16/09/2026
O livro como dispositivo antirracista: curadoria e metodologias, foi o tema da oficina que ministrei hoje na UESC na programação dos 30 anos da Editus. Mais uma vez agradeço pelo convite e confiança.
Um momento muito especial com pessoas queridas e muito comprometidas com as questões raciais.
A oficina propôs refletir sobre o livro infantil como dispositivo educativo, cultural e político, capaz de contribuir para a construção de representações positivas, ampliação de repertório e novos imaginários sobre as infâncias negras.
A partir dos saberes emancipatórios — identitário, estético-corpóreo e político — serão experimentadas estratégias de curadoria e mediação de livros infantis, considerando personagens, autoria, ilustração, corporeidade, linguagem, ancestralidade, relações familiares, territórios e perspectivas de futuro.
Em diálogo com bell hooks,Cuti, Nilma Lino Gomes e com os princípios do ODS 18, a oficina busca deslocar a pergunta “o que o livro ensina?” para também perguntar “que mundo este livro apresenta, quem pode existir nele e como essa existência é representada?”