29/05/2026
E a Miranda e o Nigel, hein?
Olhando de fora, seria fácil reduzir a história deles a uma “dívida” de reconhecimento ou validação emocional da Miranda com ele!! Mas acho que o ponto mais importante dessa continuação de O Diabo Veste Prada vai muito além disso…
O Nigel permanece na Runway durante anos, mesmo depois de ter sido frustrado no primeiro filme.
E a gente não precisa levar isso ao pé da letra, como se fosse por exemplo uma espécie de submissão, dependência, sei lá até uma necessidade de aprovação.
Sentido não é a mesma coisa que status, validação ou reconhecimento!!
Existem pessoas que permanecem em certos ambientes e situações porque se identif**am com os valores, o propósito daquilo que você participa, com os vínculos, aquela sensação de contribuição, ou até partes de si que conseguem existir naquele lugar.
O que não elimina o desgaste, condições injustas, insalubres, conflitos... CALMA, CLARO QUE nem tudo são flores, na verdade, muitas vezes é bem pior do que isso (não à toa no primeiro filme a Andy saiu né) 😐
Aqui, no caso, o mais bonito da mudança da Miranda não é a ideia de que ela “finalmente pagou uma dívida” para o Nigel…
É perceber que ela começa, pela primeira vez, a sair de um lugar extremamente centrado apenas na própria performance e produtividade, para enxergar a importância das relações, de uma construção coletiva.
Reconhecer o Nigel, abrir espaço para a equipe, perceber a potência das outras pessoas não diminui a Miranda, pelo contrário: HUMANIZA.
E sim, você pode ter todos os poréns no meio disso (como eu disse no vídeo, o Nigel também teria vários motivos pra sair)…
Mas aqui dessa vez eu quis mostrar e questionar:
Será que o trabalho deveria ser apenas esse lugar de disputa, validação ou poder? Não pode ser um espaço de contribuição, construção e encontro com valores que fazem sentido pra vida da gente…