Jacinto Piripiri

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Saiba mais sobre a Física e Tecnologias Educacionais apresentando suas duvidas nesta pagina

09/10/2021

MAX PLANCK: 4 FACTOS SOBRE VIDA E CARREIRA DO PAI DA FÍSICA QUÂNTICA

O físico teórico alemão Max Planck é considerado o pai da física quântica. Ele conquistou esse posto ao resolver o problema da radiação do corpo negro, explicando que a irradiação do calor ocorre não em um fluxo constante, mas em pequenas porções de energia chamadas quanta. Essa nova ideia possibilitou, por exemplo, que Albert Einstein formulasse o efeito fotoeléctrico e a Teoria da Relatividade.

Planck nasceu em 23 de abril de 1858 na cidade de Kiel, na Alemanha. Completou a graduação em Munique e desenvolveu sua teoria quando era professor universitário em Berlim. Foi também chefe da Sociedade Kaiser Wilhelm, importante instituto científico alemão que hoje é batizado em sua homenagem. Viveu até os 89 anos, quando morreu vítima de uma queda e diversos derrames no dia 4 de outubro de 1947.
Veja a seguir alguns factos sobre sua vida:

1. Gênio precoce
Max Planck foi o sexto filho de uma família de renome intelectual: o pai, o avô e o bisavô foram professores e acadêmicos. Aos 9 anos de idade, mudou-se com a família para Munique, onde começou a ter aulas com o matemático Hermann Müller, primeira pessoa a apresentar a ele campos como astronomia, mecânica e física.
Em 1974, ingressou na Universidade de Munique, onde fez os únicos experimentos científicos de sua carreira ao estudar termodinâmica. Depois, passou a se dedicar à física teórica. Em 1880, Planck já tinha obtido os dois mais altos graus da vida acadêmica, um doutorado e uma habilitação.

2. Carreira acadêmica
Depois de formado, Planck aguardou um bom tempo até conseguir trabalhar como professor universitário. Enquanto isso, estudou a teoria do calor e da termodinâmica. Até que, em 1885, enfim foi contratado pela Universidade de Kiel, na Alemanha, como professor associado de física teórica.
Em 1889, foi para a Universidade Humboldt de Berlim (então chamada de Universidade Friedrich-Wilhelms), ocupando a vaga de seu antigo colega Gustav Kirchhoff. Sua trajectória também o levou a dar palestras na Universidade Columbia, em Nova York, em 1907. ÝQuando se aposentou, em 1927, foi substituído por ninguém menos que Erwin Schrödinger.

3. Nasce uma nova ciência
Como Planck é considerado o pai da física quântica, não é incorreto afirmar que esse campo da ciência é um desdobramento da termodinâmica. E ela nasceu a partir do problema da radiação do corpo negro, proposto por Kirchhoff. Na prática, a questão busca entender por que o ferro, ao ser aquecido, primeiro emite luz vermelha, depois amarela e, por fim, branca. Para descrever esse comportamento, em termos de energia, eram necessárias duas equações diferentes, que não apresentavam um sentido lógico ao que preconizavam as leis da termodinâmica.
A solução foi dada por Planck em 1900, que apresentou uma terceira equação que explicava os dados observados experimentalmente. Para ele, a irradiação de calor não ocorria em um fluxo constante de energia, e sim em pequenas porções, que ele chamou de quanta (plural de quantum). A princípio revolucionária, essa nova visão foi validada e aplicada, cinco anos mais tarde, por Albert Einstein em sua proposição do efeito fotoelétrico.

4. Ciência e nazismo
Longe de ser um entusiasta ou membro do partido nazista, Plank decidiu continuar na Alemanha apesar da ascenção de Hi**er, a partir de 1933. Viu muitos de seus colegas judeus deixarem o país e chegou a questionar a atitude de alguns, ao mesmo tempo em que ajudou outros a emigrarem.
Como chefe da Sociedade Kaiser Wilhelm, ainda tentou argumentar diretamente com Hi**er sobre como a perseguição aos judeus poderia prejudicar a ciência do país. Em vão. Durante a Segunda Guerra Mundial, permaneceu na Alemanha, mudando de cidade devido a batalhas e ataques.
Em 1945, seu filho, Erwin, foi executado por envolvimento em um atentado contra a vida do Führer, o que deprimiu Planck até sua morte, dois anos depois.

5. Reconhecimentos e legado
A criação da teoria quântica deu à física uma nova dimensão. Uma frase escrita por Planck em 1922 resume as consequências do surgimento dessa nova ciência: “É verdade, antes a física era mais simples, harmônica e, portanto, mais satisfatória.” Além de ter inspirado os estudos de Einstein com o efeito fotoelétrico, Planck foi um dos primeiros cientistas de renome a reconhecer a importância da teoria especial da relatividade.
Em 1918, a descoberta do quantum lhe rendeu o Prêmio Nobel de Física. Em 1948, após sua morte, a Sociedade Kaiser Wilhelm foi rebatizada como Sociedade Max Planck para o Progresso da Ciência, e até hoje permanece uma das instituições científicas mais renomadas do mundo.

10/01/2018

TEMPORAL SOLAR
O Sol não é só uma estrela que influencia os planetas ao seu redor, ele também é um corpo em constante variação, com explosões violentas de radiação, e um exímio formador de energia em quantidades absurdas para os padrões terrestres.

Sua massa — de cerca de 330 mil vezes a da Terra — corresponde a 99,86% da massa do Sistema Solar. O apelido de Astro Rei não é mera força de expressão. Essa esfera gigante é composta, basicamente por Hidrogênio e Hélio, sendo que 3/4 de seu total é reservado ao primeiro elemento. Menos de 2% de sua composição consiste em elementos pesados, como oxigênio e carbono.

Diferente dos planetas que são considerados rochosos, como a Terra e Marte, ou gasosos, como Saturno e Júpiter, nossa fonte de calor é formada por plasma, gasoso na superfície e mais denso conforme se aproxima do núcleo.

É exatamente ali, em seu coração, sob uma temperatura de 15 milhões de graus centígrados, que as reações químicas nucleares mais selvagens acontecem. São até 600 milhões de toneladas de hidrogênio convertidos em hélio por segundo. A diferença da massa dos dois elementos é expelida em forma de energia. Para sair do núcleo e chegar até a superfície da estrela, essa energia leva até um milhão de anos — um constraste bem grande com o tempo que as partículas do Sol levam para chegar até a terra: 8 minutos.

Por isso, a camada mais externa do Sol, a Coroa, está sempre se expandindo, criando os ventos solares, por isso o nome "ejeções de massa coronal". Quando explosões de grandes proporções acontecem nessa área, partículas solares são liberadas.

Os astrônomos estimam que o nosso Sol tenha 4,5 bilhões de anos.Considerando que uma estrela desta grandeza mantém seu brilho por até 10 bilhões de anos, ainda teremos muito com o que nos preocupar.

Os efeitos na Terra
Os aparelhos tecnológicos que usamos na Terra sofrem grande influência do clima espacial. Aparelhos como GPS e comunicadores que dependem de frequência de rádio, como aviões, podem ser impactados por estes presentes do Sol.

Em 1859, uma das maiores ejeções já lançadas pelo Sol atingiu o campo magnético da Terra, causando o colapso dos serviços telegráficos. Como dependemos muito mais da energia elétrica agora, se isso tivesse acontecido hoje os estragos poderiam ter sido maiores.

Na história, nenhuma tempestade solar jamais afetou uma missão espacial tripulada. Mas, em 1972, a NASA registrou rajadas solares que poderiam matar um ser humano desprotegido do campo magnético da Terra durante as missões Apollo 16 e 17.

Mas, calma, a NASA está sempre atenta às atividades solares. A agência espacial garante que mantém uma frota de naves heliofísicas que monitoram o ambiente espacial entre o Sol e a Terra. Além disso, existem eventos naturais impressionantes e maravilhosos só acontecem graças à influência do Sol, como a aurora boreal e a austral, que são o efeito mais visível do Astro Rei em nosso mundo.

Fonte: Revista Galileu

12/12/2017

"Nada se perde, tudo muda de dono"- tardiamente reflexão de Lavoisier ao descobrir que lhe haviam roubado a carteira.😜 *Lavoisier*

Photos 21/05/2017

Mecatronica

Estudo Prático - Seu portal de pesquisas! 13/12/2016

FÍSICA
Física (do grego antigo φύσις physis = natureza) é a ciência responsável pelo estudo dos fenômenos da natureza e as propriedades da matéria, analisando suas relações e propriedades e buscando compreender, cientificamente, o comportamento dos fenômenos ao nosso redor, desde as partículas elementares até o universo como um todo. Esta ciência descreve a natureza através de modelos científicos, tendo como base o método científico, a lógica e a matemática.
A Física só surgiu como um campo de estudo bem definido em princípios do século XIX. Até o início do século XIX, era comum que os físicos também fossem matemáticos, filósofos, biólogos, químicos e engenheiros. A afirmação da Física como ciência moderna está bastante ligada ao desenvolvimento da mecânica.
Desde a Antiguidade, os povos observavam os movimentos dos planetas e demais mudanças da natureza, como o ciclo lunar, e tentavam obter explicações racionais para os fenômenos naturais. Sendo assim, a ciência física teve início com essa tentativa de explicar, racionalmente, os fenômenos naturais.
Na Antiguidade pré-clássica, os filósofos indianos defendiam o heliocentrismo e o atomismo, e os povos maias já tinham elaborado a noção de zero. Os gregos foram os primeiros a tentar explicar, de forma racional, os fenômenos naturais.
Durante a Idade Média, o conhecimento natural dos gregos migrou para o Oriente Médio e para o Egito, onde os árabes adquiriram e aprimoraram o conhecimento grego.
O Renascimento foi o período de redescobrimento do conhecimento no continente europeu, com vários acontecimentos que revolucionaram o pensamento da sociedade daquela época, como o método científico e ciência experimental, qualitativa e indutiva.
O desenvolvimento da mecânica, da termodinâmica e do eletromagnetismo foi de fundamental importância para o estabelecimento da Física como ciência tal como conhecemos hoje.
Até o final do século XIX, as teorias clássicas da Física já estavam bem estabelecidas e a Física Moderna se ocuparia dos denominados “fenômenos rebeldes”, como a radiação de corpo negro, o efeito fotoelétrico e o espectro de raias dos elementos.
O campo de estudo da Física é muito amplo, sendo dividido em vários ramos que podem se diferenciar bastante entre si. As divisões desta ciência são as seguintes:
– Física clássica: Mecânica clássica, Ondulatória, Termodinâmica e Eletromagnetismo.
– Física estatística.
– Física moderna: Relatividade e Mecânica quântica.
– Física nuclear.
Dentre os físicos e estudiosos da área que se destacaram, podemos citar os seguintes: Pitágoras, Leucipo de Mileto, Arquimedes, Eudoxo de Cnido, Al-Khwarizmi, Guilherme de Ockham, Galileu Galilei, René Descartes, Isaac Newton, Max Planck, Albert Einstein, Louis de Broglie, dentre muitos outros notáveis pensadores.
Fonte: http://www.estudopratico.com.br

Estudo Prático - Seu portal de pesquisas! Seu portal de pesquisas!

14/06/2016

EFEITOS DA RADIOACTIVIDADE NOS ORGANISMOS
Os efeitos da radioactividade no ser humano dependem da quantidade acumulada no organismo e do tipo de radiação. A radioatividade é inofensiva para a vida humana em pequenas doses, mas, se a dose for excessiva, pode provocar lesões no sistema nervoso, no aparelho gastrintestinal, na medula óssea, etc., Muitas vezes pode levar a morte (em poucos dias ou num espaço de dez a quarenta anos, através de leucemia ou outro tipo de câncer).
Estar em contacto com a radiação é algo sutil e impossível de ser percebido imediatamente, já que no momento do impacto não ocorre dor ou lesão visível.
A radiação ataca as células do corpo, fazendo com que os átomos que compõem as células sofram alterações em sua estrutura. As ligações químicas podem ser alteradas, afetando o funcionamento das células. Isso provoca, com o tempo, consequências biológicas no funcionamento do organismo como um todo; algumas conseqüências podem ser percebidas a curto prazo, outras a longo prazo. Às vezes vão apresentar problemas somente os descendentes (filhos, netos) da pessoa que sofreu alguma alteração genética induzida pela radioactividade. Fonte:

soq.com.br

26/04/2016

5 ANOS DEPOIS DE FUKUSHIMA, APRENDEMOS A LIção?
No triste aniversário do desastre nuclear, continuam os estudos para medir a contaminação nas zonas próximas a Fukushima.

O dia 11 de março será uma data que ficará gravada na história da humanidade como o dia em que o Japão enfrentou um dos piores desastres industriais depois de um enorme terremoto e posterior tsunami. Passaram-se cinco anos e os efeitos da contaminação produzida pelo desastre de Fukushima são evidentes, as borboletas do lugar apresentam mutações em suas asas, enquanto que, de acordo com um estudo publicado na revista Enviromental Science and Tecnology, os níveis de radioatividade no mar estão entre 10 e 100 vezes maiores aos registrados antes do desastre nuclear.

O jornal El Mundo indica que o estudo publicado na revista de ciência, foi realizado pela Universidade de Barcelona e o ICTA-UAB para identificar partículas radioativas de estrôncio 90 e césio 134 e 137, até 100 quilômetros de distância da central da Fukushima. Os pesquisadores indicaram que, em áreas próximas ao desastre, foram registrados níveis de radioatividade 100 vezes superiores aos níveis registrados antes do desastre.

O Greenpeace, por sua vez, também realizou estudos sobre a radiação em uma área que abrange 100 quilômetros da costa da Fukushima. Os resultados do estudo serão apresentados nos próximos dois meses, mas os pesquisadores destacam que o impacto da contaminação é evidente, tendo causado desde danos no DNA da fauna local até mutações nas árvores, de acordo à informação proporcionada em um comunicado de imprensa.

Mas a radioatividade não afeta só à fauna. A contaminação despejada no oceano pode afetar a saúde das pessoas. De acordo com os especialistas, o césio-137 pode entrar no tecido muscular através da cadeia alimentar, enquanto que o estrôncio-90 substitui o cálcio no corpo humano, acumula-se nos ossos, e poderia causar câncer nos ossos ou leucemia.

Os estudantes da Área Ambiental da FUNIBER procuram analisar os casos de contaminação ambiental para determinar medidas para acautelar desastres em atividades industriais.

Fontes:
http://fnbr.es/2im

09/10/2015

PRÊMIO NOBEL DE FÍSICA 2015
Nobel de Física para a explicação sobre neutrinos, a partícula fantasma

Takaaki Kajita e Arthur McDonald recebem Nobel de Física pela descoberta da oscilação dessas partículas

Os neutrinos captados na Antártida abrem uma nova janela ao universo

O japonês Takaaki Kajita e o canadense Arthur McDonald receberam nesta terça-feira o Prêmio Nobel de Física pela descoberta da oscilação dos neutrinos, o que demonstra que essas partículas têm massa.

A descoberta de ambos os físicos “mudou nossa compreensão do funcionamento mais profundo da matéria e pode ser crucial para nossa visão do universo”, disse a Academia de Ciências da Suécia, que concede o prêmio anualmente.

Kajita trabalha no experimento Super-kamiokande e é afiliado à Universidade de Tóquio. McDonald é vinculado à Queen's University do Canadá.

Os neutrinos eram as partículas mais misteriosas do universo. A cada segundo, trilhões deles atravessam nosso corpo, nossas casas e o resto do planeta sem deixar rastro, por isso ganharam o apelido de fantasmas. Parte deles é criada na atmosfera terrestre com a incidência da radiação cósmica, outra parte é produzida em reações nucleares dentro do Sol. Os únicos lugares onde são visíveis é em enormes detectores instalados debaixo de montanhas, em velhas minas e outros lugares naturalmente protegidos de qualquer tipo de interferência por parte de outras partículas mais pesadas. Os neutrinos são tão rápidos e leves que se pensava que não tinham massa. Até as descobertas de McDonald e Kajita, calculava-se que grande parte deles desaparecia sem explicação possível.

Kajita observou a oscilação dos neutrinos graças ao Super-kamiokande, uma enorme piscina com dezenas de milhares de toneladas de água construída a um quilômetro debaixo da terra no Japão. Em algumas ocasiões, quando um neutrino atravessa a água, interage com os elétrons desse líquido lançando um brilho que permite capturar e estudar uma foto instantânea dessas esquivas partículas. Kajita se concentrou nos neutrinos que chegam da atmosfera e observou que oscilam entre dois estados ou identidades diferentes. McDonald trabalhou a mais de dois quilômetros debaixo da terra, em uma antiga mina de níquel em Ontário transformada no Observatório de Neutrinos de Sudbury. Graças a essa instalação, comprovou que os neutrinos produzidos no Sol não estavam desaparecendo em seu caminho para a Terra, mas ao chegar a ela simplesmente tinham oscilado, mudando de identidade.

Isso explicou por que, até o momento, os cálculos teóricos mostravam que dois terços dos neutrinos que deveriam chegar à Terra não eram detectados pelos experimentos. As descobertas de ambos os físicos explicam que essas partículas não desaparecem, mas oscilam entre três formas ou identidades diferentes que os físicos chamam sabores, um fenômeno baseado na mecânica quântica. As descobertas de Kajita e McDonald também permitiram demonstrar que, apesar de sua presença fantasmagórica, os neutrinos têm massa, ao contrário do que se pensou durante décadas.

06/03/2015

Zero Absoluto – A Menor Temperatura Possível
O que Acontece no Zero Absoluto?

No zero absoluto o movimento das partículas cessam completamente, e em alguns elementos ocorrem a supercondutividade (resistência elétrica zero), e a superfluidez (Viscosidade zero). Outras coisas curiosas que acontecem no zero absoluto, cientistas relataram que as moléculas de um gás ultra-frio podem reagir quimicamente á distâncias de até 100 vezes maior do que eles podem em temperatura ambiente.
Em experiências à temperatura ambiente, as reações químicas tendem a abrandar à medida que a temperatura diminui. Mas os cientistas descobriram que as moléculas em temperaturas próximas do zero absoluto, apenas algumas centenas de bilionésimos de grau acima do zero absoluto (-273,15 ° C ou 0 kelvin) ainda pode trocar átomos, formando novas ligações químicas no processo, graças a efeitos quânticos estranhas que estender seu alcance a baixas temperaturas.

01/01/2015

A física quântica acabou de ficar menos complicada

Uma agradável surpresa para os habitantes do universo: a física quântica é menos complicada do que pensávamos. Uma equipe internacional de pesquisadores demonstrou que duas características peculiares do mundo quântico anteriormente consideradas distintas são manifestações diferentes da mesma coisa.
Patrick Coles, Jedrzej Kaniewski e Stephanie Wehner fizeram a descoberta no Centro de Tecnologias Quânticas da Universidade Nacional de Cingapura. Eles descobriram que a “dualidade onda-partícula” é simplesmente a versão quântica do “princípio da incerteza” disfarçada, reduzindo dois mistérios em um.


“A conexão entre a incerteza e a dualidade onda-partícula é bastante natural quando você as considera como informações que você pode obter acerca de um sistema. Nosso resultado destaca o poder de pensar sobre a física a partir da perspectiva das informações”, diz Wehner, que agora é Professor Associado na Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda.
A descoberta aprofunda nossa compreensão da física quântica e poderia levar ideias para novas aplicações da dualidade onda-partícula.
A dualidade onda-partícula é a ideia de que um objeto quântico pode se comportar como uma onda, mas que o comportamento de onda desaparece se você tentar localizar o objeto. É mais simples visto em um experimento de fenda dupla, onde partículas individuais, os elétrons, por exemplo, são disparados um por um em uma tela contendo duas fendas estreitas. As partículas se acumulam atrás das fendas não em dois montes como objetos clássicos fariam, mas em um padrão de listras como seria esperado de uma interferência de ondas. Pelo menos isso é o que acontece até que você olhe pela fenda que a partícula atravessa – ao fazer isso o padrão de interferência desaparece.

O princípio da incerteza quântica é a ideia de que é impossível saber certos pares de coisas sobre uma partícula quântica de uma só vez. Por exemplo, quanto mais precisamente você sabe a posição de um átomo, menos precisamente você pode saber a velocidade com a qual ele está se movendo. É um limite para o conhecimento fundamental que temos da natureza, não uma declaração sobre a habilidade da medição. O novo trabalho mostra que o quanto você pode aprender sobre a onda em relação ao comportamento das partículas de um sistema é restrito, exatamente da mesma maneira.
A dualidade onda-partícula e a incerteza têm sido conceitos fundamentais da física quântica desde o início do século 20. “Fomos guiados por um sentimento interior, e apenas um sentimento interior, que devia haver uma conexão”, diz Coles, pós-doutorado no Instituto de Computação Quântica em Waterloo, no Canadá.
É possível escrever equações que capturam o quanto pode ser aprendido sobre pares de propriedades que são afetados pelo princípio da incerteza. Coles, Kaniewski e Wehner são especialistas em uma forma de tais equações conhecidas como “relações de incerteza entrópicas”, e descobriram que todas as contas anteriormente usadas para descrever a dualidade onda-partícula poderiam ser reformuladas em termos dessas relações.
“Foi como se tivéssemos descoberto a Pedra de Roseta que ligava duas línguas diferentes”, diz Coles. “A literatura sobre a dualidade onda-partícula era como hieróglifos que podemos agora traduzir em nossa língua nativa”, comemora ele.
Física quântica: olfato pode ser um efeito
Uma vez que as relações de incerteza entrópicas utilizadas na sua tradução também têm sido usadas para demonstrar a segurança da criptografia quântica – esquemas para comunicação segura usando partículas quânticas -, os pesquisadores sugerem que o trabalho pode ajudar a inspirar novos protocolos de criptografia.
Em artigos anteriores, Wehner e colaboradores encontraram ligações entre o princípio da incerteza e outros princípios físicos, a “não localidade” quântica e a segunda lei da termodinâmica. A próxima meta tentadora para os pesquisadores é pensar sobre como essas peças se encaixam e qual a imagem maior que será formada a respeito da construção da natureza. [Phys]
Incerteza Quântica Pode Ser “Observada” A Olho Nu

01/01/2015

"Feliz Ano Novo! Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano, sempre que alguém descobre esse poder algo antes considerado impossível se torna realidade." (Albert Einstein)

04/11/2014

NOBEL DE FÍSICA 2014
Akasaki, Amano e Nakamura, laureados com o Nobel 2014Foram divulgados hoje os vencedores do Nobel de Física 2014. Dividem o prêmio os cientistas japoneses Samu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura. Eles são os inventores do LED(1) azul que, segundo a Real Academia de Ciências da Suécia, "permitiu a construção de fontes de luz branca de baixo consumo de energia".

Em documento oficial, a Real Academia de Ciências destaca que as lâmpadas LED vão iluminar o mundo no século 21.

Note que as lamparinas a óleo tinham eficiência de apenas 0,1 lm/W (lê-se lúmen(2) por watt de potência consumida). As lâmpadas incandescentes, que produziam luz a partir de um filamento aquecido, revolucionaram a nossa maneira de iluminar o mundo ao nosso redor durante o século 19 e tinham eficiência de 16 lm/W. As fontes de luz fluorescentes, que produzem luz a partir da excitação quântica de um gás, foram as grandes estrelas no século passado e ainda hoje são bastante utilizadas, com eficiência de 70 lm/W. Mas as promissoras lâmpadas de LED bateram recentemente o recorde de eficiência com 300 lm/W, conseguindo entregar muito mais luminosidade a partir de um consumo bem menor. Esse tipo de fonte de luz, super eficiente, pode ser alimentada até por pequenas baterias carregadas a partir de diminutas placas que aproveitam a energia solar.

:: Qual a importância do LED azul?

Já existiam, há muito tempo, os LEDs vermelho e verde. Mas ninguém conseguia produzir luz azul a partir de um LED. E você deve estar se perguntando: "E daí? Era tão importante assim a existência do LED azul?". E a resposta é positiva. Explico tudo logo abaixo.

Sabemos, a partir dos trabalhos originais de Isaac Newton (1643-1727), que a luz branca é composta pela sobreposição da radiação eletromagnética de todas as cores visíveis, do vermelho ao violeta (confira post aqui). Foi Newton quem, a partir de um prisma triangular de vidro, separou as sete faixas de cores da luz branca solar (vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta). E depois, com um segundo prisma, juntou as cores separadas para reconstituir a luz branca, comprovando a sua real composição.

Thomas Young (1773-1829) e Hermann von Helmholtz (1821-1894) estudaram a visão tricromática, com base nas cores Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul). Nasceu assim o sistema RGB(3) no qual podemos obter as diversas cores visíveis projetando e sobrepondo luz branca que atravessou filtros vermelhos, verdes e azuis. Em outras palavras, somando diferentes níveis de vermelho, verde e azul, conseguimos obter outros tons.

Sistema RGB

Como já existiam os LEDs vermelho e verde, faltava o azul para conseguirmos obter a luz branca pelo sistema RGB. Não se esqueça de que luz branca é aquela que é constituída por todas as outras cores ou, no sistema RGB, pela combinação dos três canais: vermelho (R), verde (G) e azul (B).

Com o surgimento do LED azul, criado com sucesso no início dos anos 90 por Akasaki, Amano e Nakamura, foi possível construir fontes de luz "programáveis", capazes de emitir vermelho, verde e azul separados e também combinações desses canais em diversas gradações para produzir outras cores e até a luz branca, muito importante para simular a iluminação solar natural. Entendeu a real importância do LED azul?

No vídeo do pronunciamento oficial do Nobel de Física 2014 (logo abaixo) há uma demonstração usando uma lâmpada de LEDs. Não deixe de assistir. Clique na imagem abaixo para abrir uma "calculadora RGB" que permite simular como funciona o sistema que soma os três canais RGB para criar as demais cores. Para quem nunca "brincou" com isso, é bem divertido!

Vale destacar ainda que os três pesquisadores japoneses travaram uma verdadeira batalha científica e tecnológica até conseguirem um LED azul funcional. Eles obtiveram sucesso onde outros tantos pesquisadores fracassaram.

O TRABALHO VALE OU NAO VALE UM NOBEL? Deixe seu comentário.

(1) LED é a sigla em inglês para Light Emitting Diode ou Diodo Emissor de Luz.
(2) Um lúmen é definido como o fluxo luminoso dentro de um cone de 1 esferorradiano emitido por uma fonte luminosa pontual com intensidade de 1 candela. É uma unidade padrão do S.I. - Sistema Internacional de Unidades.
(3) Desde os antigos monitores de tubos (de raios catódicos) usados nas primeiras TV em cores e, mais recentemente, nos computadores, as diversas cores da tela são produzidas a partir do sitema RGB. Provavelmente, na tela do seu computador, smartphone ou tablet, também impera essa ideia para a exibição de cores. O sistema RGB é, sem dúvida, o mais usado até hoje, em especial nas telas.

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