07/01/2026
**Lista de Heróis do Chinês do Instituto Confúcio da Universidade de Cabo Verde – 10.º Aniversário【Edição 8】**
**Dez anos de laços entre montanhas e mares**
**Voz da Juventude Sino-Cabo-verdiana**
Desde a sua criação em 2015, o Instituto Confúcio da Universidade de Cabo Verde, com o forte apoio de diversas entidades e graças ao esforço conjunto de muitas partes, mantém-se fiel à sua missão original, promovendo ativamente o ensino internacional da língua chinesa. Em parceria com escolas e comunidades locais, tem organizado múltiplas atividades culturais, formando embaixadores linguísticos e culturais entre a China e Cabo Verde, tornando-se gradualmente uma força central na educação internacional do chinês e na difusão cultural no país.
Ao longo desse percurso, um grupo de jovens tornou-se o cenário mais bonito do Instituto Confúcio da Uni-CV. São cabo-verdianos que cresceram em Cabo Verde, com elevado domínio da língua chinesa e sólida formação na cultura chinesa. Eles aprendem chinês, amam a cultura chinesa e, por meio dela, mudaram o próprio destino. Se o Instituto Confúcio permite que a cultura chinesa “saia para o mundo”, eles são os mensageiros que fazem essa cultura “entrar” verdadeiramente na realidade local. São os verdadeiros **Heróis do Chinês**.
Por ocasião do 10.º aniversário do Instituto, lançamos solenemente a grande série de reportagens **“Lista de Heróis do Chinês do Instituto Confúcio da Universidade de Cabo Verde”**. Entre eles estão: o primeiro professor cabo-verdiano de chinês, **Edson**; o “Irmão Wei”, **Zhao Yuxiang**; o professor de Psicologia que persiste no ensino do chinês, **Forte**; a professora de chinês de temperamento sereno, **Lu Jiayu**; **Andimi**, com passos sempre marcantes; **Long Yongsheng**, apaixonado pela cultura chinesa; **Lan Xin**, talento em plena ascensão; e a jovem vibrante **Mei Xiaorui**, entre outros. Vamos aplaudi-los e celebrar o Instituto Confúcio da Uni-CV.
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No verão de 2018, uma jovem tímida de 17 anos, **Eliane Monteiro Moniz**, entrou no Instituto Confúcio e iniciou a sua jornada de aprendizagem do chinês. Inteligente, doce e cheia de sensibilidade, recebeu dos professores o nome chinês **“Lan Xin”**.
# # # O início da viagem no chinês
No começo, Lan Xin achava tudo difícil: o pinyin era difícil, os tons ainda mais difíceis, e os caracteres chineses os mais difíceis de todos. Pensava que os caracteres eram desenhados, não escritos. Cada um tinha tantos traços que, depois de escrever apenas uma dezena, a mão já doía.
Após três anos a estudar no Instituto Confúcio, o entusiasmo de Lan Xin não diminuiu e o seu chinês avançou a passos largos. Candidatou-se então ao recém-criado curso de Licenciatura em Língua Chinesa da Universidade de Cabo Verde, tornando-se parte da primeira turma desse curso.
Com o passar dos anos, o chinês tornou-se a sua língua de trabalho. “Quero que o chinês faça parte da minha vida”, diz ela. Lan Xin gosta especialmente de ver minisséries chinesas. As histórias são simples e os diálogos do quotidiano, o que lhe permite compreender grande parte do conteúdo. Quando encontra palavras novas, pesquisa, anota e memoriza. Em casa, chega a “conversar” com as personagens da televisão — sabe que não a ouvem, mas considera que elogiar ou comentar as atuações é uma boa forma de praticar o idioma.
# # # Professores e amigos
No caminho de aprendizagem do chinês, Lan Xin encontrou muitos professores excelentes. Entre eles, os professores **Kong** e **Wang** são os que mais agradece. “Quando eu não acreditava em mim, eles acreditavam. Quando achava que não conseguia, continuavam a apoiar-me.”
Certa vez, o Instituto Confúcio selecionava alunos para o concurso **Ponte Chinesa**. Lan Xin achava que não tinha capacidade suficiente e não queria candidatar-se. O professor Kong falou com ela: “Tu consegues. Mesmo que não ganhes um prémio, será uma experiência.” Ela recorda: “A confiança deles colocou muita pressão sobre mim, mas também me deu força para continuar. Sem eles, talvez eu tivesse desistido de muitas oportunidades.”
“Agradeço a todos os professores que me ensinaram. Somos professores e alunos, mas também bons amigos. Eles influenciaram-me e moldaram-me. Por causa deles, amo cada vez mais a cultura chinesa e estou cada vez mais confiante.”
# # # O primeiro encontro com a China
Em 2023, Lan Xin venceu o concurso **Ponte Chinesa – Universitários** na etapa de Cabo Verde e representou o país na final mundial, na China. Quando o avião aterrou no Aeroporto Internacional de Pequim e ela saiu da cabine, sentiu-se subitamente muito pequena ao pisar, pela primeira vez, o solo chinês.
“Venho de um país tão pequeno como Cabo Verde e, de repente, cheguei à China. A diferença entre os dois países é enorme. Em Cabo Verde, um lugar ‘perto’ f**a a cinco minutos. Na China, ‘perto’ pode signif**ar uma hora ou mais de viagem.”
“A China é um país vasto, com uma população enorme e uma história de milhares de anos. Cabo Verde é um país jovem. Apesar das diferenças de estágio e condições, ambos procuram desenvolver-se e criar um futuro melhor para o seu povo.”
Nessa viagem, passou por Pequim, Baise e Guilin. Guilin foi a sua preferida: as montanhas e rios, como pinturas, trouxeram-lhe uma profunda sensação de tranquilidade. À beira do rio Li, olhando para as montanhas ao longe, percebeu que o mundo era muito maior do que imaginava — e que o chinês lhe dava infinitas possibilidades.
# # # O mundo como uma só família
Na ida à China em 2023, Lan Xin conquistou o **Prémio de Excelência em Expressão Oral** na final mundial do concurso Ponte Chinesa. Em 2025, voltou novamente à China para participar no concurso. Após a primeira fase, houve uma atividade de confraternização. Todos os concorrentes reuniram-se para comer, conversar e cantar, conscientes de que em breve se separariam — alguns seguiriam para a final, outros regressariam aos seus países.
“Foi como uma despedida em família”, disse Lan Xin. “Embora essa ‘família’ tenha sido formada em pouco tempo, os laços já eram muito fortes.” Abraçaram-se, relutantes em partir. Ao olhar para amigos de todas as partes do mundo, Lan Xin compreendeu plenamente o signif**ado de **‘o mundo é uma só família’**.
Essa frase é o lema do concurso Ponte Chinesa e também a sua expressão chinesa favorita. “Ela diz-nos que todos no mundo somos uma família. Se todos a compreendessem e a praticassem, o mundo seria certamente um lugar melhor.”
# # # Frutos do esforço
Desde 2018, Lan Xin participou em inúmeras atividades culturais chinesas, incluindo apresentações artísticas em receções do Dia Nacional e do Ano Novo Chinês na Embaixada da China em Cabo Verde.
Em maio deste ano, enquanto o professor Kong a orientava para o concurso Ponte Chinesa, recebeu uma chamada da Embaixada da China em Cabo Verde a perguntar se Lan Xin teria interesse em trabalhar na Embaixada. Ao ouvir a pergunta, ela fez gestos de entusiasmo ao lado e, no segundo seguinte após desligar o telefone, explodiu em alegria. Foi um momento decisivo da sua carreira e a recompensa concreta de sete anos de dedicação ao chinês. Abraçou o professor, emocionada, sem conseguir falar.
Em setembro de 2025, Lan Xin concluiu com sucesso a defesa da licenciatura em Língua Chinesa na Universidade de Cabo Verde e, em seguida, ingressou oficialmente no trabalho na Embaixada da China em Cabo Verde.
# # # Navegar rumo aos sonhos
“Espero que os estudantes da Praia vejam o chinês como uma oportunidade, uma chave para abrir as portas do futuro. Aprender chinês não é fácil, mas cada passo traz novas surpresas. Persistam e verão um mundo maior”, diz Lan Xin. “Estudem bem chinês, não se vão arrepender.”
Ela também deixa uma mensagem para quem ainda hesita em aprender chinês: experimentem. Mesmo que no fim não se tornem tradutores, professores ou funcionários de embaixada, o próprio processo de aprender chinês já é uma grande conquista.
“Foi por aprender chinês que encontrei uma versão melhor de mim mesma e descobri a direção da minha vida.”
**Fim**
WeChat | CI Uni-Cape Verde
Texto | Kong Qingqing
Fotos | Kong Qingqing, Lan Xin
Edição | Zheng Jiaxin
Revisão final | Ge Jingping