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Um convite para reflexão sobre o que Edgar Morin Chamou de "Educação para a condição humana".

Educação, psicologia e arte um caminho para a integralidade do Ser.

22/02/2022

Saber sobre Si

Estar no mundo e conviver implica em relacionar-se, em todas as nossas relações somos nomeados pelo outro: mãe pai, irmãos, companheiros, filhos amigos, chefe. Mas quem somos pra nós mesmos? Posso saber quem sou?

Para  Lacan “...há alguns significantes do Outro que têm uma força de determinação e se impõem como se fossem uma obrigação que o sujeito deveria acatar para se definir. Estes se apresentam como um “Tu és…”, mortificando o sujeito. São significantes que etiquetam o sujeito e aos quais ele se identifica, como por exemplo: Tu és “feia”, “forte”, “garanhão”, “um verme”, “traidora”, “sempre bela” etc. (QUINET A. Os outros em Lacan, p.12)

Quem somos aos nossos próprios olhos? Apesar dessa ser uma pergunta de respostas infinitas, uma construção que não termina, podemos nos aproximarmos de quem somos pelo processo de análise. Pois “O sujeito se encontra alienado a esses significantes que são do Outro, como lugar do inconsciente. Na análise o sujeito vai pouco a pouco descobrindo quais são esses significantes e se desalienando do Outro, abrindo a possibilidade de mais deslizamentos de sua experiência subjetiva.” (QUINET A. Os outros em Lacan, p.12)

 



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14/05/2021

Como as crianças dão um novo significado ao livro, anteriormente o Raul não falava do gatinho do Pedro, mas como sua gatinha morreu essa semana ele traz o gato como um personagem bem presente.A maioria das crianças tem a fase porco- espinho. Com o Raul foi assim, esse livro acompanhou o tempo em que ele ainda não sabia nomear o que sentia. O ritmo e a melodia grudou por aqui e alguns anos depois o Raul ainda resgata esse livro que já fez e faz muito sucesso na biblioteca da vó. Sentir e nomear para elaborar. Literatura emoção e elaboração.

24/09/2020

O que as crianças estão perdendo na pandemia?

Nunca precisamos refletir tanto sobre a integralidade da criança, como educadores e psicólogos nos determos sobre a infância e suas particularidades. Quais as causas do afastamento social? O medo do invisível? A morte escancarada?
Educar para a condição humana pode se apresentar como possibilidade, termos a literatura como aliada para que cumpra seu papel de arte, promovendo o despertamento dos sentidos. Indico a leitura do livro:

O Passeio
Autor (texto): Pablo Lugones
Autor (ilustrações): Alexandre Rampazo
Ed. Pulo do Gato


"Aquele Dia, Quando Papai Perguntou: "Preparada, Filha?", mal tive tempo de responder e já saí a toda velocidade.

O empurrãozinho de um pai faz uma menina superar o medo de andar de bicicleta sem rodinhas, e dá início a um passeio singular. Durante um longo trajeto, a filha revela as sensações e emoções que vive em cada momento na companhia de seu pai, e estas a fazem perceber como de uma hora para outra tudo pode mudar."

24/09/2020

O que as crianças estão perdendo na pandemia?

Nunca precisamos refletir tanto sobre a integralidade da criança, como educadores e psicólogos nos determos sobre a infância e suas particularidades. Quais as causas do afastamento social? O medo do invisível? A morte escancarada?
Educar para a condição humana pode se apresentar como possibilidade, termos a literatura como aliada para que cumpra seu papel de arte, promovendo o despertamento dos sentidos. Indico a leitura do livro:

O Passeio
Autor (texto): Pablo Lugones .c.lugones.3
Autor (ilustrações): Alexandre Rampazo
Ed. Pulo do Gato Editora Pulo do Gato


"Aquele Dia, Quando Papai Perguntou: "Preparada, Filha?", mal tive tempo de responder e já saí a toda velocidade.

O empurrãozinho de um pai faz uma menina superar o medo de andar de bicicleta sem rodinhas, e dá início a um passeio singular. Durante um longo trajeto, a filha revela as sensações e emoções que vive em cada momento na companhia de seu pai, e estas a fazem perceber como de uma hora para outra tudo pode mudar."

23/09/2020

Enxergar

O menino que aprendeu a ver. Deixar de enxergar símbolos e dar significado à eles pode trazer significado a própria existência. Ao desvendar o mistério dos símbolos e transformá-los em palavras, frases e textos; os olhos se abrem para ideias. Ideias essas que não podem ser aprisionadas no comodismo e na indiferença. Teria cada professor o colírio para desanuviar a visão de alguns ou até mesmo um bisturi, que num ato cirúrgico desse visão aos que não enxergam? Possivelmente algo da ordem do desejo, sendo desejante podemos trazer a existência e fazer com que, córneas deixem de ver símbolos ou apenas decodifiquem. Mas sim compreendam e uma compreensão que leve à liberdade.
"Vilma Ribeiro"

22/09/2020

...compreender não só aos outros como a si mesmo, a necessidade de se auto-examinar, de analisar a autojustificação, pois o mundo está cada vez mais devastado pela incompreensão, que é o câncer do relacionamento entre seres humanos. - Edgar Morin



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