18/05/2026
𝐈𝐕 𝐂𝐨𝐧𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐏𝐬𝐢𝐜𝐚𝐧á𝐥𝐢𝐬𝐞 𝐏𝐫𝐨𝐦𝐨𝐯𝐞 𝐑𝐞𝐟𝐥𝐞𝐱ã𝐨 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐕𝐢𝐨𝐥ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐒𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥, 𝐆𝐮𝐞𝐫𝐫𝐚 𝐞 𝐏𝐫𝐨𝐭𝐞𝐜çã𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐂𝐫𝐢𝐚𝐧ç𝐚𝐬
Realizámos, recentemente, o IV Congresso Internacional de Psicanálise “Crianças, Guerra e Persecução”, uma iniciativa que reuniu especialistas, investigadores, profissionais de saúde mental e académicos de diferentes países para reflectir sobre os impactos da violência organizada, da guerra, da pobreza estrutural e da exclusão social no desenvolvimento e bem-estar das crianças e adolescentes.
Durante o encontro, promovemos a partilha de perspectivas multidisciplinares sobre os mecanismos emocionais, sociais e culturais associados aos contextos de violência, reforçando a importância do diálogo, da escuta e da construção de respostas colectivas orientadas para a promoção da dignidade humana e da paz social.
O congresso integrou painéis de debate, apresentações científicas e momentos de reflexão académica em torno dos desafios humanitários e sociais que afectam crianças e famílias em contextos de conflito, perseguição e vulnerabilidade social, reafirmando o compromisso da Universidade Politécnica com a produção de conhecimento e a promoção de uma sociedade mais consciente e inclusiva.
𝐋𝐨𝐮𝐫𝐞𝐧ç𝐨 𝐝𝐨 𝐑𝐨𝐬á𝐫𝐢𝐨 – 𝐌𝐚𝐠𝐧𝐨 𝐂𝐡𝐚𝐧𝐜𝐞𝐥𝐞𝐫
Este congresso visa reflectir sobre a psicanálise, a psicologia e a história da violência social. Está a reflectir para produzir pensamento. Trata-se de colocar a ciência perante um fenómeno social geral, destacando, naturalmente, a questão da criança como um elemento dentro deste fenómeno social que é a guerra.
Os actos de guerra têm os mesmos efeitos sobre as pessoas. Elas morrem, ficam traumatizadas. Temos aqui a guerra em Cabo Delgado, cujos efeitos nas nossas forças, quer nas forças que fazem insurgência, e os embates sobre a população, são terríveis.
𝐀𝐮𝐠𝐮𝐬𝐭𝐨 𝐉𝐨𝐧𝐞 𝐋𝐮í𝐬 – 𝐌𝐚𝐠𝐧í𝐟𝐢𝐜𝐨 𝐑𝐞𝐢𝐭𝐨𝐫
Este tema interpela-nos de forma incontornável, pois trata-se de uma realidade que não pode ser ignorada e que atinge o núcleo mais sensível da condição humana. Reflectir sobre esta temática é um imperativo ético, científico e institucional.
As problemáticas aqui discutidas convocam-nos a repensar conteúdos, abordagens e metodologias, reforçando a articulação entre ensino, investigação e extensão universitária.
Este encontro inscreve-se, assim, de forma clara, na missão da nossa universidade, que é a de pensar criticamente, formar com rigor e agir com responsabilidade social. Acreditamos que o conhecimento só cumpre plenamente o seu papel quando se traduz na capacidade de compreender e transformar a realidade.
𝐁𝐨𝐢𝐚 𝐄𝐟𝐫𝐚𝐢𝐦𝐞 𝐉ú𝐧𝐢𝐨𝐫 – 𝐌𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐂í𝐫𝐜𝐮𝐥𝐨 𝐏𝐬𝐢𝐜𝐚𝐧𝐚𝐥í𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐌𝐨ç𝐚𝐦𝐛𝐢𝐪𝐮𝐞
A fome e a pobreza, que chamamos de violência estrutural, têm de ser consideradas ao mesmo nível da guerra, que é internacional. O problema da fome e o problema da pobreza têm de ser colocados no topo da agenda.
Nós, em Moçambique, se não conseguirmos ter orgulho de nós próprios, orgulho das nossas raízes e orgulho dos nossos antepassados, não teremos futuro.
Temos de recuperar, com a ajuda da Psicanálise, as nossas crenças, as nossas práticas tradicionais e os nossos saberes ancestrais para nos ajudar a construir este homem e esta mulher e a criar um pacto social entre nós que proteja a nossa vida, a vida das nossas crianças e promova o bem-estar das nossas crianças.