Memoriô

Memoriô

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O nome do projeto é inspirado no verbo “memoriar”, ou seja, no ato ou no efeito de se lembrar de algo ou de alguém.

Memoriô! é uma ideia que nasce com um objetivo bastante simples: prestar homenagens aos grandes nomes do mundo do conhecimento, das artes e demais personalidades que entraram para a História (e as que não entraram, também), a partir de seus feitos e realizações. E a Memoriô!, funcionando como um de Centro de Memória virtual, vem a público justamente para lhes trazer algumas dessas importantes recordações. Curta a nossa página e acompanhe por aqui as novidades!

Photos 01/03/2017

Em 1º de março de 1858, há exatos 159 anos, nascia, em Berlim, na Alemanha, Georg Simmel, um renomado cientista social alemão que contribuiu com a sociologia em seu estágio inicial de desenvolvimento, formulando paradigmas e teorias sociais inovadoras.

No que diz respeito à perspectiva sociológica, Simmel foi o fundador da chamada "sociologia formal" ou "sociologia das formas" e se diferenciou no campo do estudo dos fenômenos sociais em razão de seu interesse pela análise microssociológica, que se refere à investigação da sociedade, mas a partir das ações e reações dos atores sociais em interação.

A sociologia formal é uma perspectiva teórica que está muito próxima da chamada "sociologia da ação", e ambas se contrapõem às concepções teóricas de caráter macrossociológico, como o estruturalismo, o funcionalismo e o neomarxismo.

Pela importante contribuição teórica de Simmel aos estudos sociológicos, deixamos registrada, aqui, a nossa singela homenagem.

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Photos 28/02/2017

O dia 30 de fevereiro!

Embora o mês de fevereiro seja comumente lembrado por ter apenas 28 dias - ou 29, em anos bissextos do calendário gregoriano - o dia 30 de fevereiro, popularmente conhecido como o "Dia de São Nunca", já existiu em três vezes na história.

O caso da Suécia

O calendário gregoriano, implantado em 1582, não foi prontamente seguido por todos os países. Em novembro de 1699, quando a Suécia planejou mudar do calendário juliano para o gregoriano, havia uma diferença de 11 dias entre eles. O planejado seria omitir o dia extra dos anos bissextos, entre 1700 e 1740, incluindo-os. A mudança seria gradual, mas não foi seguida após seu primeiro ano de implantação. Com isso, o ano de 1700 não foi bissexto na Suécia, mas 1704 e 1708 sim, contrariando o plano. O calendário sueco ficou um dia à frente do calendário juliano, mas ainda dez atrás do gregoriano

Em 1711, os suecos resolveram abandonar o sistema, já que o calendário por eles adotado não tinha correspondentes em qualquer outro país, criando uma enorme confusão. Dessa maneira, o ano de 1712 foi bissexto e ainda incluiu um dia a mais, o 30 de fevereiro para voltar em sincronia com o calendário juliano. A mudança sueca para o calendário gregoriano foi finalmente realizada em 1753, com a exclusão de 11 dias, fazendo com que o 17 de fevereiro daquele ano fosse seguido do 1° de Março.

O caso da União Soviética

Em 1929, a União Soviética introduziu um calendário revolucionário no qual todos os meses tinham 30 dias e os outros 5 ou 6 dias eram feriados não pertencentes a meses. Em 1930 e 1931, houve portanto um 30 de fevereiro, mas em 1932 os meses voltaram ao sistema tradicional.

Especulações sobre o calendário juliano

Em 1235, Sacrobosco publicou no livro "De Anni Ratione" a especulação de que o imperador César Augusto retirou um dia do mês fevereiro e o colocou em agosto, assim nomeado em sua homenagem, para não ficar atrás dos 31 dias que o mês de julho possuía em homenagem a Júlio César.

A criação do mês pelo imperador e seu número de dias estão corretos. Na especulação, Sacrobosco ainda diz que naquela época o mês de fevereiro tinha 29 dias e, portanto, os anos bissextos entre 45 a.C. (ano da implantação do calendário juliano) e 8 d.C. (ano da troca de nome do mês sextil para agosto por César Augusto) tinham o dia 30 de fevereiro no seu calendário.

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Photos 28/02/2017

Em 28 de fevereiro de 1935, há exatos 82 anos, falecia a compositora, pianista e maestrina brasileira Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga.

Considerada a primeira pianista de choro; autora da primeira marcha carnavalesca com letra e música, a famosa "Ó Abre Alas", de 1899; e, também, a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, Chiquinha marcou presença significativa na cultura popular brasileira da virada do século XIX para o XX .

No Passeio Público do Rio de Janeiro, há uma herma em sua homenagem, obra do escultor Honório Peçanha. Em maio de 2012, foi sancionada a Lei 12.624 que instituiu o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, a ser comemorado no dia de seu aniversário.

À nossa ilustre maestrina, deixamos registrada, aqui, a nossa singela homenagem.

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Photos 28/02/2017

Em 28 de fevereiro de 2011, há exatos seis anos, falecia, na cidade de São Paulo, Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, importante poliglota brasileira que prestou serviços ao Itamaraty, tornando-se a segunda esposa do escritor João Guimarães Rosa.

Embora ela seja lembrada recorrentemente por seu "título de esposa" do Guimarães Rosa, Aracy deveria ser alçada ao patamar de he***na nacional. Isso porque, duranta a II Grande Guerra Mundial, mesmo correndo inúmeros perigos, ela ajudou centenas de judeus a entrarem ilegalmente no Brasil, naqueles anos de chumbo do governo de Getúlio Vargas, em pleno Estado Novo.

Por conta de seus feitos em prol dos judeus, Aracy ficou conhecida pela alcunha de "O Anjo de Hamburgo" e teve seu nome escrito no Jardim dos Justos entre as Nações, no Yad Vashem (Museu do Holocausto), em Israel. A homenagem foi prestada em 8 de julho de 1982, ocasião em que também foi homenageado o embaixador Luiz Martins de Souza Dantas. Ela é, também, uma das pessoas homenageadas no Museu do Holocausto de Washington (EUA).

À nossa ilustre poliglota, que se engajou nessa importante missão humanitária, deixamos registrada, aqui, a nossa singela homenagem.

Photos 28/02/2017

Em 28 de fevereiro de 2010, há exatos sete anos, falecia, na cidade de São Paulo, o advogado, empresário, escritor e bibliófilo brasileiro José Mindlin.

Após ter se aposentado do mundo empresarial, José Mindlin pôde dedicar-se integralmente a uma paixão que tinha desde os treze anos: colecionar livros raros. O primeiro livro raro a incorporar sua coleção, "Discours sur l'Histoire universelle de Jacques-Bénigne Bossuet", data de 1740.

Ao completar 95 anos, Mindlin já havia reunido um acervo de aproximadamente 40 mil volumes, incluindo obras de literatura brasileira e portuguesa, relatos de viajantes, manuscritos históricos e literários (originais e provas tipográficas), periódicos, livros científicos e didáticos, iconografia e livros de artistas (gravuras). Foi então considerada a maior biblioteca pessoal e também a mais importante do País.

Em 20 de junho de 2006, Mindlin foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras para ocupar a cadeira número 29, sucedendo a Josué Montello. Após saber da vitória na eleição, o renomado escritor declarou: "De certa forma, corôa uma vida dedicada aos livros". No mesmo ano, decidiu doar todas as obras brasileiras de sua vasta coleção pessoal à Universidade de São Paulo. A partir de então, a biblioteca passou a ser chamada "Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin". O prédio da biblioteca, situado no campus Butantã da USP, ficou pronto em 23 de março de 2013 e é aberto ao público para visitação gratuita, desde 25 de março de 2013.

Certa vez, Mindlin disse o seguinte:

“Nunca me considerei o dono desta biblioteca. Eu e Guita [sua esposa também falecida] éramos os guardiães destes livros que são um bem público."

Na manhã de 28 de fevereiro de 2010, José Mindlin se despedia desse mundo, aos 95 anos, por falência múltipla de órgãos. Passados sete anos dessa data, ao nosso ilustre bibliófilo, parisiense, deixamos registrada, aqui, a nossa singela homenagem.

Photos 27/02/2017

Em 27 de fevereiro de 1989, há exatos 28 anos, falecia, na cidade de São Paulo, aos 88 anos de idade, José Correia Leite, um dos mais importantes ativistas da imprensa negra no Brasil.

De origem humilde e tendo que trabalhar desde jovem, Correia Leite foi entregador de marmitas, lenheiro e até cocheiro. Somente mais tarde é que ele se tornaria um dos principais personagens do Movimento Negro Brasileiro. Aos 24 anos fundou, em parceria com Jayme de Aguiar, o jornal “O Clarim”, que recebeu algum tempo depois o nome de “O Clarim d’Alvorada”, publicado de 1924 a 1932. Como idealizador do projeto, foi o diretor responsável, redator, repórter e gráfico do periódico que, na época, ficou conhecido como um jornal feito por negros para a comunidade negra.

O jornalista também integrou o Conselho de fundação da Frente Negra Brasileira, em 1932, além de ter sido um dos fundadores do Clube Negro de Cultura Social, do qual foi um dos secretários e orientadores. Na mesma época, colaborou na fundação da Associação dos Negros Brasileiros. Em 1956, foi inaugurada a Associação Cultural do Negro, na qual Correia Leite assume a função de presidente do Conselho Deliberativo, até 1965. Ainda na década de 1960, participou da fundação da revista “Niger”.

Além de atuar nos jornais e associações citadas, José Correia Leite escreveu para outros órgãos da Imprensa Negra. Colaborou, com seus depoimentos e material bibliográfico, para diversos trabalhos sociológicos. Foi entrevistado para a realização de documentários cinematográficos como “O Negro da Senzala ao Soul”, da RTC, “A Escravidão”, de Zózimo Bulbul, e outros. Após se aposentar, José Correia Leite dedicou-se à pintura, até seu falecimento.

Ao nosso incansável militante, deixamos registrada, aqui, a nossa singela homenagem.

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Photos 26/02/2017

Em 25 de fevereiro de 2014, há exatos três anos, falecia, em Playa del Carmen, México, o guitarrista espanhol de flamenco Paco de Lucía, nome artístico de Francisco Gustavo Sánchez Gomes, que fez carreira como compositor, produtor e instrumentista.

Em 2004, Paco de Lucía foi distinguido com o Prêmio Príncipe das Astúrias, como "um músico que transcendeu fronteiras e estilos". As suas principais influências, para além de seu próprio pai, foram os guitarristas de flamenco Nino Ricardo, Miguel Borrull, Mario Escudero e Sabicas.

Em 20 de novembro de 2014, a viúva de Paco recebeu o prêmio póstumo do marido junto aos dois filhos do casal em Las Vegas, nos Estados Unidos, na 15ª edição do Grammy Latino. O prêmio foi de melhor álbum do ano por seu disco "Canción Andaluza".

Ao ilustre guitarrista espanhol, deixamos registrada, aqui, a nossa singela homenagem e um link do YouTube, para quem quiser assistir a uma de suas últimas apresentações.

Imperdível!

https://www.youtube.com/watch?v=PpxpiyRGQEY

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Photos 25/02/2017

Em 25 de fevereiro de 1996, há exatos 21 anos, falecia, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro Caio Fernando Abreu.

Apontado como um dos expoentes de sua geração, sua obra, escrita num estilo econômico e bem pessoal, fala de s**o, de medo, de morte e, principalmente, de sua angustiante solidão, apresentada sob uma visão dramática do mundo moderno.

Caio Fernando Abreu estudou Letras e Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde foi colega de João Gilberto Noll. No entanto, ele abandonou ambos os cursos para trabalhar como jornalista de revistas de entretenimento, tais como Nova, Manchete, Veja e Pop, além de colaborar com os jornais Correio do Povo, Zero Hora, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.

Em 1968, perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Caio refugiou-se no sítio de uma amiga, a escritora Hilda Hilst, em Campinas. No início da década de 1970, ele se exilou por um ano na Europa, morando, respectivamente, na Espanha, na Suécia, nos Países Baixos, na Inglaterra e na França.

Em 1974, Caio Fernando Abreu retornou a Porto Alegre. Chegou a ser visto na Rua da Praia usando brincos nas duas orelhas e uma bata de veludo, com o cabelo pintado de vermelho. Em 1983, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1985, para São Paulo. A convite da Casa dos Escritores Estrangeiros, ele voltou à França em 1994, regressando ao Brasil no mesmo ano, ao descobrir-se portador do vírus HIV. Abreu era declaradamente homossexual em plena época da Ditadura Militar no Brasil.

Em 1995, Caio Fernando Abreu se tornou patrono da 41.° Feira do Livro de Porto Alegre. Um ano depois, voltou a viver novamente com seus pais, período que se dedicou à jardinagem, cuidando de roseiras. Faleceu em 25 de fevereiro de 1996, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, no mesmo dia em que faleceu Mário de Andrade. Seus restos mortais jazem no Cemitério São Miguel e Almas.

Ao nosso ilustre escritor, que foi considerado um "fotógrafo da fragmentação contemporânea", deixamos registrada, aqui, a nossa singela homenagem.

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Photos 25/02/2017

Em 25 de fevereiro de 1945, há exatos 72 anos, falecia, na cidade de São Paulo, o escritor Mario Raul Moraes de Andrade, mais conhecido como Mario de Andrade, um dos pioneiros da poesia moderna brasileira com a publicação de seu livro "Pauliceia Desvairada", em 1922.

Figura central do movimento de vanguarda de São Paulo por vinte anos, Mario de Andrade, embora atuasse em várias frentes, ficou mais conhecido como poeta e romancista. Suas fotografias e seus ensaios, que cobriam uma ampla variedade de assuntos, da história à literatura, passando pela música, foram amplamente divulgados na imprensa da época. Mario foi a força motriz por trás da Semana de Arte Moderna de 1922, evento que reformulou a literatura e as artes visuais no Brasil, tendo sido, também, um dos integrantes do "Grupo dos Cinco". As ideias por trás da Semana seriam melhor delineadas no prefácio de seu livro "Pauliceia Desvairada" e nos próprios poemas.

Depois de trabalhar como professor de música e colunista de jornal, Mario de Andrade publicou seu maior romance, "Macunaíma", em 1928. Continuou a publicar obras sobre música popular brasileira, poesia e outros temas de forma desigual, sendo interrompido várias vezes devido a seu relacionamento instável com o governo brasileiro. No fim de sua vida, tornou-se o diretor-fundador do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, formalizando o papel que ele havia desempenhado durante muito tempo como catalisador da modernidade artística na cidade e no país.

Ao nosso ilustre modernista, deixamos registrada, aqui, a nossa singela homenagem.

Photos from Memoriô's post 24/02/2017

A conquista do voto feminino, em 1932

(Por Tamára Baranov)

O dia 24 de fevereiro foi um marco na história da mulher brasileira. No código eleitoral Provisório (Decreto 21076), de 24 de fevereiro de 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, o voto feminino no Brasil foi assegurado, após intensa campanha nacional pelo direito das mulheres ao voto. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo. Fruto de uma longa luta, iniciada antes mesmo da Proclamação da República, foi ainda aprovado parcialmente por permitir somente às mulheres casadas, com autorização dos maridos, e às viúvas e solteiras que tivessem renda própria, o exercício de um direito básico para o pleno exercício da cidadania. Em 1934, as restrições ao voto feminino foram eliminadas do Código Eleitoral, embora a obrigatoriedade do voto fosse um dever masculino. Em 1946, a obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres.

A primeira mulher a ter o direito de votar no Brasil foi Celina Guimarães Viana. E isso bem antes do Código Eleitoral de 1932. Aos 29 anos, Celina pediu em um cartório da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para ingressar na lista dos eleitores daquela cidade. Junto com outras seguidoras, Celina votou nas eleições de 5 de abril de 1928. Formada pela Escola Normal de Natal, Celina aproveitou a Lei n◦ 660, de outubro de 1927, que estabelecida as regras para o eleitorado solicitar seu alistamento e participação. Em todo o país, o estado potiguar foi o primeiro a regulamentar seu sistema eleitoral, acrescentando um artigo que definia o sufrágio sem ‘distinção de s**o’. O caso ficou famoso mundialmente, mas a Comissão de Poderes do Senado, não aceitou o voto. No entanto, a iniciativa da professora marcou a inserção da mulher na política eleitoral.

Cinco anos antes de aprovado o Código Eleitoral Brasileiro, que estendia as mulheres o direito ao voto, no sertão do Rio Grande do Norte, já ocorrera à eleição de uma prefeita. A fazendeira Alzira Soriano de Souza, em 1928, se elegeu na pequena cidade de Lajes, cidade pioneira no direito ao voto feminino. Mas ela não exerceu o mandato, pois a Comissão de Poderes do Senado impediu que Alzira tomasse posse e anulou os votos de todas as mulheres da cidade isto porque a participação de mulheres na eleição fora autorizada excepcionalmente graças a uma intervenção do candidato a presidente da província, Juvenal Lamartine.

Nas eleições de 1933, a médica, escritora e pedagoga Carlota Pereira de Queirós foi eleita, tornando-se a primeira mulher deputada federal brasileira. Ela participou dos trabalhos na Assembléia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935. Médica formada pela Universidade de São Paulo em 1926, com a tese ‘Estudos sobre o Câncer’ a Doutora Carlota organizou um grupo de 700 mulheres e junto com a Cruz Vermelha deu assistência a centenas de feridos que chegavam das frentes de batalha. Em 1950, fundou a Academia Brasileira de Mulheres Médicas. Na foto, Carlota com Armando de Salles Oliveira, engenheiro e político brasileiro, interventor federal em São Paulo e depois governador eleito pela Assembléia Constituinte em 1935.

Photos 24/02/2017

Em 23 de fevereiro de 1927, há exatos 90 anos, nascia, no Recife, o cantor, compositor, violonista, percussionista e intérprete brasileiro José Bezerra da Silva, um dos maiores sambistas de todos os tempos, em especial de partido-alto.

No início de sua carreira, Bezerra da Silva dedicava-se a gêneros nordestinos, principalmente o coco, até se transformar em um dos principais expoentes do samba nos anos seguintes. Através do samba, o pernambucano cantou sobre os problemas sociais encontrados dentro das comunidades, se apresentando no limite da marginalidade e da indústria musical. Estudou violão clássico por oito anos e passou outros oito anos tocando na orquestra da Rede Globo, sendo um dos poucos partideiros que lia partituras.

Gravou seu primeiro compacto em 1969 e o primeiro disco em 1975, de um total de 28 álbuns lançados em toda a carreira que, somados, venderam mais de 3 milhões de cópias. Bezerra da Silva também ganhou 11 discos de ouro, 3 de platina e 1 de platina duplo. Apesar de ter sido um dos artistas mais populares do Brasil, foi bastante ignorado pelo "mainstream".

De todo o modo, nesse seu aniversário de 90 anos, deixamos registrada, aqui, a nossa singela homenagem.

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Photos 24/02/2017

Em 24 de fevereiro de 1956, há exatos 61 um anos, nascia, em Ohio, Cleveland, a filósofa pós-estruturalista estadunidense Judith Butler, uma das principais teóricas da questão contemporânea do feminismo, teoria q***r, filosofia política e ética.

Ainda que se reconheça a importância das construções sociais e culturais na constituição do mundo e dos sujeitos tal como os conhecemos, não são bem sucedidas todas as tentativas de ilustrar o caráter social de estruturas que parecem tão naturalizadas: o corpo, o s**o, as diferenças entre machos e fêmeas etc. Com grande força e ousadia, Butler traz, de vez, a biologia para o campo do social, motivo pelo qual se tornou um dos principais nomes da atualidade nos estudos de gênero.

Em sua obra "Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade" (2010), publicada originalmente em 1990, a filósofa partilha de certos referenciais foucaultianos e se pergunta se o “s**o” teria uma história ou se é uma estrutura dada, isenta de questionamentos em vista de sua indiscutível materialidade. Butler discorda da ideia de que somente poderíamos fazer teoria social sobre o gênero, enquanto o s**o pertenceria ao corpo e à natureza.

Fazendo uma manobra semelhante à Joan Scott, Butler pretende historicizar o corpo e o s**o, dissolvendo a dicotomia s**o x gênero, que fornece às feministas possibilidades limitadas de problematização da “natureza biológica” de homens e de mulheres. Para Butler, em nossa sociedade estamos diante de uma “ordem compulsória” que exige a coerência total entre um s**o, um gênero e um desejo/prática que são obrigatoriamente heterossexuais.

Essas e outras ideias fazem parte de seu cabedal teórico, que muito tem contribuído para as lutas feministas em todo o mundo, inclusive no Brasil. Por esse motivo, nesse dia em que Judith Butler completa os seus 61 anos, deixamos registrada, aqui, a nossa singela homenagem.

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