29/11/2023
🌀Você também busca a perfeição em tudo?
Na minha jornada como professora de comunicação para adultos, posso observar a “Epidemia da Perfeição” bem de perto.
É cansativo, e também triste.
Trago, no post de hoje, dois sintomas dessa obsessão pelo “perfeito”, que afetam não só a nossa comunicação, mas também a nossa vida.
_____ COMPARAÇÃO
“Ah porque eu não falo tão bem quanto fulano”.
“Ah porque ciclano morou fora, né? Óbvio que ele fala bem”.
Quantas vezes esse tipo de pensamento te impactou, de alguma forma? E sim, eu sei que se comparar faz parte da experiência do coletivo. Mas, até que ponto? Qual o limite de uma comparação que te impulsiona, e uma que te menospreza?
É normal uma comparação que te diminui? É saudável se comparar com resultados irreais? É racional anular o seu resultado, só por ele ser diferente do resultado do seu vizinho?
Pois é. Nada disso é “normal”. E, por que raios você faz isso consigo mesmo?
_____ PARALISAÇÃO
“Meu inglês é péssimo, melhor nem usar”.
“Fulano deve achar que eu falo muito mal”.
O bloqueio é a flor semeada pela comparação. Meu trabalho como professora, é, por muitas vezes, muito mais psicológico do que pedagógico, uma vez que é esse tipo de frases que ouço dos adultos obcecados pela “perfeição”. E pasmem, as mesmas pessoas que falam esse tipo de coisa, e se diminuem nessa projeção abstrata do “perfeito”, são as pessoas que mais sabem, mais se dedicam, e mais rendem em aula.
O problema é que nenhum avanço parece o suficiente para quem se projeta no “perfeito”.
O outro sempre vai estar na frente. O inglês do outro sempre vai parecer ser melhor.
E, nessa busca incansável pela comunicação perfeita, ninguém acaba comunicando nada.
Você, Wi**er, se identifica com uma dessas perspectivas? Já se sentiu comparado ou paralisado em relação ao seu inglês? Me conta!