25/02/2017
Em 25 de fevereiro de 1996, há exatos 21 anos, falecia, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro Caio Fernando Abreu.
Apontado como um dos expoentes de sua geração, sua obra, escrita num estilo econômico e bem pessoal, fala de s**o, de medo, de morte e, principalmente, de sua angustiante solidão, apresentada sob uma visão dramática do mundo moderno.
Caio Fernando Abreu estudou Letras e Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde foi colega de João Gilberto Noll. No entanto, ele abandonou ambos os cursos para trabalhar como jornalista de revistas de entretenimento, tais como Nova, Manchete, Veja e Pop, além de colaborar com os jornais Correio do Povo, Zero Hora, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.
Em 1968, perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Caio refugiou-se no sítio de uma amiga, a escritora Hilda Hilst, em Campinas. No início da década de 1970, ele se exilou por um ano na Europa, morando, respectivamente, na Espanha, na Suécia, nos Países Baixos, na Inglaterra e na França.
Em 1974, Caio Fernando Abreu retornou a Porto Alegre. Chegou a ser visto na Rua da Praia usando brincos nas duas orelhas e uma bata de veludo, com o cabelo pintado de vermelho. Em 1983, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1985, para São Paulo. A convite da Casa dos Escritores Estrangeiros, ele voltou à França em 1994, regressando ao Brasil no mesmo ano, ao descobrir-se portador do vírus HIV. Abreu era declaradamente homossexual em plena época da Ditadura Militar no Brasil.
Em 1995, Caio Fernando Abreu se tornou patrono da 41.° Feira do Livro de Porto Alegre. Um ano depois, voltou a viver novamente com seus pais, período que se dedicou à jardinagem, cuidando de roseiras. Faleceu em 25 de fevereiro de 1996, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, no mesmo dia em que faleceu Mário de Andrade. Seus restos mortais jazem no Cemitério São Miguel e Almas.
Ao nosso ilustre escritor, que foi considerado um "fotógrafo da fragmentação contemporânea", deixamos registrada, aqui, a nossa singela homenagem.
=)