21/08/2026
Flexibilizar também é aprender.
Seu filho ou seu aluno apresentar dificuldade em aceitar a sua proposta de trabalho ou de atividades. Acompanhe uma estratégia baseada na Análise do Comportamento.
Nessa sessão que você viu no vídeo, o objetivo não era simplesmente br**car. Era trabalhar flexibilidade comportamental e redução do controle excessivo sobre a interação.
A criança queria determinar o tempo todo qual seria a br**cadeira, como br**car e quando mudar. Inicialmente, acompanhei suas escolhas e entrei nas propostas que ela fazia.
Em determinado momento, apresentei a minha proposta:
“Agora eu vou fazer a minha br**cadeira.”
Ela recusou. Voltou para a br**cadeira dela. Convidei novamente e houve uma nova recusa.
Então, em vez de insistir ou obrigá-la a participar, comecei a br**car sozinha. Mantive a atividade interessante, com entusiasmo, falas animadas e envolvimento genuíno.
E aconteceu o que estávamos buscando: ela se aproximou espontaneamente, entrou na minha br**cadeira e passou a compartilhar a atividade comigo.
Somente depois desse momento, retomamos aquilo que ela queria fazer.
O objetivo não era fazer a criança “obedecer” à minha escolha. Era ensiná-la, dentro de uma experiência positiva, que nem sempre precisamos controlar tudo para continuarmos seguros, envolvidos e nos divertindo.
Ela cedeu espaço para a proposta do outro, experimentou algo diferente e depois pôde retornar à sua própria escolha.
Objetivo alcançado: houve flexibilidade.
Na ABA, muitas vezes, uma br**cadeira aparentemente simples é o contexto para ensinar habilidades que farão diferença em muitos outros ambientes da vida.