CEPA - Centro de Educação e Pesquisas Ambientais

CEPA - Centro de Educação e Pesquisas Ambientais Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de CEPA - Centro de Educação e Pesquisas Ambientais, Santo Antônio do Pinhal.

Reta de chegada, apoios (acon)chegando.Lula, Suplicy, Genoíno, Álvaro Rodrigues... 😄🥰💪🙏
04/10/2024

Reta de chegada, apoios (acon)chegando.
Lula, Suplicy, Genoíno, Álvaro Rodrigues... 😄🥰💪🙏

Apoiio de Lula e Suplicy às candidaturas do PT em Santo Antônio do Pinhal, SP

Amigos e amigas, dirijo-me a todos vocês para dizer que agora é oficial: estou candidato a (e espero ser eleito) vereado...
27/09/2024

Amigos e amigas, dirijo-me a todos vocês para dizer que agora é oficial: estou candidato a (e espero ser eleito) vereador em Santo Antonio do Pinhal, SP.
Desta vez decidi aceitar o convite, após declinar deles em várias oportunidades nestes últimos 50 anos: sempre disse que minha trincheira de lutas era o trabalho de formiguinha no dia-a-dia. Apenas uma situação de emergência me faria aceitar o honroso convite. Pois bem, chegou a hora.

Entendo que isto é necessário, pois compreendo que estamos vivendo uma grande emergência: ela é local, regional, nacional e mesmo mundial. Chegou a hora de enfrentarmos e derrotarmos de vez os males que nos afligem a todos, até mesmo a aqueles que os causam.
A vida mundial começa nos países e a vida nos países começa nos municípios, os lugares que habitamos e onde trabalhamos.

𝗠𝘂𝗱𝗮𝗻𝗰̧𝗮, 𝘀𝗶𝗺; 𝗺𝗮𝘀 𝘀𝗼́ 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗺𝗲𝗹𝗵𝗼𝗿!
𝗔𝗾𝘂𝗶 𝗲́ 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗼!

...os que pouco ou nada se importam vão sendo confinados nesse mundinho irrealista que está em extinção.Enquanto isso, h...
13/05/2024

...os que pouco ou nada se importam vão sendo confinados nesse mundinho irrealista que está em extinção.
Enquanto isso, há o início de uma transformação profunda pelos que em sua empatia e generosidade se importam, se solidarizam e agem, percebendo que têm tudo a ver com isto.

O Brasil e a hora da verdade (77)
Correio da Serra, Santo Antonio do Pinhal, SP, Maio 2024

𝗗𝗶𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗼 𝗶𝗻𝗶́𝗰𝗶𝗼 𝗱(𝗲 𝘂𝗺)𝗼 𝗻𝗼𝘃𝗼 𝗺𝘂𝗻𝗱𝗼 (𝟭𝟱)

Eu tinha 13 anos e já ia ao barbeiro sozinho. Nenhum problema, pois ficava do outro lado do quarteirão. Lá se vão pouco mais de 60 anos e eles (eram dois irmãos) me voltam à lembrança.

Eram bons conversadores, como manda a tradição dos barbeiros, especialmente o mais velho a quem, quando possível, eu dava preferência (o corte tipo “americano” era compulsório, herança militar da Segunda Guerra recém terminada). A predileção dos brasileiros naquela época, mais até do que os muito bem comemorados dois títulos mundiais de 1958-62, era o debate político.

Os irmãos barbeiros (cujos nomes não consigo resgatar do meu rico baú de memórias) não dirigiam suas análises a mim, infante imberbe, mas na espera eu prestava atenção a tudo.
Era frequente eu notar frases como estas: “𝘈𝘩, 𝘰 𝘉𝘳𝘢𝘴𝘪𝘭 𝘱𝘰𝘥𝘦𝘳𝘪𝘢 𝘴𝘦𝘳 𝘨𝘳𝘢𝘯𝘥𝘦... 𝘔𝘢𝘴 𝘦𝘭𝘦𝘴 𝘯𝘢̃𝘰 𝘥𝘦𝘪𝘹𝘢𝘮.” “𝘖 𝘨𝘰𝘷𝘦𝘳𝘯𝘰 𝘲𝘶𝘦𝘳 𝘧𝘢𝘻𝘦𝘳... 𝘔𝘢𝘴 𝘦𝘭𝘦𝘴 𝘯𝘢̃𝘰 𝘥𝘦𝘪𝘹𝘢𝘮.”

“Eles”, sempre eles, não deixavam. Como bom aluno de nossa língua pátria que eu já era, sentia que embora o sujeito das orações fosse definido (‘eles’) aquilo me chegava mais como um sujeito oculto. Quem seriam, afinal, “𝙚𝙡𝙚𝙨”, aquela entidade etérea, misteriosa, onipresente?

Um ano depois, mais precisamente a partir de 01 abril de 1964, eu começaria uma longa (e penosa) jornada em direção ao entendimento. Após o Getúlio democrático, Juscelino e João Goulart, “eles não deixavam”; e nunca deixariam.

𝟭. 𝗗𝗲𝘀𝗲𝗻𝗿𝗼𝗹𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗼 𝗻𝗼𝘃𝗲𝗹𝗼
Como já disse, é possível desenrolar o novelo da realidade por qualquer de suas pontas aparentes desde que nos alimentem duas condições humanas essenciais: curiosidade e coragem.

É preciso hoje ter em mente que adentramos já há tempos a Era das Consequências. Como venho apontando, vivemos nesta terceira década do século 21 o extenuante embate final entre civilização e barbárie; a batalha não tem fronteiras, é mundial, existencial e, pela primeira vez na existência dos humanos, não há onde se esconder.

Nestes tempos extremos a resiliência humana (e da vida no geral) está sendo e será testada ao limite. As catástrofes “naturais” se acumulam (poluição, aquecimento, mudança climática, secas, enchentes, desmoronamentos) em paralelo com as provocadas (guerras, fome, genocídios).

Basta olhar para o Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão), para a China e Afeganistão (enchentes no sul) e para as insanidades nos EUA e União Europeia, na Ucrânia, Israel, Palestina, Haiti, a fome na África, o genocídio oculto de indígenas e negros no Brasil.

É preciso sobretudo lançar luzes para estabelecer algum discernimento, pois nem tudo está perdido, a não ser as vidas que se foram, e nem tudo está a salvo, apesar de nossos melhores esforços.

𝟮. 𝗢𝘀 𝗽𝗶𝗻𝗴𝗼𝘀 𝗻𝗼𝘀 “𝗶𝘀”: 𝗻𝗲𝗺 𝗶𝗺𝗽𝗿𝗲𝘃𝗶𝘀𝗶́𝘃𝗲𝗹, 𝗻𝗲𝗺 𝗶𝗻𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝗮𝗱𝗼
O Rio Grande do Sul, um dos celeiros do país, está devastado: dos seus 497 municípios, mais de 450 (até aqui) foram atingidos por chuvas, colapso de barragens e enchentes que colocaram cidades inteiras sob as águas, matando centenas de pessoas e desabrigando cerca de meio milhão de seres que perderam suas moradias e pertences. O estado está paralisado, comércio, indústria, serviços e grande parte da agricultura arrasada.

Entenda-se de uma vez por todas: hoje, neste planeta irracionalmente povoado e hiperexplorado, o que acontece num lugar tem impacto em todo o restante. Quem não compreender isto estará se condenando a viver num mundinho alienado, uma realidade paralela que levará todos a um imenso sofrimento, para dizer o mínimo, no mundo real.

O Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz. Nesse item, só a quebra do cultivo do MST pode chegar a 10 mil toneladas de arroz orgânico (poucos sabem: o MST é responsável por cerca de metade do abastecimento alimentar dos brasileiros). Lula, rápido, já autorizou a importação de arroz para garantir abastecimento e preços.

Certos governantes, parlamentares, autoridades, toda a mídia comercial, conforme o esperado se apressam a desculpar-se alegando que tais desastres fugiram ao normal, sendo “inesperados”, “imprevisíveis”, “coisas do aquecimento global e das mudanças climáticas”... Pura mistificação que pretende falsear a realidade: o objetivo mínimo aí é esconder suas atávicas irresponsabilidades.

Iniciemos com os esclarecimentos da catástrofe: nem imprevisível, nem inesperada; ao contrário.

Há décadas, mais exatamente a partir dos anos 1960 (e lembremos aqui o geólogo russo Vladimir Vernadsky em 1926; v. artigo de agosto de 2006, que integra meu livro 1 da série “𝘔𝘶𝘯𝘥𝘰: 𝘶𝘮 𝘨𝘶𝘪𝘢 𝘯𝘢̃𝘰 𝘢𝘶𝘵𝘰𝘳𝘪𝘻𝘢𝘥𝘰”), vários cientistas vêm advertindo que mudanças climáticas estavam a caminho e seriam aceleradas por ações (e inações) humanas. Apontaram providências inadiáveis.

A Ciência (o conhecimento humano da realidade produzido pela aplicação criteriosa do método científico) não deixa dúvidas no ar (a não ser as criminosamente plantadas pelos negacionistas, em particular os da extrema direita).
Os principais cientistas das geociências e do clima, baseados em fatos e registros científicos, demonstraram que há uma 𝗲𝗹𝗲𝘃𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮𝘀 𝗺𝗲́𝗱𝗶𝗮𝘀 das temperaturas globais (mal conhecida como um “aquecimento global”), o que vem a alimentar não as mudanças climáticas (elas são uma regra na história planetária) mas sim 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗲𝘅𝘁𝗲𝗻𝘀𝗮̃𝗼 𝗲 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗻𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲.
Haverá (e já ocorrem há tempos) extremos climáticos: chuvas e secas intensas em um novo desequilíbrio ambiental.

A ação humana não é o motor das mudanças do clima. No magnífico documentário “𝘈𝘮𝘢𝘻𝘪𝘯𝘨 𝘌𝘢𝘳𝘵𝘩” (Terra: um planeta fascinante), de 1998, o geólogo Michael Rampino alerta para os fatos de que (1) a humanidade atual se desenvolveu durante uma trégua geológica de 10-12 mil anos desde o fim da última glaciação e (2) essa trégua geológica está no fim.

Há hoje um intenso debate sobre o início de um novo tempo geológico (idade, época, período?) que seria resultado da ação humana sobre a Terra. Muitos querem o nome Antropoceno (“𝘢́𝘯𝘵𝘩𝘳𝘰𝘱𝘰𝘴”, em grego, “ser humano”). Um fato irrefutável é que, nesta era das consequências, a ação humana é um combustível para o desastre. A inação, idem.

𝟯. 𝗡𝗼𝗺𝗲𝘀 𝗮𝗼𝘀 𝗯𝗼𝗶𝘀: 𝗼 𝗕𝗿𝗮𝘀𝗶𝗹 𝘁𝗲𝗺 𝗶𝗻𝗶𝗺𝗶𝗴𝗼𝘀
O caso dos eventos no sul demonstra cabalmente a irresponsabilidade não só de vários governantes e autoridades, mas igualmente daqueles que os elegem e defendem.

Cinicamente a mídia comercial (TVs, rádios, jornais, redes sociais) trombeteia que os eventos são inevitáveis, misturando alhos e bugalhos. “Não é hora de buscarem os culpados”, dizem os culpados. Mentem, espalham 𝘧𝘢𝘬𝘦 𝘯𝘦𝘸𝘴.

O ex-prefeito de Porto Alegre e o atual governador “flexibilizaram” cerca de 500 leis ambientais, assim incentivando a degradação ambiental.
Tinham recur$so$ para implementar as obras necessárias e as políticas recomendadas; não o fizeram.
As regiões das cabeceiras serranas foram objeto de mais desmatamento, propiciando a fragilização do solo.

Há estudos de 10-20 anos prevendo que a região entre Porto Alegre e o sul de Santa Catarina passaria a sofrer chuvas frequentes e intensas. Basta ver a cor das “águas”: lama marrom, saturada de solo arrancado.
Tudo foi desprezado, ao lado de crescentes privatizações.
Descuido, negligência? Não, isso é projeto; projeto de desmonte do Brasil!

Vamos dar um salto no tempo e direto às fontes: Henry Kissinger, um dos maiores criminosos de guerra do século XX, tinha duas frases célebres.
Um: “𝘚𝘦𝘳 𝘪𝘯𝘪𝘮𝘪𝘨𝘰 𝘥𝘰𝘴 𝘌𝘜𝘈 𝘦́ 𝘳𝘶𝘪𝘮; 𝘮𝘢𝘴 𝘴𝘦𝘳 𝘢𝘮𝘪𝘨𝘰 𝘦́ 𝘧𝘢𝘵𝘢𝘭”.
Dois: “𝘖𝘴 𝘌𝘜𝘈 𝘯𝘢̃𝘰 𝘱𝘦𝘳𝘮𝘪𝘵𝘪𝘳𝘢̃𝘰 𝘰 𝘯𝘢𝘴𝘤𝘪𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰 𝘥𝘦 𝘶𝘮 𝘯𝘰𝘷𝘰 𝘑𝘢𝘱𝘢̃𝘰 𝘴𝘰𝘣 𝘢 𝘭𝘪𝘯𝘩𝘢 𝘥𝘰 𝘌𝘲𝘶𝘢𝘥𝘰𝘳”.
Tradução: ‘nunca toleraremos um Brasil soberano’.

Assim, suicídio de Getúlio, domínio da mídia, golpe de 1964, Collor, FHC, domínio do Congresso corrupto, privatizações, tentativas de golpe a Lula, “revoluções coloridas”, pautas-bomba no Congresso, golpe contra Dilma, Lava Jato corrupta em conluio com os EUA, prisão ilegal de Lula, eleição do inominável, pandemia e genocídio, campanhas de fake news, desmonte da saúde, da educação, das indústrias, imposição de sabotador na direção do Banco Central (“independente”?!) com a maior taxa de juros do planeta, eleição do pior Congresso da história brasileira, articulação com a extrema direita mundial... e por aí vão.

Os inimigos do Brasil são igualmente os inimigos da humanidade. “Eles”, então, bem que pode significar um acrônimo: E.L.E.S., a Entidade Letal de Estímulo à Sabotagem da vida.

𝟰. 𝗢 𝗰𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗼, 𝗮𝘀 𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀
Sem conhecimento não há critério para avaliação; sem critério não há escolha consciente. Logo...

Não temos o poder de mudar a geologia planetária, mas temos, sim, o poder de compreendê-la e já o fazemos em boa escala graças à Ciência nos últimos dois séculos.
Conhecimento e consciência nos permitem termos prevenção, planejamento e mobilização para criar as imprescindíveis 𝗽𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀 𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮𝘀 𝗻𝗮𝘀 𝗲𝘀𝗳𝗲𝗿𝗮𝘀 𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹, 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗱𝘂𝗮𝗶𝘀, 𝗺𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝘁𝗮́𝗿𝗶𝗮𝘀.
Sem isto, continuaremos a colecionar catástrofes “inesperadas & imprevisíveis” em todos os aspectos da vida até nossa extinção.

Chafurdando em sua ingenuidade hedonista (mera busca do prazer perene e inconsequente) ou pura má-fé (os psicopatas), os que pouco ou nada se importam vão sendo confinados nesse mundinho irrealista que está em extinção.
Enquanto isso, há o início de uma transformação profunda pelos que em sua empatia e generosidade se importam, se solidarizam e agem, percebendo que têm tudo a ver com isto.

23/12/2023

Aos queridíssimos amigos e amigas, os nossos votos de Boas Festas e um Feliz Ano Novo!
2024 será um ano desafiador do que temos de melhor em nós! Que enfim saibamos compreender que "é preciso perder as ilusões sobre nossa condição para alcançarmos uma condição que não precise de ilusões".
Abração e gratidão por todo apoio que têm nos enviado nestes últimos e difíceis anos. A luta segue intensa. Fabião, Gabriel, Lu. 😍🤩🍾

03/12/2021

O CEPA é um projeto socioambiental amplo: atravessará gerações mostrando como é possível ocupar os espaços preservando o que a natureza (de que somos filhos) nos oferece como abrigo, alimento e desafio.
Neste momento delicado precisamos de sua ajuda (e participação, se possível) para continuarmos a existir.
Lançamos a campanha SOS CEPA no Catarse (site de financiamento coletivo) para facilitar e ampliar os apoios que temos recebido.
O Brasil, o planeta Terra e toda a vida pedem nossa ajuda.
Contamos com o que há de melhor em cada um.
https://www.catarse.me/sos_cepa_2222

Endereço

Santo Antônio Do Pinhal, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando CEPA - Centro de Educação e Pesquisas Ambientais posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar