15/08/2026
Todo ano o Gallup conduz o maior estudo contínuo do mundo sobre a experiência no trabalho. A edição de 2026 ouviu, só em 2025, mais de 141 mil trabalhadores, em mais de 140 países. E o retrato que ele traz precisa ser olhado com atenção.
O engajamento global dos funcionários caiu para 20% em 2025 o menor nível desde 2020. E isso tem preço: cerca de 10 trilhões de dólares em produtividade perdida, o equivalente a 9% de tudo que o mundo produz num ano. Mas aqui está o dado que mais me chamou atenção: a maior parte dessa queda vem dos próprios gestores. O engajamento dos líderes despencou de 27% para 22% entre 2024 e 2025. Os líderes até avaliam melhor a própria vida, mas relatam mais estresse, mais tristeza e mais solidão no dia a dia do que quem não lidera. Ou seja: quem deveria sustentar o time também está afundando.
Por isso precisamos parar de tratar engajamento como algo que se resolve com mais um benefício ou mais uma pesquisa de clima. Ele não se constrói de cima pra baixo, se constrói na relação diária entre o líder e a equipe. E não dá pra cobrar isso de um líder que foi promovido e jogado na função sem ninguém nunca ter ensinado ele a liderar gente.
O caminho não é cobrar mais do líder. É dar a ele o que quase ninguém dá: clareza do que se espera dele, e preparo real pra conduzir pessoas, não só entregar tarefa. Cuidar de quem lidera é cuidar de todo mundo que depende dele.
Comente CLAREZA se você quer que eu aprofunde, na prática, como o líder constrói engajamento no dia a dia.
Ref.: Gallup. (2026). Estado do local de trabalho global: relatório de 2026. Gallup, Inc.