26/05/2026
“Narrativas de origem em Timor-Leste: mitos, contos etiológicos e etimológicos; a génese das famílias em animais”, Anabela Leal de Barros (CEHUM-GELA)
28 de Maio
Em pequenas ilhas cingidas pela terra e pelo mar, como Timor-Leste, o convívio entre homens e animais é estreito, e a sua literatura oral mostra-o mesmo, frequentemente, revestido de contornos sobrenaturais. Os animais estão sempre perto, acompanham o seu dono e permanecem no interior ou no exterior da casa, e as narrativas orais espelham essa realidade. Nos lugares do mundo onde a terra ainda não foi sepultada pelo betão e o firmamento ainda não foi tomado pelos arranha-céus, os animais circulam livremente e revelam-se com frequência os únicos vizinhos do homem, sendo vistos como amigos e até como família. Decorrendo do animismo timorense, acredita-se que vários animais se acham na origem de diversas famílias, respeitando-se o interdito de os comer ao longo de todas as gerações e de lhes prestar respeitos e fazer oferendas. É sobre esses mitos de origem e contos etiológicos, relativos à génese de famílias timorenses em animais específicos, que nos debruçaremos neste trabalho, partindo da pesquisa no corpus de contos e lendas de Timor Leste composto pelos sete livros publicados e um em vias de publicação. A partir de um enquadramento mais geral das narrativas etiológicas e dos mitos de origem na literatura de tradição oral em Timor-Leste, observando as explicações do mundo, de dimensões da vida e do universo e da origem das mais diversas realidades, desde os topónimos às más relações entre tipos de animais, centrar-nos-emos na simbologia animal, nos procedimentos culturais e nos conteúdos discursivos que reafirmam a antiguidade da relação genética entre homens e animais, justificando práticas de entreajuda e veneração.
18/05/2026
“Coerción, violencia y divinidad: estrategias de legitimación del poder en la consolidación del estado en los reinos mesopotámicos”, Valeska Cariaga Cariaga (Liceo Politécnico Héroes de la Concepción; Asociación Chilena de Estudios del Próximo Oriente Antiguo)
29 de Maio
La formación de las primeras estructuras estatales en el Próximo Oriente Antiguo no sólo implicó procesos de organización política y control territorial, sino también la construcción de mecanismos complejos de validación del poder. En las sociedades mesopotámicas, la autoridad real se configuró a partir de la interacción entre prácticas de dominación material y elaboraciones simbólicas orientadas a justificar y naturalizar su ejercicio. En este marco, la ponencia analiza la relación entre coerción, violencia y religión como dimensiones fundamentales en los procesos de legitimación política. Desde un enfoque teórico que entiende el poder como una relación social que debe ser constantemente producida y validada, la legitimidad se concibe como el resultado de un proceso dinámico de construcción ideológica. En este contexto, la violencia no se limita a su función coercitiva, sino que actúa también como un recurso simbólico que contribuye a la producción de imaginarios de autoridad. La representación de la guerra, la derrota del enemigo y la exhibición del castigo forman parte de un discurso político que refuerza la capacidad del soberano para mantener el orden. Por su parte, la religión desempeñó un papel central en la validación del poder real, al situar a los gobernantes como elegidos o intermediarios de las divinidades. Esta relación permitió integrar la autoridad política dentro de un marco cosmológico más amplio, sacralizando la figura del rey y legitimando sus acciones como parte de un orden divino, llegando incluso a tratar de dioses u otorgar rasgos divinos a varios reyes de los reinos mesopotámicos. A partir del análisis de fuentes textuales e iconográficas, el estudio examina cómo estas estrategias se materializaron en narrativas e imágenes que no sólo describen acontecimientos, sino que también construyen una determinada concepción de la autoridad. En este sentido, la puesta en escena del poder puede entenderse como una forma de performatividad política. En conjunto, se propone que violencia y religión operaron de manera complementaria en la construcción y validación del poder, contribuyendo a la elaboración y circulación de modelos de autoridad en el Próximo Oriente Antiguo.
18/05/2026
“Mitomotórica: fundamentación ideológica y simbólica de la monarquía faraónica”, Prof. Mag. Juan David Tobón Cano (Universidad Pontificia Bolivariana)
28 de Maio
La monarquía faraónica constituye una de las instituciones del mundo antiguo más fascinantes, de ello da cuenta la arqueología, la iconografía y la filología, pilares esenciales de la egiptología, ciencia que se ocupa de la civilización en el antiguo Egipto en su complejidad y diversidad. El interés y fascinación por el mundo faraónico es producto del lenguaje de la piedra que los monarcas del país del Nilo crearon para comunicar su naturaleza y el don divino del que afirmaban, una y otra vez, ser herederos legítimos. Khufu, Hatshepsut, Ramsés II o Ptolomeo I fueron plenamente conscientes del poder y alcance que comunicaban a través de pirámides, templos, colosos, grandes relieves y toda clase de recursos propagandísticos. Su lenguaje se grabó en la superficie lítica de los monumentos, pero más importante aún, quedó impreso en la memoria de la población egipcia, quien difundió generación tras generación, aquellas ideas creadas por el aparato ideológico del Estado faraónico. La magnificencia de los grandes líderes la aseguró en el tiempo aquella población que sufrió en su propia carne el peso de su poderío. Esta ponencia es, ante todo, una invitación a descubrir cómo funcionaba el sistema ideológico en el marco del pensamiento simbólico, que posibilitó a la monarquía faraónica, ser el modelo de gobierno de un vasto territorio, durante más de tres milenios.
18/05/2026
“A natureza humana como projeto: a atualidade do construtivismo moral de Xun Zi”, João Mendes (CEHUM – GELA)
29 de Maio
Na minha comunicação analiso a tese do filósofo chinês Xun Zi (c. 310 a.C. - c. 235 a.C.) de que a natureza humana é má, argumentando que esta posição não é um pessimismo sobre o ser humano, mas sim o fundamento para uma filosofia construtivista da moralidade: se não nascemos bons, a bondade torna-se uma tarefa, algo que alcançamos através da educação, do esforço consciente e da interiorização dos rituais criados pelos sábios. Explorarei como Xun Zi nos oferece um modelo em que a virtude não é uma essência a descobrir, mas um projeto a realizar.
18/05/2026
“Da paisagem do Eufrates ao espaço de Eleusis: uma trajetória metodológica entre imagem, mito e materialidade”, Maria Eduarda Affonso (CEHUM-UMinho)
27 de Maio
Esta comunicação propõe apresentar a trajetória de minha pesquisa sob o viés metodológico desenvolvido ao longo de três participações nas Jornadas do Antigo Próximo Oriente. Inicialmente, a investigação partiu das imagens que circundam o Rio Eufrates – sua fauna, flora e estruturas humanas edificadas, abandonadas ou não – buscando possíveis conexões entre paisagem e mito. Em um segundo momento, voltei-me às imagens dos objetos presentes no ritual hitita da “morte da Lua”, com especial atenção à representação dos bovinos (boi, vaca e touro) por meio de vasos cerâmicos que associam a imagem do boi ao verbo “beber”. A pesquisa que ora apresento dá um salto temporal e geográfico para colocar em relação os espaços e os mitos por meio das imagens do sítio arqueológico de Eleusis, onde se praticavam os rituais eleusinos. Evoco, assim, o mito de Deméter e Perséfone enquanto estrutura mítica que dialoga com o mito de Inana. Essa estrutura mítica orienta determinadas ações espaciais – subir, descer, consultar o oráculo – e muitos trechos dos textos rituais indicam localizações concretas no espaço. Uma visita ao sítio arqueológico de Eleusis, retratada em fotografias, permitiu constatar correspondências entre o espaço aquele descrito em O caminho de Eleusis
18/05/2026
“A economia do sistema internacional de Amarna: as redes comerciais e a centralidade das ligas de bronze”, Diego Machado (UAUM; Lab2PT; IN2PAST) e Santiago Pereira (Universidade do Minho)
27 de Maio
Os reinos e impérios do Mediterrâneo Oriental, nos finais da Idade do Bronze, produziram um conjunto de relações diplomáticas notável, cuja forma pode ser equiparada a um verdadeiro sistema internacional, apesar da sua escala regional. Através das comunicações estabelecidas entre estas sociedades, particularmente com a documentação conhecida como Cartas de Amarna, assim como outros corpora de natureza semelhante, conseguimos aceder aos mecanismos pelos quais essas relações eram estruturadas e as tensões resolvidas. Propomos para esta apresentação uma análise económica desse sistema internacional, cujo conteúdo revela importantes redes comerciais entre os diferentes reinos, sobretudo associadas a produtos como o ouro e o lápis-lazúli. Contudo, acreditamos que o conteúdo expresso nessas correspondências, dado o estatuto dos seus comunicantes, acaba por ocultar uma exigência maior da constituição dessas sociedades, nomeadamente a necessidade de obter as ligas de bronze que produziam materialmente essas civilizações.
18/05/2026
“Débora: Autoridad femenina singular en el Israel antiguo”, Juliana Alejandra Triana Palomino (UNIMINUTO, Bogotá)
29 de Maio
La tradición bíblica en torno a la jueza y profetisa Débora, cuyo nombre traduce ‘abeja’ y que comparte raíz con el verbo hebreo Dābăr (hablar, declarar), hunde sus raíces en tradiciones quizás más antiguas a la emergencia del Reino de Israel hacia mediados del siglo IX a.C. Su historia ha quedado fijada en los capítulos 4 y 5 del libro bíblico de los Jueces como una especie de perla rara, en tanto que, a nivel literario, la misma historia está contada dos veces, una en versión prosa y la otra en versión lírica; adicionalmente, es la única mujer representada con autoridad y poder al interior de un libro en el que las mujeres son víctimas de silenciamiento y su vida y muerte están determinadas por la voluntad masculina. Unido a las particularidades antes reseñadas, la relación mujer-hombre que describe la narrativa sobre Débora es atípica para el mundo socio-cultural del libro de Jueces, y la forma en que el personaje de Débora es construido en ambas narrativas (Jc 4 y Jc 5) refleja simbologías compartidas con Canaán, los Hititas, Egipto y Mesopotamia, en relación con la representación de deidades femeninas, como también, en expresiones particulares de autoridad de hombres y mujeres gobernantes. Débora constituye un personaje aún por descubrir y al analizar aspectos tales como fases redaccionales de su narrativa y las relaciones con otros relatos del Medio Oriente Antiguo, se descubre una retórica literaria y simbólica que intenta persuadir al lector de una particular irrupción de lo divino en lo humano, con voz, mano y mente de mujer. Dicha caracterización de lo femenino dista mucho de ridiculizar el mundo masculino o de validar posturas de subordinación femenina que tendrán voz solo si lo masculino está ausente o débil. En realidad, la narrativa entorno a Débora muestra una particular visión de sociedad en la que la cooperación es el tinte característico, de ahí que su propuesta sea tanto revolucionaria como marginal, al plantear una tercera vía de consolidación comunitaria fuera de las dinámicas habituales de dominación
18/05/2026
“Un análisis literario a un relato original egipcio: el concepto griego de tragedia en “El Cuento de los Dos Hermanos”, Elizabeth Noreña Jaramillo (Universidad Pontificia Bolivariana)
28 de Maio
El Cuento de los Dos Hermanos, es un relato original egipcio que encierra varios elementos claves: la legitimación al trono de Egipto, los valores y la moral en las relaciones humanas, la dualidad, la lucha de dos iguales que encarnan situaciones antagónicas. y que deben ir conforme al concepto de la “Ma’at” (orden cósmico, equilibrio, armonía), la relación que se establece con los dioses, y la trascendencia misma. En medio de todo lo anteriormente mencionado, aparece un punto que será el eje conductor de este análisis literario, y es el concepto de “tragedia”, pues el relato en sí está enmarcado por un “suceso trágico”, poder contrastar la visión del pensamiento mítico-religioso del pueblo egipcio en plena Dinastía XIX, Reino Nuevo, que enmarca esa época dorada de Egipto, donde hubo mayor riqueza y expansión territorial, a la luz de la conceptualización desarrollada por los Griegos en torno a la “tragedia”, que como bien lo expresa la etimología griega de la palabra, nos referimos a ese τράγος “tragos”, que significa “macho cabrío”, y ᾠδή “oidé”, que significa “oda o canción”, es decir, la “canción u oda al macho cabrío o chivo”, en alusión a un canto que los atenienses entonaban durante las fiestas en honor a Dioniso, el dios del vino y la fertilidad. Estos cantos eran acompañados de danzas y representaciones teatrales, que posteriormente dieron origen al género de la tragedia. Y, así, de esta manera, poder explicar puntos de encuentro entre el relato original egipcio “El Cuento de los Dos Hermanos” y obras de dramaturgia griega, como ejercicio hermenéutico para ilustrar la plurisignificación de los conceptos de vida, muerte, expiación de culpa, purificación y trascendencia presente en ambas culturas.
18/05/2026
“Epiphanies in Homer and in the Tale of the Heike: Reading the Supernatural in Literature”, Naoko Yamagata (The Open University)
28 de Maio
It has been argued that Homer’s description of divine epiphanies lacks details and consistency, and therefore we cannot reconstruct the religious experience that underlies them. However, Homeric epiphanies find some parallels in the Tale of the Heike, which do have concrete details or manifest similar inconsistencies. Both Homer’s epics and the Tale of the Heike have a tendency to present more detailed descriptions of contacts between divine and human characters within indirect frameworks such as legends and dreams, which makes it highly questionable to judge given episodes’ credibility by their degree of elaboration. The parallels between Homer and the Tale of the Heike seem to indicate that the literary expressions of religious experience has a certain degree of universality, sharing in common particularly the problems arising from their attempt to capture the unintelligible and mysterious. The vagueness of expression observed may be a result of the very nature of religious experience which is beyond full human comprehension.
18/05/2026
“Memoria, poder y legitimación en el Antiguo Egipto: usos y abusos del pasado”, Inmaculada Delage González (Universidad Internacional de la Rioja)
29 de Maio
En el Antiguo Egipto, la memoria no fue un simple registro del pasado, sino un instrumento activo en la construcción del poder y en la legitimación de la autoridad faraónica. Esta comunicación analiza cómo el pasado podía ser utilizado de forma consciente para reforzar el presente, mediante la selección de acontecimientos, personajes y linajes que debían ser recordados o ignorados. Partiendo de la concepción egipcia del tiempo y de la memoria como elementos garantes de la continuidad social y del orden cósmico (Maʽat), se examina el uso político del pasado a través de distintos mecanismos oficiales, como las listas reales, que construían una secuencia idealizada de gobernantes legítimos. La propuesta plantea que, para los antiguos egipcios, el pasado seguía teniendo influencia en el presente y que su selección formaba parte de una estrategia política consciente. A través de este enfoque, se invita a reflexionar sobre la relación entre memoria, poder y legitimación en el Egipto faraónico, así como sobre la construcción interesada de los discursos históricos.