MEHLO

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Associação pelo Empoderamento e Resiliência de jovens em situação de vulnerabilidade

15/01/2026

A MEHLO manifesta solidariedade com todas as famílias afetadas pelas enxurradas em Moçambique, com especial atenção ao Distrito de Marracuene.

Neste momento de urgência, apelamos para que as comunidades se acolham, se protejam e se apoiem mutuamente. A partilha de informações seguras, o apoio entre vizinhos e a solidariedade na partilha de alimentos, água, roupas e outros materiais essenciais podem salvar vidas.

Cuidemos uns dos outros, especialmente das pessoas em situação de maior vulnerabilidade. A união e o apoio comunitário são fundamentais para superar este momento difícil.

Marracuene unido. Maputo solidário. Juntos somos mais fortes.

21/12/2025

Comunicamos que a MEHLO entrará em recesso institucional a partir dos próximos dias. Esta pausa servirá para refletirmos, reorganizarmos internamente e avaliarmos novas formas de continuar o nosso compromisso com os jovens vulneráveis e os direitos humanos.

Durante esse período, algumas atividades poderão estar suspensas, mas seguimos disponíveis para assuntos urgentes pelos canais habituais.

Agradecemos a compreensão, o apoio contínuo e a parceria de todos. Voltaremos em breve com mais energia, propósito e estratégias para fortalecer ainda mais o nosso impacto.

Com estima,
Equipe MEHLO.

05/12/2025

Ney Pereira, membro da Associação Por Ela, partilhou no dia de reflexão sobre o estado atual da comunidade LGBT em Maputo a sua preocupação com a exclusão das jovens LBQ nos serviços de saúde pública em Moçambique. Segundo Ney, os serviços disponíveis não são incisivos nem adequados às realidades desta população, o que acaba por perpetuar desigualdades no acesso à saúde sexual e reprodutiva.

Ela destacou a escassez de recursos específicos para mulheres lésbicas, bisse***is e q***r, como o dental dam (pr********vo bucal) e o finger cot (dedal de proteção), que são ferramentas essenciais para práticas seguras e prevenção de ITSs. Para Ney, essa ausência reflete a invisibilização das necessidades das jovens LBQ no sistema nacional de saúde.

Ney apela aos ministérios da saúde e da juventude para que repensem e incluam, de forma clara e inclusiva, políticas públicas e serviços acessíveis e adequados às jovens LBQ em todo o país.

05/12/2025

Helena, membro da TU PRA TU( TU PRA TU ) partilha no dia de reflexão sobre o estado atual da comunidade LGBT em Maputo que há semelhanças significativas entre a luta das mulheres e a dos homens g**s e outros grupos GBTS. Embora cada grupo enfrente desafios específicos, muitos pontos de intersecção os unem como o combate ao machismo, às fobias, à exclusão no acesso à educação e às constantes violações dos direitos humanos.

Para Helena, é fundamental reconhecer que essas lutas, mesmo com diferenças nas formas e contextos, partilham a mesma base: o desejo de viver com dignidade, respeito e liberdade. Ela defende que só é possível enfrentar essas injustiças de forma eficaz se todos os grupos marginalizados caminharem lado a lado, numa frente comum de resistência e solidariedade.

“Unir forças é mais do que necessário é urgente”, afirma.

05/12/2025

Banú Babú, membro da Associação Coalizão( Associação Coalizão da Juventude Moçambicana ) defende com firmeza que os jovens LGBT devem assumir o protagonismo como líderes do movimento em Moçambique. Para ela, a luta por igualdade e justiça não pode ser feita sem a participação ativa e corajosa da juventude q***r, que conhece de perto os desafios impostos pela homofobia e outras formas de discriminação.

Banú acredita que, ao ocupar espaços de liderança, os jovens LGBT têm o poder de transformar realidades, questionar estruturas de opressão e abrir caminhos para novas gerações. Para isso, é necessário investir em formação, empoderamento e criação de redes de apoio que fortaleçam a resistência e a visibilidade.

Ela reforça que combater a homofobia não é apenas reagir à violência, mas também construir narrativas de orgulho, dignidade e liberdade. “Somos voz, somos força, e somos mudança”, afirma.

05/12/2025

Almeida Xavier, membro da Associação Cubhahwa ,defende que os jovens LGBT, incluindo jovens g**s, bisse***is e trabalhadores de s**o, devem estar no centro dos processos de tomada de decisão que afetam as suas vidas. Para ele, a construção de políticas públicas inclusivas só é possível quando essas vozes, historicamente marginalizadas, são escutadas e têm espaço para influenciar mudanças reais.

Almeida reforça que não basta reconhecer os direitos, é necessário garantir que esses jovens tenham acesso à informação, espaços seguros e oportunidades para liderar. A sua participação é essencial para combater desigualdades, estigma e discriminação ainda presentes na sociedade.

Ele apela por um compromisso sério das instituições e do Estado para promover a inclusão efectiva, e sublinha: “Falar de justiça social é falar de inclusão, e isso só acontece quando os jovens LGBT, em toda a sua diversidade, estão presentes nas decisões.”

05/12/2025

Dorico defende que o fortalecimento da comunidade LGBT em Maputo passa pela criação e influência de políticas públicas que protejam e garantam os direitos dos jovens LGBT. Para ele, é urgente que o Estado assuma o compromisso de incluir esta população nas suas agendas de desenvolvimento e justiça social.

No entanto, Dorico reforça que tão importante quanto as políticas é o acesso à informação. Segundo ele, a comunidade precisa conhecer os seus direitos para poder reivindicá-los com confiança. “Não basta termos leis no papel, é preciso que os jovens LGBT saibam que têm voz, espaço e ferramentas para se protegerem e se afirmarem na sociedade”, afirma.

A apropriação dos direitos, para Dorico, é um passo essencial rumo à autonomia, à dignidade e à construção de um futuro mais seguro e inclusivo para todos.

05/12/2025

Amid Bacar, da Associação Kutchindja ( Kutchindja )destaca que é fundamental falar abertamente sobre os direitos se***is e reprodutivos, sem nenhum tipo de restrição. Para ele, estas conversas precisam sair dos espaços fechados e chegar às comunidades, escolas e redes sociais, onde podem realmente provocar reflexão e mudança.

Amid acredita que os influenciadores LGBT têm um papel essencial neste processo. Segundo ele, são essas vozes que, com coragem e autenticidade, podem sensibilizar a sociedade, combater estigmas e promover atitudes mais justas e inclusivas. Para Amid, influenciar é também educar, transformar e mostrar que todas as pessoas merecem viver com dignidade, respeito e acesso à informação.

05/12/2025

No Dia de Reflexão sobre o estado atual da comunidade LGBT em Maputo, Lionel, diretor executivo da Associação Maningue Diversidade partilhou o seu posicionamento em defesa de uma sociedade mais inclusiva e justa.

Para Lionel, é urgente que as temáticas LGBT sejam integradas nos currículos escolares, como forma de educar para o respeito, combater o preconceito desde a infância e promover uma cultura de empatia e cidadania. Ele acredita que a escola tem um papel fundamental na construção de uma sociedade onde todas as pessoas possam viver com dignidade, segurança e igualdade de oportunidades.

Lionel defende ainda o envolvimento de influenciadores locais como agentes de mudança, utilizando as suas plataformas para sensibilizar, educar e normalizar as vivências da comunidade LGBT. Destaca também a necessidade de combater a violência cibernética, que afeta particularmente jovens LGBT em contextos digitais. Para ele, a luta contra o estigma é coletiva e contínua.

05/12/2025

Hoje, no Dia de Reflexão sobre o estado atual da comunidade LGBT em Maputo, Wilson Gustavo deixou o seu posicionamento enquanto jovem, estudante de Ciência Política e defensor dos direitos humanos.

A realidade da comunidade LGBT em Maputo ainda é marcada por desafios profundos: discriminação velada, exclusão social, limitações no acesso a serviços essenciais e um silêncio institucional que perpetua a marginalização. É urgente que estas temáticas sejam trazidas para o centro do debate público, não como exceções, mas como parte do compromisso democrático com a dignidade e a igualdade.

Enquanto estudante de Ciência Política, acredita que a transformação social começa no reconhecimento político das existências diversas. Por isso, defendo que as questões LGBT devem ser amplamente difundidas, discutidas e integradas em políticas públicas, programas educativos e espaços de decisão. A construção de uma cidade justa exige visibilidade, escuta e ação concreta.
Wilson Gustavo

Photos from MEHLO's post 05/12/2025

Confira algumas imagens do momento de apresentação de recomendações na atividade de reflexão do Estado atual da Comunidade LGBTIQA em Maputo.

Photos from MEHLO's post 05/12/2025

A MEHLO, em parceria com a Associação Coalizão da Juventude Moçambicana, realizou hoje a Oficina de Reflexão sobre Direitos Se***is e Reprodutivos, Saúde Sexual e Empoderamento no contexto da Comunidade LGBTIQA+ em Maputo.

Este espaço foi criado para promover diálogo, troca de experiências e análise do estado atual da nossa comunidade, identificando desafios, oportunidades e boas práticas.
A oficina reúne organizações, ativistas e jovens beneficiários para fortalecer a cooperação e melhorar a resposta comunitária na área dos DSR/SSR.

Acreditamos que a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva começa com espaços de escuta, participação e colaboração.
Juntos, podemos promover mudanças reais.

Acompanhem as nossas atividades e continuem a apoiar esta causa.
Estamos juntos por uma comunidade LGBTIQA+ mais informada, resiliente e empoderada.

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