22/09/2026
Num mundo cada vez mais “online”, muitas vezes as crianças e jovens saem frustrados das aulas de dança por não terem conseguido fazer algo a primeira. Tantas vezes é o quanto basta para pensarem em desistir. Não por terem recebido uma má intervenção da professora ou terem sido vítimas do desrespeito de um colega perante a dificuldade, muitas vezes é simplesmente porque “errar” não tem correlação direta com o “ser bom”, e acreditam que ser-se bom significa que não precisam de “receber correções” para aprenderem a fazer melhor. As crianças e os jovens tem acesso, nas redes sociais, aos resultados finais, ao que está editado e melhorado, esquecendo-se (ou não tendo percecao) da quantidade de vezes que erramos para conseguirmos chegar aos resultados que tantas vezes são expostos como se fossem “sem esforço” e perfeitos. O sentimento de vulnerabilidade e frustração são um “trigger” cada vez mais forte para quererem desistir ainda antes de persistir.
Nas aulas de dança não se trabalha só Dança, e principalmente com crianças, não deve ser apenas sobre reproduzir passos e coreografias. Deve haver espaço para se aprender a confiar no processo, do mais leve ao mais duro, e a trabalhar para que os resultados apareçam.