Conhecendo o Rio Grande Tche

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Conhecendo o Rio Grande Tche É para aqueles q como eu tem o Rio Grande como Patria

Buenos Tche! Tu sabe o que é uma tapera?  Tapéra nada mais é que uma casa abandonada, é também em algumas músicas pra se...
25/08/2024

Buenos Tche! Tu sabe o que é uma tapera? Tapéra nada mais é que uma casa abandonada, é também em algumas músicas pra se referir a solidão como no trecho:
"Meu rancho tapera com sede de vida
curando as feridas das longas esperas
retinas que buscam ao longo da estrada
a tua chegada, minha primavera

Quem sabe algum dia te veja chegando
num flete escarceando, na tarde que parte
remonto meu mate pra cantar milongas
e o mate se alonga no calor do catre"

De Jairo Lambari Fernandes , e muitas outras canções!

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Um baita Quebra Costela!

Buenas não queria vir numa hora dessas preferia estar contando uma história ou uma música um causo mas peço ajuda em ora...
19/05/2024

Buenas não queria vir numa hora dessas preferia estar contando uma história ou uma música um causo mas peço ajuda em orações independente de religião, se possível doe, ajude, ampare, que Deus nos ajude nesse momento!

paraquemdoar.com.br

16/06/2023

Nossa história é tradição devem ser valorizadas, estado bairrista que tu tem que ter um rádio com FM estendida pra ter uma rádio tradicionalista ao alcance da população! Vergonha desse governadores que não valorizam os gaúchos!

Buenas olha o ronco do Bugio
08/05/2023

Buenas olha o ronco do Bugio

Vamos falar no ritmo BUGIO?

O Bugio, surgiu no início do Séc XX e já era dançado ao som de gaitas de botão, porém ainda não era difundida como uma dança social.
Na década de 50, começa a ser aprimorado com arranjos de gaitas apianadas e na década de 60 passou a ter letra própria, dando enfase a presença do macaco bugio na letra.
A inspiração para sua criação foi no "ronco" do bugio, macaco (primata das matas do sul do Brasil) que habita nossas matas.
A idéia era reproduzir o "ronco" no (pelo) acordeom, criando assim um novo ritmo que teria sido na região serrana, com destaques para as cidades de São Chico de Assis e São Chico de Paula.
Hoje o Bugio é dança de salão e deu origem a grandes festivais como "Ronco do Bugio" em São Francisco de Paula e "Querência do Bugio" em São Francisco de Assis.
Tendo como seu criador Neneca Gomes morador da localidade de Mato Grande, 5° Distrito de São Francisco de Assis.
O primeiro bugio foi gravado em LP pelos Irmãos Bertussi intitulado "casamento da Doralice".
Fonte de pesquisa: Almanaque Cultural
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25/04/2023

Tu sabia?

Que as mangueiras redondas era feitas para que os cavalos xucros ou redomão não pulassem, pois sendo redonda ele corre na volta buscando um CANTO que não existe
(As primeiras construções foram feitas pelos Missioneiros).
ESTÂNCIA BELA CASCATA - Irmãos Teixeira (Olmiro, Adriano e André Fabian Teixeira) - Santa Margarida do Sul/RS
Fonte: Prof. Beraldo Lopes.
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25/04/2023

Lenda do Caverá

O Caverá é uma região na fronteira-oeste do Rio Grande do Sul, ouriçada de cerros, que se estende entre Rosário do Sul e Alegrete.
Na Revolução de 1923, entre os maragatos (os revolucionários) e os chimangos (os legalistas) o Caverá foi o santuário do caudilho maragato Honório Lemes, justamente apelidado "O Leão do Caverá".
Diz a lenda que a região, no passado, era território de uma tribo dos Minuanos, índios bravos dos campos, ao contrário dos Tapes e Guaranis gente mais do mato.
Entre esses Minuanos, destacava-se a figura de Camaco, guerreiro forte e altivo,que vivia uma paixão não correspondida por Ponaim, a princesa da tribo, que só amava a própria beleza.
Camaco vinha depositar aos pés de Ponaim, os melhores frutos de suas caçadas, os mais valiosos troféus de seus combates sem conseguir dela qualquer demonstração de amor.
Um dia, achando que lhe dava uma tarefa impossível, Ponaim disse que só se casaria com Camaco se ele trouxesse a pele do Cervo Berá para forrar o leito do casamento.
O Cervo Berá era um bicho encantado, com o pelo brilhante - daí surgiu seu nome. O mato era dele: Caa-Berá, Caaverá, Caverá, finalmente.
Então Camaco resolveu caçar o cervo encantado.
Ele foi montando o seu melhor cavalo, armado com vários pares de boleadeiras, saiu a rastrear, dizendo que só voltaria depois de caçar e courear o Cervo Berá.
Depois de muitas luas, num fim de tarde ele avistou a caça tão procurada na aba do cerro. O cervo estava parado, cabeça erguida, desafiador, brilhando contra a luz do sol no morro. Sem medo, Camaco taloneou o cavalo, desprendeu da cintura um par de boleadeiras e fez as pedras zunirem, arrodeando por cima da cabeça.
Então, no justo momento em que o Cervo Berá deu um salto para a frente quando o guerreiro atirou as Três Marias, houve um grande estouro no cerro e uma cerração muito forte tapou tudo.
Durante três dias e três noites os outros índios campearam a procura de Camaco e seu cavalo, mas só acharam uma grande caverna que tinha se rasgado na pedra dura do cerro e por onde, quem sabe, Camaco e seu cavalo tinham entrado a galope atrás do Cervo Berá para nunca mais voltar.
Fonte: Histórias do Pampa

22/04/2023
18/04/2023

Pulperia de 1830.

Pulperia é um bar ou armazém , muito comum na pampa (campo) do Rio Grande do Sul, Uruguaia e Argentina, na fronteira do Rio Grande do Sul é chamado de Bolicho.
É um lugar já quase extinto amigo, mas ainda tem gerações de pulperos e bolicheros com lugares como este.
Antigamente era o paradouro de fim se semana de quem era ligado ao campo.
Pois nestes lugares alem de beber, havia jogos, como a Tava ( onde se usa um osso), Carreras de cavalo (corridas), rinhas de galo e as vezes alguma pelea (briga) entre a turma de frequentadores.
📷 Pulperia Cacho Di Catarina
Mercedes - Argentina 🇦🇷
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27/03/2023

O ALAMBRADOR

No ano de 1980, meu pai sentou ao lado de um velho alambrador, sempre levava consigo um caderno para apontamentos.
Manoel Pereira, um alambrador aposentado com 85 anos na época.
Nos escritos segue um relato real entre 1925 até 1940 de Velho Manoel o alambrador:
“Sabe seu Osorio, naquele tempo os campos eram um só, não tinha cerca, os gaudérios campeiros, sem compromisso pegavam um cavalo em Uruguaiana e trotavam livres até Pelotas podendo escolher o rumo, por isso a gente era chamado gaúcho, porque naquela época um gaúcho era um ser descompromissado, peleador, andarilho cavaleiro que gostava de andar pelas campinas, subir cerros e descobrir de repente um horizonte sem fim, daqueles que desperta a vontade de andar em busca do que tem detrás de outra coxilha, entrar no capão de mato, fazer fogo na beira de um árvore, dormir no chão enrolado no poncho e olhar as estrelas deste céu imenso, enfrentar a chuva, frio e calor, mas escolher o rumo que o nariz apontar.
Passar pelos banhados, atravessar as sangas, descobrir os passos do rio, como era lindo a província de São Pedro livre sem fronteiras.
Em 1927, com a valorização do gado, da carne e do couro, a Província de São Pedro deu um salto, então os estancieiros, que tinham os postos em suas fronteiras, onde eram contratados os posteiros, que nada mais era do que pequenas casas ou velhas fazendas abandonadas com arvoredos onde moravam esses guardas que guarneciam as divisas das sesmarias de grandes estancieiros, era complicado manter-se bem informado, os estancieiros se preocupavam.
Pois surgiu uma nova profissão:
O alambrador, no começo cercas com quatro fios, então os fazendeiros tiraram a liberdade primitiva retalhando e costurando o Rio Grande em invernadas, piquetes, currais, bretes tudo feito com cercas.
Os campos fechados, o gado amansado tirou o primitivismo dos lugares e lá se foi a liberdade de ir e vir.
Fecharam-se os atalhos , surgiram então os corredores.
Foi um golpe profundo ao gaúcho livre, uma tristeza ver meu Rio Grande todo dividido em mil pedaços, como um prato enorme que cai das mãos e se divide em pedacinhos.
Eu não me queixei mesmo, pois nunca mais me faltou trabalho, eheheheheh.
Porém tudo tem dois lados, para equilibrar os pratos da justiça, os estancieiros apuraram o gado, criou-se raças, antes o gado se aliviava dos sangue sugas dos carrapatos, com o bico amarelo, anú, maria-preta que eram os passarinhos que sentavam em seus lombos para comerem os carrapatos, então criou-se os banheiros com veneno para matar a bicharada, dizem que botavam fogo no campo para matar as larvas de carrapatos que infestavam os campos.
Acabou a evasão do gado, a mistura com de outros fazendeiros, isso deu muita briga e teve gente que morreu.
Hoje os lindeiros viraram amigos, a cerca manteve a paz, surgiram a marca em brasa que evidenciava a propriedade e poucos casos apareceram de cerca cortada ou arrebentada..eheheheh.
A indústria acabou com o gauchismo, o boi naquela época enriqueceu os estancieiros, foi época que fizeram estâncias de luxo, nunca mais isso aconteceu, eu criei meus filhos, fiz quilometros de cercas e comprei minha casinha e tenho orgulho de ser um alambrador”.

Relatos de Manoel Pereira ao Osório Santana Figueiredo.
Compilado e adapatado sem tirar o teor do texto por Beraldo Lopes Figueiredo.
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