🧠 O cérebro se interessa por movimentos, então por que nos preocupamos tanto com músculos?
deixamover
Reflexões e ações acerca do corpo e movimento.
22/05/2026
Na visão de Varela e Maturana não há outra possibilidade de pensar a vida mental como o resultado do acoplamento social.
Essa visão nos coloca imediatamente em relação, ao invés de direcionarmos ao embotamento. É no ato reflexivo que a vida mental se funda, ainda assim, esse ato é totalmente dependente do encontro com o outro. A vida mental diz muito mais sobre um diálogo entre corpo, percepção e mundo (incluindo o outro) do que um processo independente e solitário que mora em nossas cabeças pensantes.
👉 A partir do livro “A árvore do conhecimento”, de Varela e Maturana, que estamos terminando no primeiro grupo de estudos desse ano. O grupo faz parte da comunidade deixamover, se você tem o desejo de participar, o link está na bio.
Isso é apenas um meme 👍
Aquecimento é sempre uma palavra polêmica na dança.
Existe uma discussão longa sobre os efeitos fisiológicos da prática e sua importância na proteção e performance do corpo frente a uma habilidade específica de movimento.
Para mim, o aquecimento sempre foi uma forma de me ouvir, de compreender minhas necessidades daquele momento e outras de médio e longo prazo. Além disso, um aquecimento se a fase de auto percepção, antes e depois dele, é um aquecimento limitado.
Essa prática do aquecimento unilateral é bem interessante, se puder e quiser tentar. Depois me conte o que achou!
Aula especial neste sábado (25) sobre Dança e Depressåo. Me chama no WhatsApp pra participar, o link está na bio!
Ao entrar numa sala de dança faça essas três perguntas 👇
1. Meu corpo está seguro e meus limites estruturais são respeitados?
2. Existe uma estratégia artístico-pedagógica que permite vínculo entre as pessoas que ali estão?
3. A aula prevê um espaço de experimentação individual e coletiva com a dança?
Se a resposta à primeira pergunta foi NÃO, fuja. Se nas duas perguntas seguintes você respondeu NÃO em pelo menos uma delas, considere o porquê você está ali.
Neste sábado tem uma aula especial sobre o tema, me chama no WhatsApp pelo link da bio que te conto mais.
Deixem mover 🦋
24/03/2026
Vamos lá, separar o joio do trigo 👇
Existem diversos estudos que abordam o tema quando o assunto é dança e depressão. Existe um limiar não tão explícito entre uma atividade dançada que pode te fazer muito bem e outra que pode acabar com você.
Como é que a gente descobre isso? Estudando, não tem fórmula mágica e você não vai aprender no post do Instagram do seu influencer favorito que é doutor, sem doutorado, que grava um vídeo de 60 segundos dizendo que a dança é mais efetiva que antidepressivos no tratamento da depressão.
Desde que esse assunto pipocou aqui, eu estou separando artigos e outras referências, lendo e relendo sobre o tema para que eu possa conduzir um processo de ensino que faça sentido e que, realmente, possa alimentar quem se interessa pelo assunto.
Não se esqueça, eu sou professor de dança, eu amo o que eu faço e o faço muito bem. Eu também sou neurocientista e eu sei ler e interpretar estudos, códigos, fórmulas, gráficos e scripts de processamento. Eu sei o que eu falo e é por isso que eu falo pouco, pois só falo o que eu sei.
Eu estou de férias no Brasil, mas assim que voltar para a Finlândia vou conseguir terminar uma aula sobre o tema dança e depressão. Será no dia 25 (sábado) de manhã, no horário do Brasil. Mande um “oi” no WhatsApp que está na bio para participar. Vamos parar de repetir bobagem, sem entender a fundo um assunto.
Sempre, deixem mover.
Ah, sim, sou eu na foto, à época dos pliés e tendues.
Referência:
Noetel M, Sanders T, Gallardo-Gómez D, Taylor P, del Pozo Cruz B, van den Hoek D et al. Effect of exercise for depression: systematic review and network meta-analysis of randomised controlled trials BMJ 2024; 384 :e075847 doi:10.1136/bmj-2023-075847
Hoje lembrei de meus tempos de bailarino 😜
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