Quadr.I.Cidades

Quadr.I.Cidades O Quadr.I.Cidades é um fórum para ampliar o debate sobre a cidade e sua arquitetura através do suporte das histórias em quadrinhos.

Um dia desse, um voo mestre me interpelou e me chamou de "Lobo Solitário"....Acho que preciso descolar um quimono, uma k...
23/09/2026

Um dia desse, um voo mestre me interpelou e me chamou de "Lobo Solitário"....
Acho que preciso descolar um quimono, uma katana e um guri para levar nas costas....:)

Arquiteto-quadrinista sendo um quadrinista-arquiteto, ou vice-e-versa... No quadrinho "A grande negação", escrito e dese...
10/09/2026

Arquiteto-quadrinista sendo um quadrinista-arquiteto, ou vice-e-versa...
No quadrinho "A grande negação", escrito e desenhado por Roberto Grossi, e publicada pela Editora Nemo (2026).

(Via Substack) Paris, 1953. A cidade ferve no pós-Segunda Guerra com a reunião da intelectualidade francesa que influenc...
10/09/2026

(Via Substack) Paris, 1953. A cidade ferve no pós-Segunda Guerra com a reunião da intelectualidade francesa que influenciou boa parte do século XX. Filósofos, poetas, artistas, todos misturados em uma mesma cidade, em seus salões, bistrôs e bares. Cidades dos poetas, artistas e intelectuais que atraem jovens do interior em busca de suas Luzes. Velhos poetas, intelectuais e artistas que se misturam e confrontam com a juventude que emerge desde período. Uma juventude "transviada", iconoclasta e que em certo ponto, que quer refazer o mundo...uma cidade-mundo de Marc Augé (2010), onde todas as contradições do mundo tem seu lugar físico. Essa Paris, do meio século XX é palco do quadrinho "O ladrão de livros", de Alessandro Tota e Pierre Van Hove, publicado pela hqueriaeditora (2024). Aqui, na historia de Daniel Brodin, jovem do interior da França, vimos a historia de muitos jovens que migram para a Capital (cidade mundo) para estudar e realizar seus sonhos mais íntimos, muitas vezes irresponsáveis e inconsequentes, à maneira de um jovem sem muitas expectativas de um futuro...e na cidade mundo de Paris, ele encontra outros sonhadores, seus iguais (ou quase isso). E lá, sonham, enquanto o sonho perdure....

Link nk Substack: https://quadricidades.substack.com/p/paris-cidade-mundo

Referencias:

AUGÉ, Marc. Por uma antropologia da mobilidade. Maceió: EDUFAL: UNESP, 2010.

TOTA, Alessandro. O ladrão de livros. Rio de Janeiro: Editora Faria e Silva; Selo HQueria, 2024.

Dia gelado e chuvoso, bom prum cineminha...
07/09/2026

Dia gelado e chuvoso, bom prum cineminha...

(Vídeo Via Substack) Cidades pós-mundo são cidades onde a história cessou. Onde a história se perdeu em meio às guerras ...
07/09/2026

(Vídeo Via Substack) Cidades pós-mundo são cidades onde a história cessou. Onde a história se perdeu em meio às guerras ou ao desenvolvimento desenfreado ao longo de Eras, onde o tempo histórico não se conta mais. Nos volumes das séries Blame!, de Tsutomu Nihei, publicados pela Editora JBC e nos volumes de As viajantes do fim, de Tsukumizu, publicados pela Editora Baú, temos dois exemplos dessa cidade extremada: nos dez mangás da série Blame!, somos levados a cidades em milhares de níveis diferentes, pertencentes a uma megaestrutura tecno-orgânica, onde seres humanos transformados (pós-humanos) convivem em um eterno conflito com seres de vida baseada em silício, a procura do gene-modem humano, perdido Eras atrás, para o acesso à internet; de outro lado, nos três volumes de As aventureiras do fim, duas meninas estão em constante movimento em seu pequeno tanque, em uma série de ruínas de cidades sempre ascendentes, abandonadas faz muito tempo pelos humanos após guerras sem sentido (e há algum sentido?). São dois exemplos de cidades palimpsestos levadas ao extremo, onde as ruínas não estão sobrepostas, mas, colocadas em níveis diferentes, uma acima da outra, como monumentos-monumentais de uma história que foi perdida. É um Inferno de Dante ao contrário. Sobe, sempre se sobe, só não se sabe para onde....

Link do video no Substack: https://substack.com/Quadr.I.Cidades/note/p-214484145?utm_source=notes-share-action&r=8zg0wm

Referencias:
BRIZZI, Paul. O inferno de Dante. Rio de Janeiro: Nova Freonteira, 2024.
NIHEI, Tsutomu. Blame! (volumes 1 ao 10). São Paulo: Editora JBC, 2016.
TSUKUMIZU. As viajantes do fim. (volume 1 ao 3). São Paulo: Baú Editora, 2025.

Pra relaxar e, ao mesmo tempo, me identificar :)...
06/09/2026

Pra relaxar e, ao mesmo tempo, me identificar :)...

(Via Substack) O que tem a ver a filosofia de Foucault e as tramas policialescas da Dama do Crime da literatura mundial?...
06/09/2026

(Via Substack) O que tem a ver a filosofia de Foucault e as tramas policialescas da Dama do Crime da literatura mundial? Os espaços outros! Espaços que não estão no cotidiano, que, ao serem utilizados e apropriados pelos corpos - a origem de todas as utopias, segundo Foucault - , ganham significados de lugares. Espaços que se movem e removem, uns abertos, outros fechados, outros de passagens, de desvios, de festividades, de cantos (e recantos). Não sei se Agatha leu Foucault e se Foucault leu Agatha...só sei que ambos podem conversar entre si pela seus espaços...

Link do vídeo no Substack: https://quadricidades.substack.com/p/os-espacos-heterotopicos-em-agatha

Referências:
CHRISTIE, Agatha. Morte no Nilo. Porto Alegre: L&PM, 2020.
CHRISTIE, Agatha. Assassinato no expresso do oriente . Rio de Janeiro: HaperCollins, 2024.
FOUCAULT, MIchel. O corpo utópico; As heterotopias. São Paulo: n-1 Edições, 2013
PASCAL, Davoz. E não sobrou nenhum. Rio de Janeiro: Globo Clube, 2023.

(Via Substack) As duas bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima, em 06.08.1945 e em Nagasaki, em 09.08.1945 marcaram ess...
04/09/2026

(Via Substack) As duas bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima, em 06.08.1945 e em Nagasaki, em 09.08.1945 marcaram esse mundo contemporâneo das proximidades sem que o próximo esteja mais próximo, pelo contrário. No mundo das coisas que nos cercam com seus valores e significados, para Heidegger, a aceleração da vida objetificou o mundo do sensível, onde suas coisas perderam o significado pelas novas velocidades alcançadas já nesse momento da história humana. A proximidade não é pelas relações próximas, mas pela velocidade cada vez maior de como as coisas giram ao nosso redor. As velocidades diminuíram a proximidade do planejamento, construção e detonação da bomba...a bomba não foi lançada em Hiroshima e Nagasaki, mas próxima das duas cidades, acima, para que a proximidade gerasse a maior destruição possível. Pessoas foram tratadas como objetos de te**es, meras estatísticas de uma guerra já vencida bem antes de 1945. Coisas sem relação, sem proximidade, milhões que morreram na explosão, e nas proximidades dos anos seguintes pelos efeitos radioativos da bomba. Mas o que ficou realmente próximo, foram as cicatrizes nas cidades, nos corpos, nas vidas e nas histórias de Hiroshima e Nagasaki. Esse mangá de Fumiyo Kuono é a história dessas histórias, das cicatrizes que ficaram, que ainda estão próximas, na cidade e na história das pessoas dessas cidades, em especial, no mangá, de Hiroshima. Um mangá que te dá um soco no estômago, onde os seus traços um tanto fofos são só um remediar do que está escrito em cada traço da autora.

Link do Substack com video: https://quadricidades.substack.com/p/a-cidade-das-cicatrizes-via-substack

Referências:
HEIDEGGER, Martin. Ensaios e Conferências. Petrópolis: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2012 (Coleção Pensamento Humano).
KUONO, Fumiyo. A cidade da calmaria e a terra das cerejeiras. São Paulo: Taverna do Rei, 2025.

(Via Substack) O quadrinho "Muito além daqui", escrito e desenhado pelo francês Christophe Chabouté é mais do que um qua...
03/09/2026

(Via Substack) O quadrinho "Muito além daqui", escrito e desenhado pelo francês Christophe Chabouté é mais do que um quadrinho: é uma aula de sociologia, antropologia, de geografia, de urbanismo ao usar a cartografia sensível do invisível como mote de uma história de um homem invisível e invisibilizado pela sociedade e seu sistema. Um homem que passou quase 30 anos de sua vida na mesma rotina diária, sem férias, trocando o dia pela noite em seu emprego enfadonho. E que, por uma decisão quase que inusitada, transforma essa sua vida deprimida em algo construtivo ao (re) descobrir a cidade e as pessoas que estavam, de um forma ou de outra, invisíveis também para ele. Um dos melhores senão o melhor trabalho de Chabouté que eu li, até agora. O seu primeiro livro lançado aqui no Brasil foi o "Um pedaço de madeira e aço": livro de largada das produções gráficas de Chabouté em terra brasilis, publicados pela editora Pipoca & Nanquim, que se completa com essa edição de 2026 do "Muito além daqui". Recomendo fortemente a leitura desse mais do que, ou, "muito além..." de um mero quadrinho...

Link do vidro no Substack: https://quadricidades.substack.com/p/cartografando-o-invisivel-na-cidade

P.s.: Tive problemas no vídeo em 4K. Travava na reprodução. Não sei até agora porque. Tive que editar o vídeo original e ficou muito ruim a qualidade da imagem. Me perdoem a falta de traquejo como editor, é porque não sou mesmo! :)

Referências:
CALVINO, Italo. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
CHABOUTÉ, Chrisophe. Muito além daqui. São Paulo: Pipoca & Nanquim, 2026.
CHABOUTÉ, Christophe. Um pedaço de madeira e aço. São Paulo: Pipoca & Nanquim, 2018.
PEREC, Georges. Espécies de espaços. São Paulo: Editora 34, 2025.
PEREC, Georges. Lugares. Barcelona, Espanha: Editorial Anagrama, S.A.U., 2025.
MCGUIRE, Richard. Aqui. São Paulo: Quadrinhos na Cia, 2017.

(Via Substack) A pólis como a reunião do povo que constrói a urbe na Grécia antiga e a civitas, em Roma. O conjunto de g...
01/09/2026

(Via Substack) A pólis como a reunião do povo que constrói a urbe na Grécia antiga e a civitas, em Roma. O conjunto de gentes, o génos, que molda a política da polis, através dos polites... Massimo Cacciari em "A cidade", livro publicado pela Gustavo Gilli, em 2010 (livro que virou peça rara nas livrarias...), explica essa formação das cidades gregas e romanas pelo conjunto de seu povo, que organiza a pólis pela política. Política essa, expressa nesses quadrinhos com seus sufixos "polis": o Metroólis de Osamu Tezuka (vagamente baseado no filme de mesmo nome, dirigido por Fritz Lang em 1927), publicado pela NewPOP Editora e, o Persépolis, de Marjane Satrapi (falecida nesse ano de 2026), publicado pela Quadrinhos na Cia. . Em ambas, histórias de culturas diferentes, onde a política molda a tecnologia e seu uso moral/amoral para a sociedade, em Metrópolis e, em Persépolis, a sociedade moldada pela religião transformada em política de Estado.

Referências:
CACCIARI, Massimo. A cidade. Barcelona: Editorial Gustavo Gilli, 2010.
SATRAPI, Marjane. Persépolis. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
TEZUKA, Osamu. Metrópolis. São Paulo: NewPop Editora, 2025.

Link do Substack com vídeo: https://quadricidades.substack.com/p/as-polis-e-suas-gentes-nos-quadrinhos

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