19/08/2026
Quando observamos uma criança a br**car, é fácil descrever aquilo que vemos: empilhar, transportar, repetir ou desmontar.
Mas, por detrás dessas ações aparentemente simples, podem estar a acontecer processos muito mais complexos. A criança testa hipóteses, resolve problemas, toma decisões, adapta estratégias e persiste perante desafios.
É por isso que, na A Caixa, acreditamos que vale a pena observar antes de intervir. Muitas das aprendizagens mais significativas acontecem precisamente quando damos tempo, espaço e liberdade para br**car.
E desse lado, qual foi a última aprendizagem que descobriram ao observar uma criança a br**car?
15/08/2026
Nem sempre são os brinquedos mais elaborados que despertam a curiosidade das crianças.
Muitas vezes, são materiais simples, abertos e versáteis que dão origem às br**cadeiras mais criativas.
🟣 Materiais que encaixam.
🟣 Materiais com formas inesperadas.
🟣 Materiais que podem ser combinados de diferentes formas.
Mais do que o objeto em si, são as possibilidades que ele oferece que convidam à exploração, à experimentação e à imaginação.
N'A Caixa, gostamos de olhar para os materiais não pelo que são, mas pelo que permitem às crianças fazer, descobrir e criar.
E desse lado? Qual o material mais simples que já viram transformar-se numa grande br**cadeira?
08/08/2026
Construir em conjunto começa por escutar.
Acreditamos que as melhores ideias raramente nascem sozinhas.
Nascem quando crianças, profissionais, famílias e comunidade têm oportunidade de pensar, conversar e criar em conjunto.
É por isso que, nos nossos projetos, valorizamos processos participativos onde todas as vozes podem contribuir para encontrar soluções.
Construir em conjunto não significa que todos façam o mesmo.
Significa reconhecer que cada pessoa traz uma perspetiva diferente e que é dessa diversidade que surgem as melhores respostas.
Porque educar também é construir... em conjunto.
💜 A Caixa é... construir em conjunto.
05/08/2026
As ideias das crianças não terminam numa maquete.
Ao longo deste projeto, as crianças observaram o espaço exterior, identificaram o que gostavam, apontaram o que poderia ser melhorado, imaginaram soluções, construíram propostas e escolheram aquelas que consideravam mais importantes.
Agora começa uma nova etapa.
As propostas mais votadas serão apresentadas à comunidade educativa, com o objetivo de mobilizar famílias, profissionais e parceiros para a sua concretização durante o próximo ano letivo.
Acreditamos que a participação faz sentido quando tem consequências reais.
Escutar as crianças é importante, mas dar seguimento às suas ideias é ainda mais.
💛 Continuaremos a acompanhar este percurso e a partilhar os próximos passos.
03/08/2026
Depois de observar, discutir e construir, chegou o momento de apresentar as propostas.
Cada maquete representa uma ideia para melhorar os espaços exteriores do Centro Social de Azurva.
Mais do que um trabalho manual, estas construções foram uma forma de organizar pensamentos, experimentar soluções e comunicar aquilo que as crianças gostariam de ver acontecer.
Ao olharmos para todas elas, percebemos uma coisa: não há uma única forma de imaginar um bom espaço.
Cada proposta reflete interesses, experiências e formas diferentes de br**car.
É precisamente essa diversidade que enriquece um processo participativo.
💛 Na próxima publicação mostramos quais foram as propostas mais votadas pelas crianças e o que vai acontecer a seguir.
01/08/2026
Quem conhece melhor um recreio?
Quem br**ca nele todos os dias.
Antes de pensar em novas propostas para os espaços exteriores, quisemos conhecer o espaço através do olhar das crianças.
Nesta atividade, cada sala do Jardim de Infância do Centro Social de Azurva escolheu três representantes para nos acompanhar numa visita aos espaços exteriores. Ao longo do percurso, mostraram-nos os seus locais preferidos, explicaram onde gostam mais de br**car, identificaram os espaços mais desafiantes e partilharam aquilo que gostariam de ver melhorado.
Mais do que responder a perguntas, estas crianças assumiram o papel de porta-vozes do grupo.
Foi a partir das suas observações e das ideias recolhidas junto de todos os colegas que começou a desenhar-se o projeto de transformação do recreio.
💛 Na próxima publicação mostramos como essas ideias ganharam forma através de maquetes construídas pelas crianças.
Curiosos/as para ver os resultados?
29/07/2026
As primeiras oficinas d'A Caixa continuam no Centro Social de Azurva, em Aveiro.📦📖
Uma caixa vazia pode conter infinitas possibilidades.
Foi essa ideia que deu início à oficina realizada com a sala de 2 anos.
Começámos por ler o livro A Caixa, de João Rodrigues. Na história, as crianças levam para a escola animais muito invulgares, mas a caixa do Pedro permanece fechada.
Antes de revelar o final, fizemos uma pergunta às crianças: "Que animal imaginas que está dentro da caixa?"
A partir dessa questão, cada criança recebeu uma base de cartão e um conjunto diversificado de materiais reutilizados à escolha para construir o seu próprio animal.
Ao longo da atividade, não procurámos que todos chegassem ao mesmo resultado. Cada criação foi diferente, porque cada criança imaginou, escolheu materiais, experimentou soluções, observou os colegas e construiu a sua própria resposta ao desafio.
Mais do que produzir um objeto final, interessava-nos valorizar o processo: a imaginação, a criatividade, a capacidade de tomar decisões e a liberdade para transformar materiais simples em algo com significado.
É precisamente aí que acreditamos que reside uma das maiores riquezas do br**car.
27/07/2026
As primeiras oficinas d'A Caixa continuam no Centro Social de Azurva, em Aveiro. 💛📦🐰
Depois da exploração livre de materiais no berçário, desafiámo-nos a criar uma experiência diferente com a sala de 1 ano.
Desta vez, tudo começou com uma surpresa.
Dentro da caixa vinha um novo amigo: um coelho de peluche que convidou as crianças a br**car.
À sua espera encontraram diferentes espaços de exploração: um estendal para pendurar a roupa, uma banheira para cuidar dos animais, materiais para preparar refeições, tecidos, recipientes, embalagens, rolhas, esponjas e muitos outros objetos do quotidiano e reutilizados.
A partir desse cenário, cada criança escolheu o seu caminho.
Umas deram banho aos animais, outras prepararam comida, outras inventaram novas utilizações para os materiais. Não havia uma sequência definida nem uma forma "certa" de br**car.
Quando organizamos ambientes ricos em possibilidades, o br**car surge naturalmente. E é através desse br**car que as crianças experimentam ações do dia a dia, constroem relações, comunicam, imaginam e começam a criar as suas próprias histórias.
Nas próximas semanas continuaremos a partilhar outras oficinas experimentais realizadas com diferentes grupos de crianças.
❓Qual destes espaços vos despertou mais curiosidade?