09/10/2020
Em 2012 o Bio na Rua foi mais que especial, aconteceu no circo escola da São Remo, comunidade vizinha à USP. Essa ponte demorou a acontecer mas foi um evento maravilhoso, uma ação com o intuito de derrubar o muro que só crescia entre a universidade e os moradores dali. Isso inspirou a criação do Bio na Remo, irmão caçula do Bio na Rua. É graças ao Bio na rua de 2012 na São Remo que hoje fazemos dois lindos eventos por ano.
“Só no quarto ano a gente entrou na São Remo e acho que isso é um termômetro do amadurecimento do nosso projeto. Porque a gente demorou para lembrar que tinha uma favela ali do lado e a gente não tinha levado os materiais para fazer as discussões ali. A gente pensou primeiro no parque do povo, que era um parque mais elitizado… A gente só conseguiu fazer as coisas de forma mais profunda depois que a gente discutiu o que era extensão e o que a gente queria.” - Marx 08
“Surgiu a ideia primeiro no Ibirapuera em que as pessoas que estavam tocando tinham mais proximidade com o parque, depois o Parque da Juventude também porque o Marx e o Jorge são da zona norte. Depois começamos a fazer um mapeamento e pensamos mais na infraestrutura que o parque poderia oferecer, daí que veio a ideia do parque do povo em que fomos lá conversar com o gestor. Teve um preparo maior nesse sentido. E depois que a gente viu que a infraestrutura talvez não seja tão importante assim e dado o contexto que a gente tava vivendo era essencial que falássemos com a comunidade aqui do lado.” - Cirrose 09