18/07/2020
🚨 Polêmica 🚨
Os cursos ATLS e ACLS buscam ensinar de maneira sistemática e engessada atender um perfil de pacientes, ponto final.
Mas, será que essa forma de pensar e agir é a melhor para nosso paciente?
Enfim...
“Resolva o A antes do B” aprendemos e ensinamos essa ordem por anos.
O manejo da via aérea, mesmo que bem sucedido, tem seus riscos. Intubar um paciente é um ato não fisiológico e você deve estar pronto para as consequências e sempre que possível preveni-las. O blog , fez um post recente sobre ressuscitação metabólica pré intubação que vale a pena ser lido!
Há tempos o “A” já não é prioridade.O mnemônico MARCH (Massive hemorrhage/Major life threat; Airway; Respiration; Circulation; Head/Hypothermia) sugere uma abordagem mais racional.
Precisamos conter as hemorragias maciças e as causas ameaçadoras à vida (pneumotórax e tamponamento) antes de intubar e além disso, devolver o que ele perdeu: HEMOCOMPONENTES E NÃO SORO! Favor não me dar 2L de SF0.9% se eu for atropelado.
Caso o ferimento seja em extremidade faça um torniquete, estabilize a pelve e realize medidas descompressivas. Caso a fonte de sangramento seja no abdômen acione o cirurgião o quanto antes!Lembre-se, talvez o choque hemorrágico não esteja tão evidente e o Shock Index(FC/PAS) pode te ajudar. Uma relação > 0.9 antes da intubação aumenta a probabilidade de PCR, logo, se prepare.
A prioridade durante uma intubação na emergência é manter o coração batendo, o resto é perfumaria. Então repense as dr**as e as doses que você está usando !
A medicina é cheia de verdades incertas e só questionando conseguimos enxergar essas incertezas e buscar algo melhor.
Ps: se você é ATLSer, não fique bravo, vamo debater 😁. @ São Paulo, Brazil
12/07/2020
Discutir limitação terapêutica vai além de oferecer “opção A” ou “opção B”, é papel do médico aconselhar e analisar caso a caso de maneira transparente com os familiares. Prover conforto, assistência e saber qual o limite de intervenção é garantir atendimento humanizado e de qualidade para quem necessita
Então como o acompanhante deve ser abordado?
Passo 01 - Pergunte quanto eles sabem.
O fundamental é saber o que eles já conhecem sobre o assunto ou situação. Além disso, é a oportunidade da família expressar a ansiedade e em meio a essa abordagem inicial. O pitfall nesse step é o desbalanço entre a quantidade de informação dada e a interação da emoção dos familiares.
Passo 02 - Comunique a má notícia
Avise e informe, exatamente nessa ordem. A comunicação precisa ser direta e clara, porém sem rispidez.
Passo 03 - Estabeleça a urgência da situação
Informar que as decisões precisam ser tomadas logo com caráter de urgência e demonstrar alinhamento, ou seja, que todos estão do mesmo lado desejando a melhor saída para o paciente e discutindo opções em conjunto.
Passo 04 – Entenda a funcionalidade prévia
A abordagem deve ser voltada para as atividades corriqueiras, por exemplo, “Ele/ela se alimenta sozinho(a)?”; “Ele/ela costuma sair de casa?”
Passo 05 – Os valores do paciente
Qual qualidade de vida é aceitável nesse caso? Não há uma resposta exata, por não se tratar de receita de bolo, mas serve como norte para basear as condutas futuras de maneira individualizada.
Passo 06 – Resuma.
É uma maneira de pontuar o alinhamento. Lembre da dinâmica pergunte-fale-pergunte. Após perguntar o que o paciente considera aceitável, resuma de maneira breve e com outras palavras.
Passo 07 – Faça recomendações
A decisão é individualizada perante o que foi dito na conversa com o familiar, tudo deve ser pensado com o paciente ao centro da questão
Passo 08 – Estabeleça objetivos e limites
Comunicar o que foi realizado aos familiares e o que deve ser recomendado ou não, segundo a família do paciente
Não intervir, não significa abandonar seu paciente, por isso esse guia sugere uma abordagem sucinta, baseada em empatia, que pode nos ajudar durante momentos críticos.
03/06/2020
Quando falamos sobre intubação do paciente com COVID-19, ainda observamos discordâncias com relação a alguns métodos e uso de acessórios (como a bendita da caixa acrílica), mas um consenso ressona nos textos: o paciente deve ser preferencialmente intubado pelo médico mais experiente. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀
E quem é esse médico? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀
Veja o post completo em www.breakem.org
03/06/2020
Quando falamos mais especificamente sobre intubação do paciente com COVID-19, ainda observamos discordâncias com relação a alguns métodos e uso de acessórios (como a bendita da caixa acrílica), mas um consenso ressona nos textos: o paciente deve ser preferencialmente intubado pelo médico mais experiente.
E quem é esse médico?
Acesse o nosso post completo em http://breakem.org
25/03/2020
A posição da ABRAMEDE, representante dos médicos emergencistas no Brasil, com relação às medidas de supressão é totalmente alinhada com a comunidade científica e os fatos que dispomos até hoje sobre a compreensão do COVID-19.
Fiquem em casa!
13/11/2019
Amanhã e sábado tem o Inspire-SE em São Paulo, e não poderíamos deixar de participar! As inscrições ainda estão rolando: só entrar no link na nossa bio!
13/11/2019
Sexta e sábado tem o Inspire-SE em São Paulo, e não poderíamos deixar de participar! As inscrições ainda estão rolando: só entrar no link na nossa bio! @ Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP
28/09/2019
Dos dias 30/set a 04/out a e o estarão participando do ResusX e do Ultrarounds, la na Filadelfia! Fiquem ligados no nosso ferd pra acompanhar novidades do evento em tempo real!