É assim que um terapeuta experiente costuma pensar durante uma sessão.
Antes de intervir, ele formula hipóteses, testa possibilidades e só então escolhe o próximo passo.
Esse raciocínio acontece em segundos, mas é ele que torna a condução clínica muito mais consistente.
Agora me conta: você já percebeu esse tipo de raciocínio acontecendo durante as suas sessões ou sente que ainda reage mais no improviso?
Terapia Cognitiva Online
Cursos Online e Livros de Terapia Cognitiva; Materiais GRATUITOS para baixar e +1000 Vídeos no YouTube. Psicólogos Alcione Ricci e Diego Falco
Há 37 anos fazendo Atendimento Clínico em Consultório e ajudando pessoas melhorarem sua qualidade de vida através da Psicoterapia. :) Busca uma melhor qualidade de vida para as pessoas através de orientações e atendimento psicológico. Com uma melhor saúde mental, pensamentos e comportamentos mais funcionais, todos nós podemos melhorar nossa qualidade de vida. Clínica de Psicologia com psicólogo e psicóloga em Presidente Prudente.
12/08/2026
Nem todo silêncio precisa ser preenchido.
Na clínica, saber sustentar o silêncio, investigar o que ele comunica e aprofundar o que já apareceu exige mais do que perguntas prontas: exige raciocínio clínico.
É esse olhar que ajuda você a conduzir melhor até as sessões que parecem travadas.
Se você quer desenvolver esse tipo de raciocínio clínico e se sentir mais seguro para conduzir a sessão, conheça o Essencial da TCC. Link na bio.
11/08/2026
Eu tenho certeza que todo terapeuta já passou por essa situação. estou correto? Me conta aqui embaixo 😅
11/08/2026
O número de crianças diagnosticadas com TEA cresce, mas a formação de profissionais preparados para atendê-las com qualidade ainda não acompanha essa demanda.
E quando essa conta não fecha, quem sente primeiro são as pessoas com TEA e suas famílias.
Em agosto, vou participar do Agosto Solidário, movimento promovido pelo .
Ao longo do mês, teremos conteúdos gratuitos, encontros para discussão de situações reais e condições especiais de formação para profissionais que atuam ou desejam atuar com autismo e desenvolvimento infantojuvenil.
Porque uma boa atuação não começa em uma técnica isolada. Começa com formação séria, atualização e compromisso com uma prática baseada em evidências.
O link para participar está na bio do
10/08/2026
ESTUDE COMIGO! - Aprendendo PBT | CAP 05 - Dimensões Psicológicas: Comportamento pt.2
O mesmo caso clínico pode produzir diferentes perguntas, hipóteses e caminhos de intervenção.
E uma das formas mais interessantes de ampliar o nosso raciocínio clínico é observar como diferentes profissionais pensam diante da mesma situação.
Esse é um dos diferenciais do Artmed Experience.
Durante o evento, especialistas da Psicologia e da Saúde Mental analisam e conduzem um mesmo caso clínico a partir de diferentes perspectivas.
Não se trata apenas de ouvir o que cada especialista sabe. É possível acompanhar:
• o que cada profissional observa no caso;
• como organiza as informações;
• quais decisões toma durante a condução;
• quais habilidades clínicas utiliza.
Para quem trabalha com clínica, acompanhar esse processo pode ser muito mais rico do que receber apenas uma explicação teórica pronta.
Esse formato estará novamente no Artmed Experience 2026, em três dias de aprendizado ao vivo, encontros e troca de experiências com outros profissionais.
As inscrições já estão no segundo lote.
Com o cupom terapiacognitivaonline10, você recebe 10% de desconto na inscrição.
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Precisando do link, só me mandar uma mensagem!
Quem sabe a gente se encontra por lá?
Se uma intervenção funciona para a média, o que fazemos com a pessoa que ficou fora dessa média?
Na pesquisa, ela pode aparecer apenas como parte da porcentagem que não respondeu ao tratamento.
Na clínica, ela está sentada na nossa frente.
É nesse ponto que a Terapia Baseada em Processos muda a pergunta.
Em vez de perguntar somente qual protocolo possui evidências para aquele diagnóstico, investigamos:
— Quais processos mantêm o sofrimento desta pessoa?
— Que evidências temos sobre esses processos?
— Quais intervenções podem modificá-los?
— Essa mudança está realmente acontecendo neste indivíduo?
A evidência deixa de permanecer apenas no resultado médio de um pacote terapêutico e precisa chegar à relação entre processo, intervenção e mudança.
Para isso, integramos a pesquisa científica, a experiência clínica, o contexto do paciente e os dados produzidos durante o próprio acompanhamento.
Se uma hipótese não se confirma, nós a revisamos. Se uma estratégia funciona, podemos registrá-la, testá-la novamente e compartilhar os resultados. Quando essas observações são sistematizadas, medidas e replicadas, também podem contribuir para a produção de conhecimento científico.
A PBT não abandona a evidência.
Ela tenta levar a evidência até a pessoa que desapareceu dentro da média.
O conteúdo anterior explica por que a PBT não deve ser comparada com TCC, ACT ou DBT.
Salve os dois vídeos para acompanhar a explicação completa.
Psicoterapia
07/08/2026
Recebo essa pergunta toda semana, de gente que já terminou a graduação, já fez curso de TCC, já leu o manual de reestruturação cognitiva de ponta a ponta. "Diego, nesse caso, qual técnica eu aplico?"
E eu entendo a urgência. Sessão parada, paciente esperando, silêncio que pesa. A técnica parece a saída rápida.
O problema é que técnica sem formulação clínica é aposta. Você pode acertar por sorte, mas não sabe por que acertou, e vai repetir a mesma pergunta no caso seguinte.
Antes de perguntar qual técnica usar, a pergunta que sustenta é outra: o que ainda não entendi sobre esse paciente que está me deixando sem direção agora?
Quase sempre a resposta não é falta de repertório técnico. É falta de conceitualização. É não saber ainda qual crença central está sendo protegida, qual função aquele sintoma cumpre, o que o comportamento evita.
Eu já sentei em sessão sem saber o que fazer. Mais de uma vez. E nas vezes em que tentei resolver isso puxando uma técnica da manga, o caso andou pior do que quando eu simplesmente parei pra formular com calma, ali mesmo, junto com o paciente.
Técnica é consequência. Formulação é causa.
Quem confunde isso vive colecionando técnica, sentindo que nunca é suficiente, e nunca é mesmo, porque o problema nunca foi ali.
É esse tipo de raciocínio clínico, o de saber pensar o caso antes de agir sobre ele, que a gente treina dentro do Essencial da TCC. Link na bio.
A Terapia Baseada em Processos não está tentando substituir a TCC, a ACT ou a DBT.
Essa comparação começa no lugar errado.
A PBT não é mais uma abordagem com um conjunto próprio de técnicas. Ela propõe uma mudança anterior: mudar o ponto de partida do tratamento.
Em vez de começar pelo diagnóstico para depois escolher um protocolo, começamos perguntando:
“Quais processos estão produzindo ou mantendo o sofrimento desta pessoa, neste contexto?”
Isso não significa que o diagnóstico seja inútil. Ele pode organizar informações importantes. O problema aparece quando o transformamos na única porta de entrada para compreender e tratar o paciente.
Duas pessoas podem receber o mesmo diagnóstico e apresentar processos mantenedores completamente diferentes. Também podem existir sofrimentos clinicamente relevantes que não aparecem nos critérios daquele transtorno.
A técnica continua sendo importante. O que muda é o critério usado para escolhê-la.
A PBT não oferece necessariamente uma nova caixa de ferramentas. Ela muda a forma como decidimos qual ferramenta usar.
Porque eu não preciso saber que alguém tem depressão para reconhecer que seus pensamentos de morte precisam ser trabalhados.
No próximo conteúdo, eu explico como a PBT pode ser baseada em evidências sem possuir um protocolo fechado aplicado igualmente a todos.
Salve este vídeo e compartilhe com alguém que ainda compara PBT com TCC, ACT ou DBT.
Psicólogos
O paciente descreve uma situação importante. Você pergunta o que passou pela cabeça dele e recebe:
“Não sei. Não pensei em nada.”
Para quem está começando na TCC, essa resposta pode parecer o fim da investigação. Mas, muitas vezes, ela indica apenas que precisamos mudar o caminho.
Em vez de repetir a mesma pergunta ou oferecer rapidamente uma interpretação, tente:
1. Reconstruir a cena
Onde ele estava? Quem estava presente? O que aconteceu imediatamente antes?
2. Começar pelo que está acessível
Qual emoção apareceu? O que mudou no corpo? O que ele sentiu vontade de fazer?
3. Retornar mentalmente à situação
“O que você percebe agora?”
“O que parece estar prestes a acontecer?”
4. Investigar além das palavras
Nem toda cognição aparece inicialmente como uma frase. Ela também pode surgir como imagem, lembrança, sensação ou impressão de ameaça.
Quando precisar oferecer uma possibilidade, apresente-a como hipótese e permita que o paciente corrija:
“Será que poderia ter passado algo como...?”
O objetivo não é arrancar uma frase perfeita. É compreender como a situação foi percebida e o que tornou aquela reação emocional compreensível.
“Não sei o que pensei” não encerra a investigação.
Às vezes, precisamos apenas mudar a pergunta.
Salve este conteúdo para revisar antes de uma sessão e compartilhe com alguém que está começando a trabalhar com TCC.