27/02/2020
Estou admirado com a forma sutil e generosa da vida nos ensinar a crescer: ela nos permite escolher e ao mesmo tempo trabalha para nosso aprimoramento espiritual a partir das nossas próprias escolhas. .
Mas eu via isso como um dos maiores problemas: por que a existência cria todos esses desafios? Por que alguém precisa sofrer? Por que ter livre arbítrio, se no final todos são ondas do mesmo oceano? Achava meio sá**co ou ineficaz. .
Agora estou observando com muita contemplação a engenhosidade da vida. Ninguém é obrigado a nada, tudo nos é permitido. Dessa forma, colhemos aquilo que plantamos. Mas há sempre uma possibilidade de aprender, de ir além e de mudar. Simples, mas nada óbvio. Há muito mistério na simplicidade. A linguagem da vida está sempre disponível, mas há que se ver por entre as linhas e formas. Especialmente em tempos como os nossos, onde o o falso reluz e o verdadeiro parece desbotar. .
Em todos os momentos, há um espelho do que há em seu coração, mas é preciso ter força e intenção para enxergar. A verdadeira compreensão vem apenas da experiência, ela não pode ser presumida. .
"Para sair dessa roda, você precisa desejar verdadeiramente a liberdade, de uma maneira intensa(...) A mesma essência - a vida consciente - existe em você e em qualquer árvore. A árvore, contudo, foi colocada lá, ao passo que algum livre-arbítrio da sua parte o tornou quem e o que você é agora. Apenas os sábios sabem onde termina a predestinação e onde inicia o livre-arbítrio. Enquanto isso, você precisa continuar fazendo o seu melhor, de acordo com a sua compreensão mais clara(...) E tente, enquanto isso, ascender ao par de opostos: prazer-dor, calor-frio, enfermidade-saúde. Liberte-se da consciência da individualidade, de estar separado de tudo e de todos." Paramhansa Yogananda