10/09/2020
Alguns indivíduos com autismo têm reações extremas a estímulos sensoriais (por exemplo, barulhos altos, luzes fortes) e há aqueles que são mais sensíveis a texturas ou certas roupas (por exemplo, a etiqueta nas costas de uma camiseta, ou uma comida). Essas crianças aprendem a se engajar em comportamentos que reduzem a natureza aversiva de tal estímulo.
Mas isso não é exclusivo do autismo - também existem pessoas sem autismo que são sensíveis a certos estímulos.
Existem pessoas que apresentam extremo desconforto quando expostas a situações que seriam consideradas típicas para a maioria de nós (por exemplo, música alta).
Alguns se engajarão em comportamentos que aliviam a ansiedade, por exemplo, comportamentos de fuga (deixando a situação), comportamentos de esquiva (ignorando a situação completamente) ou emitindo comportamentos incompatíveis (praticando técnicas de relaxamento), o que exige habilidades e estratégias sofisticadas, que precisam ser aprendidas.
Muitas pessoas com autismo não possuem as habilidades necessárias para se envolver nos métodos socialmente aceitos que aliviam a ansiedade ou o desconforto. No entanto, muitos outros comportamentos não socialmente aceitos foram moldados e provaram ser eficazes na remoção da estimulação aversiva.
Se estivéssemos em uma sala onde a música fosse muito alta, sairíamos ou pediríamos para abaixá-la. Se esses comportamentos não forem possíveis, talvez tenhamos que tolerar a situação.
Aprendemos que comportamentos como morder resultarão em consequências
sociais indesejadas. Mas e se:
Não soubéssemos falar o idioma para pedir que a música fosse abaixada?
Não soubéssemos que sair da sala era uma opção, ou não soubéssemos perguntar, ou se fôssemos forçados a ficar na sala?
Não nos importássemos com as consequências sociais como os outros? Isto é, não nos importássemos com o que os outros falassem ou se seríamos convidados novamente para eventos sociais futuros.
Em breve Parte 4...
6 d