Devido ao histórico de destruição da sua área de ocorrência e a intensa captura de indivíduos para o tráfico ilegal de animais, a ararinha-azul é considerada extinta na natureza e apenas 200 indivíduos cativos estão no Programa de Cativeiro da espécie. O último espécime selvagem que se tem conhecimento, um macho, foi localizado em 1990. Este animal foi avistado pela última vez em 2000. Desde então
, a espécie não foi mais encontrada na natureza. Diversos programas voltados à conservação da espécie foram desenvolvidos e projetos voltados à restauração do hábitat e educação ambiental. O esforço para a recuperação da ararinha-azul começou com a descoberta da última população selvagem, composta por apenas três indivíduos. Em 1990 foi criado o Comitê Permanente para a Recuperação da Ararinha-Azul (CPRAA), que formalizou a conservação da espécie tendo início um trabalho de campo contínuo de conservação e pesquisa e um programa coordenado de reprodução em cativeiro. O Projeto Ararinha-Azul desenvolveu atividades no período entre 1991 e 2002 em campo, estudando o último exemplar selvagem, realizando busca de novas populações, experimentos de manejo, recuperação de hábitat e conscientização da população local. Em 2005 foi legalmente estabelecido o Grupo de Trabalho para a Recuperação da Ararinha-Azul assessorando todos os aspectos relacionados à conservação da espécie. Em 2012 foi lançado o Projeto Ararinha na Natureza, que tem o objetivo de implementar o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-azul (PAN). O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) coordena os esforços junto a sociedade, definindo e pactuando estratégias para recuperação dessa espécie, na forma do PAN Ararinha-azul. Sobre nós:
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) é o grande articulador de todos os esforços envolvendo a ararinha-azul. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foi criado em 2007 e é ligado ao MMA. Cabe ao Instituto propor, gerir, proteger e monitorar as unidades de conservação instituídas pela União e desenvolver programas de pesquisa,
proteção, preservação e conservação da biodiversidade. Além disso, o ICMBio avalia o estado de conservação das espécies animais e seus riscos de extinção e elabora e coordena planos de ação nacionais para a conservação das espécies ameaçadas. www.icmbio.gov.br
Sobre os reprodutores da ararinha-azul em cativeiro:
A ACTP - Association for the Conservation of Threatened Parrots (Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados - ACTP) é uma organização registrada sem fins lucrativos, com o objetivo de preservar aves ameaçados e seus habitats ao redor do mundo, utilizando espécies raras de papagaios como exemplos e embaixadores pela conservação total de ecossistemas e comunidades de aves. Para alcançar estes objetivos, a ACTP irá cooperar com instituições científicas, organizações internacionais de conservação, autoridades governamentais e a grande comunidade de criadores institucionais e privados de papagaios. Atualmente a ACTP possui o maior plantel de ararinhas-azuis. Em 2020 construiu um Centro de Reprodução na área de distribuição histórica da espécie. Produz anualmente de 10 a 20 ararinhas-azuis e já repatriou mais 50 ararinhas-azuis. www.act-parrots.eu
A Fazenda Cachoeira é um criadouro conservacionista que possui mais de 100 indivíduos de psitacídeos e experiência
com criação de papagaio-verdadeiro (Amazona vinacea), ararajuba (Guaruba guarouba), arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), além de espécies ameaçadas de mutuns e jacutingas como o mutum-do- nordeste (Pauxi mitu) e a jacutinga (Aburria jacutinga). Estão envolvidos em vários Programas de cativeiro, com destaque para a conservação da arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) e, desde 2016, no Programa de cativeiro da ararinha-azul. Iniciou a reprodução em 2019 com a produção de 11 filhotes, dobrando o plantel inicial. https://www.facebook.com/criadourofazendacachoeira
Contato:
Camile Lugarini. [email protected]
NGI ICMBio Juazeiro. [email protected]