos colegas entrados nos anos 70/80/90 do século passado para que se reunissem e discutissem entre si este problema. Dirigimos este apelo essencialmente aos colegas residentes em Viseu e concelhos limítrofes, já que, segundo é do nosso conhecimento, já se reúnem de vez em quando. Viseu por ser a Casa Mãe dos Combonianos em Portugal. Nada impede, antes pelo contrário, que outras iniciativas se possam realizar na Maia ou em Famalicão mais de âmbito regional.

A atual Direção está ao dispor de todos os colegas para contribuir e encontrar uma solução para esta questão.

Gratos à animação musical (Olindo e Américo) e a todos quantos rumaram até Viseu para reencontrarem colegas de juventude e revisitarem um passado que marcou mais ou menos profundamente as suas vidas. Gratos também ao Pe. Xavier e a toda a comunidade que nos acolheu.

Isidro (AAACombonianos)

Endereço

Seminário Diocesano De Leiria
Leiria
2414-011LEIRIA

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