27/11/2025
Na área externa do CEI, o contexto já sussurrava possibilidades. Panelas, areia, folhas, funis e pinhas repousavam como convites silenciosos, prontos para serem despertados pelas “cem linguagens” das crianças, como nos inspira Malaguzzi. Cada material era um gesto de escuta, um território aberto para que os pequenos criassem seus próprios caminhos.
Quando chegaram, as crianças fizeram do espaço uma extensão de si mesmas.
Manuela e Maitê cozinharam sonhos numa cozinha imaginária, mexendo areia como quem mistura mundos.
Luan e Sophia transformaram o chão em laboratório: areia, folhas e cooperação fluíam entre seus gestos atentos.
Manu, Eloá e Maitê inventaram novas receitas, tecendo sabores feitos de fantasia.
E Rhavi, com calma e encanto, preparou um chá de pinhas e folhas, como quem conhece segredos da natureza.
A vivência revelou aquilo que a pedagogia da infância tanto defende: crianças potentes, autoras e sensíveis. O ambiente ofereceu possibilidades, mas foram elas, com seus corpos, olhares e imaginação ,que deram significado ao brincar, transformando o espaço em território de descobertas, vínculos e aprendizagens que nascem do encontro entre o mundo e a infância.
Bercario I A, B e c
Professoras: Alessandra, Girleide e Lucileia
26/11/2025
No coração da terra macia , as crianças descobriram novas possibilidades de encontro com o mundo. Inspiradas pelo livro “É porco?”, lançaram-se em uma investigação curiosa e cheia de sentidos: quem habita esse chão vivo? Quem se esconde entre as folhas? Cada achado despertava encantamento, cada toque na natureza revelava horizontes antes invisíveis. Ao final, perceberam que, mais do que reconhecer animais, estavam experienciando a potência de explorar coletivamente, construindo vínculos, narrativas e descobertas que transbordam a infância.
Berçário II A/B
Professora Gleice e Isleide
05/11/2025
As crianças foram convidadas a vivenciar um momento de encantamento com a natureza, participando da plantação de girassóis. A proposta surgiu como uma oportunidade de criar possibilidades, despertando a curiosidade e o cuidado com o ciclo da vida. Foram apresentados à terra, às sementes e aos vasos, elementos que instigaram o toque, o olhar atento e a descoberta.
Sentadas em roda, as crianças observavam com ternura cada detalhe. No decorrer da vivência, surgiram expressões cheias de significado:
Marjorie, com delicadeza, disse: “Eu estou colocando a semente, e ela vai crescer.”
Miguel Sampaio, curioso, perguntou: “Professora, primeiro é a terra?”
Esse momento revelou a sensibilidade e a singularidade de cada criança diante da experiência. Plantar tornou-se mais do que um gesto,foi um encontro com o cuidar, o observar e o acreditar no crescer.
Turma: multietário: 6B
Professora: Fátima
13/10/2025
Conhecendo a cultura africana — Sling: pacotinho de amor
As crianças foram convidadas a brincar de boneca e conhecer um pouco mais sobre as culturas: indígena e afro-brasileira, utilizando tecidos e construindo sentidos em torno dessa manifestação cultural tão popular. A brincadeira envolveu o corpo e o tecido do sling, que envolve a boneca e também o corpo das crianças, proporcionando uma sensação de aconchego, afeto e segurança.
Essa vivência está alinhada a um de nossos projetos de escuta e ao planejamento do grupo, atendendo ao interesse da criança Sther, que manifestou o desejo de brincar de boneca.A partir desse interesse, trouxemos para nossa sala de referência um contexto que valoriza a cultura afro-brasileira.
"Ao propor uma educação antirracista, é fundamental considerar princípios e valores que reconheçam a importância e a riqueza de todos os saberes".
Ofertar propostas que aproximem as crianças da diversidade cultural contribui para momentos significativos, que contemplem e valorizem os povos originários e suas culturas.
Como destaca Maria de Oliveira em Cultura afro-brasileira na escola:
"É importante promover um ambiente inclusivo que valorize e respeite as diferentes culturas, contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária."
Professora: Lucimar
Turma: Multietário – Grupo A
09/10/2025
Hoje foi dia de ateliê no CEI com elementos naturais, Manuela e Yorrany se encantaram com o brilho que nascia das tintas naturais, feitas de colorau, açafrão e argila — saberes dos povos originários que revelam a força e a beleza da terra.
Entre tons quentes e terrosos, os olhos curiosos descobriram novas formas de colorir o mundo.
Ao perceberem a tartaruga moldada em argila, decidiram dar-lhe vida: cada pincelada era um gesto de afetividade, um diálogo entre mãos e terra, cheio de sutis descobertas e encantamento.
João Miguel, atento e curioso, mergulhou o pincel no amarelo do açafrão. A cor dourada o fascinava, e ele a espalhava com delicadeza — como quem semeia o sol sobre a tartaruga.
Assim, entre risos, curiosidade e imaginação, as crianças teceram, com pigmentos naturais, um encontro sensível com a arte indígena — história viva, repleta de significados, afetos e aprendizagens.
Professoras: Alessandra, Girleide e Lucileia
Turma: Berçário I A/B/C
09/10/2025
Hoje foi dia de muita curiosidade e descobertas! As crianças participaram de uma vivência sensorial especial, explorando as cascas de frutas e legumes como banana, melancia,abóbora, batata e cebola.
Com olhares atentos, e muita interação, puderam tocar, cheirar e observar as texturas, cores e diferenças entre as cascas e o interior das frutas.
Esse tipo de experiência vai além da diversão: estimula os sentidos, desenvolve a coordenação motora, amplia o vocabulário e desperta o interesse pela natureza e pelos alimentos.
É incrível ver como pequenos momentos podem gerar grandes aprendizados!
Professoras: Gleice e Isleide
Agrupamento: Berçário IIA/B
25/09/2025
As mãos curiosas investigam, apertam, misturam, organizam nas panelinhas…
A cenoura ,as cascas vira prato, vira história, vira faz de conta.
No Berçário II, cada gesto é arte, cada olhar é escuta.
Entre cheiros, texturas e sabores, as crianças recriam o mundo com simplicidade e imaginação.
Porque aprender é também experimentar, sentir e transformar.
“A escuta das crianças é um ato político e poético, é reconhecer a potência de suas vozes que se expressam nas linguagens da arte, da natureza e do brincar.” – Paulo Fochi
Agrupamento: Berçário II A/B
Professoras: Gleice e Isleide