07/09/2022
Coletiva Terra Preta Cidade
Coletiva multiterritorial e interseccional que visa ampliar narrativas e práticas para des-embranquecer a cidade.
+ infos 👇🏾
linktr.ee/terrapreta
07/09/2022
07/09/2022
Texto para placa exibida na 16a Semana de Valorização do Patrimônio, agosto de 2021.
07/09/2022
Texto para placa exibida na 16a Semana de Valorização do Patrimônio, agosto de 2021.
MONUMENTO: José Bonifácio de Andrada e Silva, Patriarca da Independência - Praça do Patriarca
O que fazer com monumentos de um passado-presente violento no espaço urbano? As mesmas pessoas que insistem em defender total integridade, se recusam a entender e abrir mão das hierarquias e autorizações de quem vale mais ou menos ser representado na cidade. O silêncio e a desmemória sobre a contribuição intelectual e das práticas de negras, negros e indígenas são sustentados por séculos e materializados em diversas ruas e praças. José Bonifácio de Andrada e Silva ou Patriarca que dá forma ao monumento e também nomeia toda a praça no centro da cidade de São Paulo, é um dos tantos que assombra o imaginário e provoca inquietações de um contexto colonial contínuo.
No conjunto de interesses dos séculos passados, a mesma mão desta figura que estendia para a suposta abolição, reiterou a não liberdade e a limpeza étnica. Patriarca a serviço de quem? Símbolos como esse - patriarca, heróico - dados àqueles que auxiliaram na independência administrativa do Brasil, mas que ao mesmo tempo atuaram na efetivação/consolidação/permanência da operação colonial no território ou reservados às figuras ditas como liberais, mas conservadoras, apoiadoras de uma libertação gradual da escravatura, da "civilização" de grupos indígenas e defensoras de uma elite rural latifundiária, tal qual José Bonifácio, são paradoxais e contraditórias. Essa presença, instalada em um lugar importante, como a Praça no distrito histórico da Sé, e de geografia privilegiada, como a cidade de São Paulo, representa também um interesse hegemônico em manter uma narrativa distante e incompleta do País.
É preciso retornar ao que não é mostrado dessa história e recontar as narrativas através das pessoas que contribuíram e contribuem para a emancipação cotidiana das vidas negras e indígenas. Desarrumar a ordem ao des-embranquecer a cidade, ocupá-la com tudo que sustenta a vida nela para conhecer o Centro sob outras perspectivas que já o habitam, mas que continuam invisibilizadas.
07/04/2022
ESTAMOS DE VOLTA AOS EVENTOS PRESENCIAIS❗️
Amanhã, às 14h, no Auditório do DAUD, da Universidade Federal do Ceará, a Profa. Dra. Gabriela Leandro falará sobre a coletiva no Diálogos #2 do EDUCA+AU. Quem for da área, só chegar.
22/12/2021
:her(e) otherwise é uma plataforma participativa que parte de uma proposição curatorial conceitualmente ancorada no questionamento do escopo da arquitetura e urbanismo como um local e contexto de poder. Proposta pelo coletivo saay / yaas * —quatro co-curadoras africanas — dentro da Saison Africa2020, :her(e) otherwise está no mundo como uma agente de mudança que tem na comunidade, no afeto e nas variadas trocas meios de produção de conhecimento valiosos para pensar as cidades.
A plataforma é aberta para mulheres africanas e da diáspora, criadoras e pensadoras espaciais, que mesmo histórica e continuamente excluídas da prática de criação de conhecimento, constroem práticas diversas que se aproximam do nascimento de uma infinidade de formas e modos de prática espacial / curatorial / coletiva.
Em meio a pesquisas e trabalhos de mulheres incríveis de todo o mundo, nós da Terra Preta Cidade estamos presentes com videocast Corpo-mapa (Body-map), em PT e ENG. E aproveitamos pata estender o convite e as conexões, então para submeter trabalhos na plataforma ou saber mais, basta acessar o site hereotherwise.space 🔗
curadoras : coletivo saay/yaas - Patti Anahory + Anna Abengowe + Mawena Yehouessi + Tuliza Sindi
para a com
22/12/2021
:her(e) otherwise é uma plataforma participativa que parte de uma proposição curatorial conceitualmente ancorada no questionamento do escopo da arquitetura e urbanismo como um local e contexto de poder. Proposta pelo coletivo saay / yaas * —quatro co-curadoras africanas — dentro da Saison Africa2020, :her(e) otherwise está no mundo como uma agente de mudança que tem na comunidade, no afeto e nas variadas trocas meios de produção de conhecimento valiosos para pensar as cidades.
A plataforma é aberta para mulheres africanas e da diáspora, criadoras e pensadoras espaciais, que mesmo histórica e continuamente excluídas da prática de criação de conhecimento, constroem práticas diversas que se aproximam do nascimento de uma infinidade de formas e modos de prática espacial / curatorial / coletiva.
Em meio a pesquisas e trabalhos de mulheres incríveis de todo o mundo, nós da Terra Preta Cidade estamos presentes com videocast Corpo-mapa (Body-map), em PT e ENG. E aproveitamos pata estender o convite e as conexões, então para submeter trabalhos na plataforma ou saber mais, basta acessar o site hereotherwise.space 🔗
curadoras : coletivo saay/yaas - Patti Anahory + Anna Abengowe + Mawena Yehouessi + Tuliza Sindi
para a com
15/12/2021
Para encerrar as imersões realizada no EntreLabs, foi realizada uma atividade liderada pela cientista social e pesquisadora Gisele Soares (), que propôs que os participantes abordassem o Morro da Piedade como corpo, estimulando as imaginações e criação de novas imagens através das sensações e afetações obtidas antes e após o deslocamento pelo território. Como re-imagear a Piedade para além das páginas policiais? Uma resposta de inúmeras possibilidades que nos interessam contar.
➖ Créditos
Fotos: Ingrid Rocha ()
15/12/2021
Registro da festa do padroeiro da Piedade, São Vicente de Paulo, a qual a foi convidada e nós tivemos a felicidade em acompanhar em setembro. Tradicionalmente a cerimônia ocorre na capela do bairro, mas este ano, tanto a festa como a missa ocorreram no Pátio Dona Juracy.
Foi um dia do projeto Ativar Piedade e se expandir para além das paredes da tradicional Capela, ocupar os espaços do bairro e mostrar que é sempre tempo de esperançar. E para quem ainda não conhece, a Cidade Quintal é um laboratório de práticas urbanas que desde 2016 se dedica a fortalecer comunidades a partir da arte, do design participativo e do urbanismo. No EP #07 Ativar Piedade contamos um pouco mais.
➖ Créditos
Fotos: Ingrid Rocha ()
15/12/2021
Uma vivência que virou podcast! Encerrando o ano de 2021 e relembrando que eu setembro correalizamos com a Cidade Quintal o Entrelabs, uma vivência colaborativa e imersiva por territórios capixabas. Compartilhamos e construímos esses dias e os conteúdos com pessoas de diversas áreas e interesses que somaram ao olhar. Se ainda não escutou esse episódio, corre no link da bio e aproveite.
➖ Créditos
Fotos: Ingrid Rocha ()
Um episódio inteiro dedicado a esse projeto de respeito!
É pela casa de Nica onde se inicia o trajeto de pinturas de 30 fachadas, becos, pisos e escadarias no bairro Piedade, em Vitória. "Há de brilhar" abre a série de pinturas que celebra a vida e busca transformar histórias de orgulho em paisagem. Na comunidade que é um dos berços das culturas de matrizes afro-brasileiras na cidade, sempre é tempo de esperançar.
E como falamos no EP #07, aqui agora fazemos uma imersão na dimensão visual, para conhecer o projeto nos seus processos e nos três trechos: histórias para educar, nascente e paz na Piedade.
O projeto Ativar Piedade é uma co-realização com a , acontece em parceria com a Associação de Moradores da Piedade, apoiado pelo edital Territórios Criativos da Secult/ES e patrocínio da Intercores . Conta ainda com o apoio local do e com a memória fotográfica e audiovisual do .
➖ Créditos
Foto capa: Francisco Xavier (
Video e captação: Francisco Xavier
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