Existe uma expressão em hebraico que reflete bem o que está acontecendo em Israel e na Faixa de Gaza. "Chaim be Seret", que significa literalmente "vivendo em um filme", captura a sensação surreal da situação.
Desde o dia 7 de outubro, que ficou conhecido em Israel como o "Sábado Negro", testemunhamos o segundo maior ato terrorista da história, marcado pela crueldade extrema e considerado o pior ataque aos judeus desde o Holocausto. Israel tem sido criticado por sua suposta "desproporcionalidade" e "irracionalidade" ao decidir entrar em guerra com três objetivos principais: libertar os reféns sequestrados, expulsar o Hamas e seus milhares de foguetes de Gaza, e permitir o retorno de mais de 300 mil pessoas deslocadas dentro de Israel devido à impossibilidade de viver nas fronteiras de Gaza e Líbano.
É desanimador ver alguns líderes mundiais clamando por um cessar-fogo imediato por parte de Israel, rotulando-o de "genocida", enquanto ignoram as atrocidades cometidas pelo Hamas contra sua própria população. O lançamento de foguetes em áreas residenciais, escolas e hospitais, incluindo instalações da UNRWA documentadas, parece não ter valor para aqueles que escolheram demonizar Israel como o "novo nazista" do momento.
Atualmente, 134 reféns, cujo destino ainda é desconhecido, permanecem sob o domínio de terroristas em centenas de quilômetros de túneis construídos com recursos internacionais desviados para fins de terrorismo. Entre eles, encontra-se uma criança de apenas 1 ano de idade.
Recentemente, ao contestar um texto de uma colunista que discorda veementemente da comparação feita pelo presidente do Brasil entre o comportamento de Israel e o nazismo, mas que acusa a desproporcionalidade de forças, questionei por que não se mencionam os mísseis, os reféns e os deslocados internos em Israel. Uma pessoa me desafiou a apresentar minhas fontes de informação.
Como diretor de uma ONG em Israel, dediquei os últimos 4 meses exclusivamente a atender às necessidades de pessoas vulneráveis, muitas vezes abandonando meu carro no meio de estradas para me proteger dos foguetes lançados pelos terroristas do Hamas. Isso ocorreu em regiões centrais de Israel, como Tel Aviv e arredores, enquanto tentava levar conforto às famílias que abandonaram suas casas apenas com a roupa do corpo. Então, quais são minhas fontes? Minha experiência de vida, apesar de todas as informações estarem documentadas por imagens divulgadas pelos meios de comunicação, formais e informais.
É inegável que o que está acontecendo em Gaza é uma tragédia humanitária, mas é importante destacar que, há uma semana, um jovem brasileiro de 16 anos foi baleado por um terrorista em um ponto de ônibus e permanece em estado crítico no hospital. Nenhuma linha sobre essa notícia foi divulgada em qualquer mídia. Ele não estava em Gaza, não estava na Cisjordânia, não era um soldado; era apenas um menino de 16 anos em um ponto de ônibus.
Todas as vítimas brasileiras, sem exceção, da tragédia iniciada em 7 de outubro, eram judias. Nenhum palestino de origem brasileira foi afetado pela suposta "reação desproporcional" de Israel. Quatro brasileiros judeus morreram, um está em coma e um foi sequestrado. Não houve comoção no Brasil em relação a esses compatriotas.
"Chaim be Seret" nunca foi tão pertinente.
Lashon Hará Tô Fora
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05/04/2021
Em tempos muito estranhos segue um excelente bate papo com Tiago Leifert, Rav Ilan Stiefelman e o brilhante advogado Ricardo Brajterman que nos autorizou a divulgação. Aproveitem.
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05/08/2020
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15/05/2020
Com todo mundo em casa, nada melhor do que participar desse encontro no Zoom, dia 21/05, às 18:00, promovido pela FIERJ, com o Alberto Rabinovitsch, fundador do projeto no Rio de Janeiro! Será um bate-papo super interessante, você não pode perder! Para participar basta se inscrever antecipadamente para esta reunião no link:
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21/02/2020
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15/12/2019
Ação no Festival Carmel, salvando a galera do calor e incentivando o bem 😊💃🏻 @ Clube Hebraica SP
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