O COLETIVO LGBT COMUNISTA é uma frente de luta da classe trabalhadora de caráter anticapitalista, focada na articulação política das particularidades da população trabalhadora que tem a exploração também caracterizada pelas opressões decorrentes de orientação sexual e identidade de gênero, opressões estas que não se limitam a aspectos morais, culturais e ideológicos, mas guardam relações com a própria organização do trabalho. Somos um coletivo composto por militantes LGBT integradas à luta e que tem como objetivo se tornar um instrumento de organização e resistência de luta da população LGBT trabalhadora. Composto por militantes do PCB - Partido Comunista Brasileiro e por militantes independentes, nós nos propomos a atuar concretamente e de forma ativa na luta e na articulação de nossas demandas específicas; contribuir na organização e formação política das LGBT da classe trabalhadora, com ênfase para as LGBT em condição de superexploração e/ou mantidas como exército de reserva; articular a luta particular da população LGBT e a luta mais ampla de toda a classe trabalhadora, de forma a superar a distância entre as lutas LGBT e comunista que permanece como resíduo histórico dos desvios de ambos os movimentos. Assim, se faz necessária a articulação ativa de todas as particularidades da luta da classe para que a real emancipação humana seja possível. Ao mesmo tempo, buscamos organizar a teoria que nos permita compreender as opressões de sexualidade e identidade de gênero na sociedade de classes pelo método materialista histórico dialético. Nossa atuação é orientada para:
- Articulação orgânica das demandas da população LGBT trabalhadora, compreendendo e fazendo compreender que parte delas são expressões particulares de demandas universais, como moradia, saúde, segurança, condições de trabalho e o direito à própria vida;
- Resgate e fomento da combatividade, com caráter de classe, nas táticas de luta;
- Defesa e construção de um movimento LGBT orientado pelos interesses das LGBT da classe trabalhadora, de forma a criar condições para que este particular se reconheça na singularidade da exploração do trabalho.