12/07/2018
NEM TUDO ESTÁ PERDIDO
O fato ocorreu na Tailândia, mas bem que poderia ser obra de ficção, onde doze garotos integrantes de um time de futebol local e o seu treinador resolveram adentrar a uma caverna, a qual já haviam estado noutra oportunidade.
A chuva que caiu naquela região impossibilitou a saída do grupo daquele local, então os jovens se viram obrigados a permanecerem juntos à espera de um milagre e foi isso que aconteceu.
Alguns dias depois do isolamento, mergulhadores ingleses se depararam com os garotos que teimavam em sobreviver apesar das adversidades, mas nada retirou deles a alegria nem a esperança, atributos que remontam a nossa infância, como se aquilo fosse uma aventura e que logo teria um desfecho favorável.
A partir da descoberta dos garotos naquele local, voluntários de muitas partes do mundo se disponibilizaram para o resgate, apesar de todas as adversidades.
Nesse grupo de abnegados havia uma brasileira a quem coube a tradução do tailandês, o que facilitou por demais não só o resgate, mas principalmente o cuidado com a integridade corporal e a saúde daqueles adolescentes.
Apesar das dificuldades, o universo conspirou a favor e aquela corrente de pessoas interessadas no resgate foi tomando corpo e, pasmem, absolutamente todos foram salvos e alguns deles apresentavam apenas leves escoriações pelo corpo, porém um dos voluntários na equipe de salvamento veio a óbito.
A história parece um roteiro de filme com um final feliz, não fosse a morte de um mergulhador tailandês que aos 38 anos sacrificou a sua vida para salvar a vida daqueles garotos e, segundo disse a própria viúva, o mesmo amava o que fazia.
Esse episódio me leva a crer que nem tudo está perdido e que nada nessa vida ocorre por acaso, e desse fato tiro muitas lições, a de que ninguém está sozinho, a de que somos importante pra alguém e de que ainda é possível ter esperança num mundo melhor e na humanidade, apesar de tudo.
Por ocasião do salvamento, os garotos do time de futebol queriam saber sobre os resultados da Copa do Mundo, alheios ao verdadeiro espetáculo de solidariedade e altruísmo que uniu desconhecidos de várias partes do globo.
Por mais curioso que possa parecer, o show não ocorreu nos suntuosos estádios de futebol da Rússia, mas nas profundezas de uma caverna na Tailândia.
No grande palco da vida, o espetáculo pode acontecer nos lugares mais inimagináveis e depende dos olhos de quem vê e o que se faz pra ver a coisa acontecer.
Nem tudo está perdido.