03/08/2025
MPOX EM NIASSA
MOÇAMBIQUE REGISTA 17 CAOS CONFIMADOS 96 CASOS SUSPEITOS DE MPOX
O número de casos positivos de Mpox em Moçambique subiu para 17, todos registados no distrito de Lago, província do Niassa, de acordo com informações divulgadas pelos jornais O País e Carta de Moçambique. O surto, oficialmente declarado a 10 de Julho de 2025, está actualmente limitado a esta região, mas o alerta nacional foi elevado devido ao aumento do número de casos suspeitos noutras províncias.
Entre os dias 10 e 27 de Julho, os casos foram confirmados nos postos administrativos de Metangula (dois), Cobué (13), Maniamba (dois), na localidade de Maniamba (um) e no povoado de Micucue (um). Dos 17 casos, sete são do s**o feminino e os restantes do s**o masculino, com idades compreendidas entre os 17 e os 38 anos. Todos os pacientes encontram-se em estado clínico estável e cumprem isolamento domiciliário, com duração mínima de 21 dias.
Segundo Carta de Moçambique, doze dos pacientes realizaram também te**es de HIV, dos quais dois apresentaram resultados positivos, o que confirma casos de co-infecção. As primeiras amostras analisadas apontam para a presença da estirpe Mpox Clade Ib, actualmente em circulação na vizinha Tanzânia. Outras amostras encontram-se ainda em processamento laboratorial.
Com a propagação da doença, os casos suspeitos elevaram o alerta sanitário a nível nacional. Dados citados por O País indicam que, entre 10 e 27 de Julho, foram registados 92 casos suspeitos nas províncias de Niassa (57), Tete (8), Cidade de Maputo (7), Província de Maputo (7), Manica (4), Zambézia (3), Cabo Delgado (3), Nampula (2) e Sofala (1). Das 92 amostras colhidas, 87 já foram analisadas. Destas, 70 testaram negativo para Mpox, o que representa cerca de 95% dos resultados disponíveis. Cinco amostras continuam em análise.
As autoridades de saúde continuam a classificar a Mpox como uma doença perigosa e reforçam o apelo à adoção rigorosa de medidas de prevenção. É fundamental evitar o contacto direto com pessoas que apresentem lesões cutâneas ou sintomas suspeitos, praticar uma higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, desinfetar regularmente objetos e superfícies, e manter o isolamento dos casos positivos. Profissionais de saúde devem utilizar equipamentos de proteção individual durante a assistência a pacientes, e as comunidades devem ser constantemente sensibilizadas sobre a doença, de forma clara e sem estigmas. A vigilância epidemiológica continua ativa em todo o país, enquanto se aguardam os resultados das amostras em processamento.
“اللهم اشفِ مرضانا ومرضى المسلمين، واجعل لهم من كلّ داء دواءً، ومن كلّ همّ فرجاً، وارزقنا الصبر والوقاية والعافية. اللهم اجعل هذا البلاء نهاية للمرض والوباء، واحفظ بلادنا وشعبنا من كل سوء وضرر. آمين.”
Ó Allah, cure os nossos doentes e os doentes dos muçulmanos, concede-lhes remédio para toda doença, alívio para toda aflição, e nos concede paciência, proteção e saúde.
Ó Allah, faz deste infortúnio o fim da enfermidade e da epidemia, e protege nossa terra e nosso povo de todo mal e dano.
Amém.