23/09/2026
Em cerimónias lideradas por sua Excelência Manuel Simão Novunga Tule, Governador da Província
Maputo lança projecto de Alimentação escolar
No dia 22 de Setembro de 2026, a Escola Básica de Cuanine, no distrito da Manhiça testemunhou as cerimónias do lançamento do projecto “Nutrir Para Aprender”, implementada em parceria com a SAVE THE CHILDREN, em Moçambique, com o financiamento da USDA.
O evento contou com a presença de Salazar Picardo, representante do MEC; Carménia Canda, Directora Provincial da Educação de Maputo; Abigail L. Dressel, encarregada de negócios da Embaixada dos EUA; Oliver Flake, conselheiro do Ministro da Agricultura dos EUA; Ilaria Manunza, Directora Geral da Save the Children em Moçambique, Director do Projecto “Nutrir Para Aprender”, administradores dos distritos abrangidos pelo projecto (Manhiça, Magude Matutuíne e Moamba), lideres locais, entre outras individualidades, numa cerimónia largamente concorrida, que vincou mais uma vez os esforços que governo de Moçambique vem desenvolvendo, de braços dados com os parceiros de cooperação, para a melhoria das condições dos alunos, com vista ao alcance de resultados ainda maiores no PEA.
A cerimónia compreendeu vários momentos com particular destaque para a visita à exposição onde se pode apreciar e receber explanações sobre os materiais exibidos, seguida pelas intervenções das diversas individualidades e pelos momentos culturais e culminou com o discurso do lançamento do projecto, proferido por Sua Excelência, Manuel Tule Governador da Província de Maputo.
O Projecto “Nutrir Para Aprender” alicerça-se basicamente no pressuposto de que uma criança com fome não pode aprender convenientemente e disponibiliza um lanche escolar confecionado com base em alimentos fortificados, prevendo para um futuro próximo, a incorporação de hortícolas produzidas localmente. Vai beneficiar cerca de 170 mil crianças de 245 escolas dos distritos de Manhiça, Magude Matutuíne e Moamba, disponibilizando aproximadamente 75 milhões de refeições.
As intervenções feitas pelas diversas individualidades que usaram da palavra convergiram no facto de que o projecto vem abrir uma janela de oportunidade para as crianças aprenderem, uma vez que são colocadas no centro das prioridades.
O representante da MEC Salazar Picardo, na sua intervenção enfatizou que os resultados da insegurança alimentar e a desnutrição na sala de aulas traduzem-se em baixas matrículas, abandono escolar, absentismo e fraco aproveitamento, dai que a PRONAE não é uma mera acção assistencial à margem da educação, mas sim é uma das componentes essenciais do Plano Estratégico da Educação 2020-2029 e do Programa Quinquenal do Governo.
Sua Excelência Manuel Tule iniciou o seu discurso tecendo um breve comentário em torno à mensagem dos alunos, lida na Língua Portuguesa e em Xichangana, numa demonstração dos ganhos do ensino belingue, aproveitando aocasião para exortar aos que julgam que ensinar uma criança em língua materna é perda de tempo. Deu uma curta explicação sobre funcionamento do ensino belingue tomando como exemplo as crianças que leram a mensagem, pois uma aluna da 9ª Classe leu em Português e um menino da 3ª Classe leu na língua materna, ambos do ensino belingue, provando pela perfeição das leituras feitas, que mesmo a criança que inicia os estudos usando a sua língua materna, atinge ao longo do tempo a mesma proficiência no uso da língua portuguesa que a criança que estuda na modalidade monolingue.
Saudou a todos os presentes afirmando que a sua presença reiterava o compromisso de todos para com a educação, a protecção social, a nutrição e sobretudo para com a criação de melhores condições para o desenvolvimento integral das crianças.
Afirmou ser importante reconhecer que o estado nutricional e a saúde das crianças estão directamente relacionados com a sua capacidade de concentração, participação e aprendizagem. Uma criança que enfrenta a fome ou que não dispõe de uma alimentação diversificada encontra maiores dificuldades para acompanhar as actividades lectivas. Por isso investir na alimentação escolar não significa investir apenas no crescimento saudável das crianças, mas também significa investir na melhoria do aproveitamento escolar. Significa investir na permanência das crianças na escola. Significa investir na construção de um futuro seguro para as nossas crianças e para o país.
DPE Maputo – RTICI2026