10/02/2026
Quantos provérbios atravessam nossas vidas!...E pode reparar: a maioria deles vem da nossa própria família de origem! São anos de "água mole em pedra dura" ditos pelos nossos avós aos nossos pais, pelos nossos pais para nós e, se bobear, agora somos nós a repeti-los aos nossos filhos....Levanta a mão aí quem disse que não iria repetir alguma dessas frases para os filhos e, no meio da confusão, deixou escapar?
Nem todo provérbio é ruim, claro, e muita coisa depende do contexto em que eles são ditos. Eles preocupam quando carregam aquele tonzinho de ameaça, quando parecem minimizar os problemas que estamos passando, quando podam alguma parte boa que temos dentro de nós, quando insinuam padrões de comportamento generalizados...Muitas crenças familiares são criadas a partir deles e, pra mudar isso, haja terapia rsrs
O "lado bom" dos provérbios é que eles podem ser bem poderosos para transmitir os valores das famílias: trabalho, respeito, confiança, lealdade...
O desafio é equilibrar essaa duas dimensões, para não deixar o lado "pesado" falar mais alto...
Você lembra de algum provérbio que cresceu ouvindo na casa dos seus pais ou dos seus avós?
Você costuma repeti-lo aos seus filhos hoje em dia?
Você gosta ou não dessa repetição? Acha que ela ajuda ou atrapalha?
Fiquei curiosa!
20/12/2025
"Esse bolo é tão antigo quanto o Natal!"
Foi assim que meu tio querido se referiu ao famoso Bolo Menelique, que minha mãe aprendeu a fazer quando tinha 17 e ele, 6 ou 7 anos mais novo que ela, só podia comer os queimados, as bordas, o que sobrava k*k
Eu também cresci vendo esse bolo ser feito a cada Natal e arriscaria dizer que, com uns 8 ou 9 anos, já ajudava a fazer. E adorava! Picar todaaaaas as frutas, misturar a farinha, o vinho, as claras em neve....
Quando a fornada ficava pronta, minha mãe embrulhava cada um com papel alumínio e depois com selofane vermelho, colocava um laço bem bonito e dava de presente. Olha, até hoje é um presentão!...
Neste ano, a produção foi escalonada e super organizada: ontem meu filho picou todas as frutas, hoje foi só chegar, colocar a mão na massa e ouvir as histórias, inéditas e engraçadas. Amanhã será a vez da minha filha, que já se voluntariou para embrulhar os bolos.
Olha, uma tarde pra terapeuta de família nenhuma botar defeito!
13/11/2025
Que alegria apresentar meu trabalho de conclusão da Formação em Terapia de Família e Casal no ITFSP! Não só por tirar isso da frente 😅, mas principalmente por cumprir uma etapa importante e receber a Certificação como Terapeuta de Família e Casal.
Com o tema "Aproximando a Terapia de Família dos casos de Bullying", discuto vários aspectos desse fenômeno relacional sistêmico.
Pra quem acha que esse problema é das escolas, somente, lamento dizer que as famílias estão muito mais implicadas do que a gente gostaria...
Para piorar o cenário, o ambiente fora das escolas e das famílias não é nada favorável: redes sociais, filmes e séries na TV/streaming, condomínios, clubes, rua....são inúmeras as influências negativas que podem desestabilizar as relações entre os jovens hoje em dia.
Como podemos juntar forças e trabalhar para uma busca de soluções mais ampliadas, que envolvam o cuidado com todos os envolvidos, que reaproxime escolas e famílias, pais e filhos?
Eu tenho um caminho e a Terapia de Família faz parte dele.
Se quiser trocar ideias sobre esse tema, me chama que eu vou adorar!
03/08/2025
Eu não sei vocês, mas tenho estado em lugares em que está difícil respirar sem perder a palavra rs
Os temas nem precisam ser tãão espinhosos. A vontade de falar é tão maior que a de ouvir que nenhuma brecha é desperdiçada...
Como é bom quando eu tenho escolha e serenidade para pensar:
- Preciso continuar falando?
- Tenho mesmo que dizer "eu ainda não terminei meu raciocínio..." ou posso ficar quieta "sem perceber"o que aconteceu?
Na "competição do Calvin", eu prefiro perder. E vc?
02/07/2025
Esse é um post para meus amigos tenistas ficarem ainda mais contentes! he he he
João Fonseca, tenista brasileiro de 18 anos, segue fazendo história em Wimbledon! Que venha a 3a rodada!
Como boa fã, estava procurando saber mais sobre ele e achei uma reportagem bem legal no Estadão, escrita por Felipe Rosa Mendes em 16/03/2025. Segue um trechinho da entrevista com Bruno Bonjean, responsável pelo projeto que revelou o atleta:
"Considerado maduro para sua idade, Fonseca cresceu dentro e fora de quadra com ajuda de sua equipe, liderada pelo técnico Guilherme Teixeira. 'O João vem de família que tem boas condições, então, queríamos mostrar a ele também o lado duro da vida. Colocar essa casca nele. Falo de coisas pequenas. Por exemplo: estão viajando só o técnico e o João? Então o João precisa arrumar a sua cama. Tem que acordar cedo e fazer o café da manhã. Precisa lavar a roupa porque ela não se lava sozinha, não. São coisas que surpreendiam o João no começo, mas o Guilherme era sempre o primeiro a fazer tudo isso e liderava pelo exemplo. E o João seguia, naturalmente. Hoje na Yes Tennis, acabou o treino, o João ajuda a arrumar a quadra.”
***
Arrumar a própria cama.
Acordar cedo e fazer o café da manhã.
Lavar a própria roupa.
Ajudar a arrumar a quadra de tênis.
Ter um bom exemplo para seguir.
Outros nomes para tudo isso: autonomia, responsabilidade, comprometimento, disciplina, autoestima, senso de competência. Que top!
Confesso que lavar a própria roupa pode ser desafiador, apesar de conhecer famílias em que cada filho lava a sua, mas arrumar a própria cama e fazer o próprio café da manhã, acho bem possível, concorda?
Aliás, segundo essa tabela de Atividades x Idades, uma criança de 4-5 anos já pode fazer a própria cama...!
E aí na sua casa, como andam esses temas?
01/07/2025
Pode apostar que sim!
Todas as famílias têm competências.
Pode ser que:
- não saibam usá-las no momento;
- não saibam que as têm;
- estejam impedidas de usá-las;
- se impeçam de usá-las;
- não disponham das informações necessárias para funcionar bem...
mas que têm competências, ah, isso têm!
Um dos objetivos da terapia de família é lembrar as famílias que elas são competentes, que elas têm recursos internos para solucionar as próprias questões.
Por meio de um olhar que prioriza o que sabem e o que fazem bem, em detrimento ao que falta e ao que está "errado", construímos um espaço para que as conversas aconteçam, para que os membros falem e se escutem.
O mesmo raciocínio vale para nossos filhos: são competentes? Claro que sim!
Ao invés de focarmos no que eles fazem de errado ou no que ainda não estão fazendo, que tal olharmos para o que sabem fazer bem?
O que "falta" virá a partir disso.
É crer para ver...Acredita?
15/06/2025
Ainda sob os efeitos do Curso "CNV para quem cuida de pessoas", que fiz no sábado com as incríveis e Daisy Klein!
Um dia inteiro com muitas reflexões, insights, aprendizados, além das sinergias com o que falamos e fazemos por aqui.
Só para dar um gostinho do que foi, trago o texto de William Crocker, que conheci lá:
"Se este não é um lugar onde as lágrimas são entendidas,
Onde vou chorar?
Se este não é um lugar onde o meu espírito pode criar asas,
Onde vou voar?
Se este não é um lugar onde minhas perguntas podem ser feitas,
Onde vou procurar?
Se este não é um lugar onde meus sentimentos podem ser escutados,
Onde vou falar?
Se este não é um lugar onde você vai me aceitar como eu sou,
Onde posso ir?
Se este não é um lugar onde eu possa tentar aprender e crescer,
Onde posso ser apenas eu?"
Enquanto a Juliana lia esse texto lá, fiquei pensando se os filhos - meus, seus, das famílias que atendo aqui e no Instituto de Terapia Familiar de SP - acham que suas respectivas famílias são esses lugares onde as lágrimas são entendidas, onde o espírito pode criar asas, onde os sentimentos podem ser escutados, onde são aceitos como eles são, onde podem tentar aprender, crescer e ser apenas eles....
Será?
12/06/2025
Outro dia assisti a uma palestra muito interessante da , conduzida pelo . O assunto era Sucessão Familiar. Sabem como é, preciso pensar em como deixar a Escutability para meus herdeiros rsrs
Brincadeiras à parte, fiquei muito impressionada com a sinergia entre os temas da palestra e os que conversamos por aqui. Vocês já me viram falar ou escrever que "filho não é hóspede", que eles precisam ter responsabilidade nas tarefas comuns da casa (ser "o dono de alguma tarefa"), que precisam aprender a fazer escolhas e, principalmente, precisam arcar com as consequências dessas escolhas....
Esse slide, gentilmente cedido pelo Rogério, é parte do conteúdo que a Une Sucessão e Governança discute com seus clientes, proprietários de empresas familiares.
Meu destaque vai para os itens 3 e 5:
3. Dar uma vida confortável demais aos filhos x Ensinar o valor da conquista, merecimento.
5. Esperar que aprendam a ser responsáveis por conta própria x Dar responsabilidade desde cedo.
Os itens 2 e 4 também são ótimos:
2. Impor a sucessão do seu jeito x Construir a sucessão com a família
Lembrei da Terapia de Família! Um espaço seguro para que temas difíceis sejam conversados, para que os desejos e interesses de cada um sejam ouvidos e considerados...
4. Nunca falar de dinheiro x Conversar sobre dinheiro desde cedo
Fundamental e tem tudo a ver com autonomia e independência, escolhas e consequências.
Qual item chamou mais a sua atenção?
E qual parece mais desafiador aí na sua casa?
26/05/2025
De ouvinte a entrevistada: que honra conversar com a na coluna "Mãe sem Manual" da Rádio Eldorado!
Papo ótimo sobre como conversar com os filhos sobre Sexualidade, que você pode conferir nos links que estão na bio. São 5 trechinhos que foram ao ar na primeira semana de maio.
Os links levam para a página do Estadão / Rádio Eldorado: aí é só descer um pouquinho até aparecer o Mãe sem Manual e a foto da Rita Lisauskas.
Isso é só para dar um gostinho de como vai ser a palestra sobre Sexualidade, no dia 9/6!
Vem que ainda tem vaga!
21/05/2025
Atendendo a pedidos, está marcada a próxima palestra sobre "Como conversar com os filhos sobre Sexualidade".
Esse é um daqueles temas que, se a gente não abordar, os filhos irão atrás das informações, seja com amigos, com outros adultos ou na internet...e aí começa a encrenca...
Vamos passar pelos principais marcos do desenvolvimento físico e comportamental que acontecem entre os 3 anos e a adolescência:
- quem já passou por algumas dessas fases vai entender por que os filhos agiram daquela maneira...
- quem ainda não passou, vai poder se preparar para reagir melhor às perguntas (que vão aparecer!) e ter boas conversas...
- também vamos falar daqueles filhos que nunca perguntam nada....como puxar essa conversa? Porque a curiosidade e o interesse deles existem, só não estão sendo verbalizados...
E, claro, vamos conversar sobre p@rn@grafia online...como podemos nos posicionar diante dessa questão e de seus efeitos tão preocupantes.
Dia 9/junho, segunda à noite, evento presencial.
Informações e inscrições: via direct
Te espero. Vem!
10/05/2025
Como terapeuta de família, tenho o privilégio de escutar muitas histórias sobre mães:
Mães trabalhadoras, batalhadoras, cuidadoras, resilientes, ousadas, corajosas, à frente do seu tempo...
Mães que foram mais filhas do que mães...
Mães que não queriam ser mães...
Mães que nem queriam ter casado...
Mães que não foram legais, nada legais...(esse post não é sobre essas últimas).
Esse post é sobre a importância de conhecer a história da nossa mãe, de saber como seus pais a tratavam e como aquela família funcionava.
É tentar compreender que ela fez (conosco) o que pôde, com os recursos* que tinha naquele momento.
*Muito além dos financeiros: rede de apoio, habilidades socioemocionais, parceria conjugal, oportunidades na vida, presença de figuras amorosas como referências de afeto...
O mesmo vale para nós, como mães: fazemos o que podemos, com os recursos que temos.
Que sorte a nossa poder olhar para os nossos recursos e transformá-los, se sentirmos que é necessário.
Feliz Dia das Mães! ❤️