Filosofia e Espiritualidade do Joca

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13/10/2025
19/09/2025
29/08/2025

Domingo de manhã, 4 de Março de 1990. Imola. Um rapaz de dezoito anos, Massimo Bulzamini, tem um acidente de mota. A queda é feia: a coluna está estilhaçada, os pulmões recusam-se a funcionar sozinhos. F**a em coma. Os médicos dizem que não se sabe. Nunca se sabe.

Um deles acredita em sons. A teoria era simples: acordar um cérebro ferido com vozes queridas. Gravam mensagens, repetem-nas em cassetes. É patético; também é tudo o que resta. Descobrem a devoção por Ayrton Senna, o seu Deus. Contra todas as expectativas, o grande ídolo aceita. Vai ao hospital, fala-lhe em italiano, grava fitas: “Devi reagire, ti devi fare forza”.

A medicina tem bisturis; a fé tem gravações magnéticas. A esperança nunca passará de uma tecnologia rudimentar.

Sempre que fazia te**es em Imola, Ayrton passava pelo hospital, deixava outra mensagem. Em 1992, Massimo entra em coma consciente. Dão-lhe uma televisão ligada a uma bateria de barco, num grotesco improviso. Um dia, está a ver a Juventus quando o médico desliga o ecrã; logo a seguir entra Senna, em carne e osso, aquele sorriso que acabava com o escuro. É quase obsceno de tão bonito: o ídolo no quarto do mutilado.

Abril de 1994: Senna visita-o pela última vez. Vinte dias depois, na mesma cidade, a mesma pista, o mesmo hospital. Massimo vê o acidente em directo, ouve o helicóptero passar, sabe antes de todos, reza. Em vão. O seu salvador já não pode salvar-se.

Massimo morre em 2015, rodeado de enfermeiros que o amaram. Guardou sempre uma foto com Senna. Nunca a mostrou.

29/08/2025
29/08/2025
31/07/2025

O dia em que Jô Soares perdoou o taxista que atropelou e matou sua mãe é, sem dúvida, uma das histórias mais comoventes da cultura brasileira. Poucos conhecem esse episódio tão humano e profundo da vida do grande comunicador.

Mercedes Leal Soares, mãe de Jô, faleceu após ser atropelada por um táxi em um dia de chuva. O motorista, segundo o próprio Jô contou em 2015 durante uma entrevista ao jornalista Marcelo Bonfá, não teve culpa alguma. Ela tinha 70 anos e, após o acidente, foi prontamente socorrida por ele, que permaneceu ao lado do pai de Jô até o último instante. Mesmo assim, Mercedes não resistiu à fratura de base de crânio.

Dez anos depois, Jô entrou em um táxi no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Ao fim da corrida, o motorista virou-se para ele e revelou: era o homem que havia atropelado sua mãe. Disse que, desde aquele dia, não conseguia mais dormir e que só encontraria paz quando ouvisse do próprio Jô que estava perdoado.

Com serenidade e emoção, Jô respondeu que o perdão já havia sido dado desde o momento em que ele socorreu sua mãe e agiu com responsabilidade e humanidade. Reafirmou que ele não teve culpa nenhuma e que já estava em paz com aquilo.

Por fim, Jô relatou que ambos choraram profundamente naquele momento e concluiu dizendo que o perdão é a coisa mais importante do mundo.

14/07/2025

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Charneca Da Caparica

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