20/12/2023
A região metropolitana do RJ tem sido um inferno para cavalos, burros e equinos em geral. Não há educação ambiental e animalista, não há estrutura para recolhimento de cavalos explorados por carroceiros. Não é difícil ver carroças na Rodovia Washington Luís e na Linha Vermelha. Muito comum encontrar cavalos transportando materiais de construção e entulhos, com anuência daqueles que contratam o serviço. Não há coordenação entre as secretarias municipais, guardas municipais e Polícia Militar para apreender e recolher cavalos e burros em situações como essa. Quando muito, uma atuação pontual em casos bizarros como aqueles em que o animal f**a caído na rua.
"O ser humano é mau", muitos vão concluir. Outros vão dizer que esse problema se resolve basicamente com polícia e punição, o que é um equívoco.
Vamos falar sobre EDUCAÇÃO, INFORMAÇÃO e RESPEITO?
Esse tipo de comportamento existe por ignorância, no sentido de ignorar o outro; ausência de empatia. Assim como o comércio ilegal de animais só existe porque há quem queira ter a posse de um animal silvestre. E isso não se resolve com polícia, tampouco com lei penal, em que pese sabermos que é ridícula previsão penal quando se trata de crimes envolvendo animais silvestres. Nenhum país do mundo o poder público consegue estar em todos os lugares, 24h por dia, para fiscalizar abusos e maus-tratos, captura, caça, o transporte ou venda de animais. É ingênuo pensar diferente. O que nos resta é fazer uso da educação como instrumento de informação e desestímulo.
Mudar uma cultura secular de desrespeito aos animais requer um trabalho permanente de educação ambiental e animalista. Os instrumentos e ferramentas para reverter esse cenário já existem - desde 1999 - e estão disponíveis, porém, quase ninguém faz uso.
Somente a Educação Ambiental e Animalista pode proporcionar aos cidadãos, desde a primeira infância, o desenvolvimento de PRINCÍPIOS e VALORES acerca dos animais no sentido de que não submetê-los a atos de abusos e maus-tratos; não desejar possuí-los, aprisioná-los, comprá-los, incluindo as consequências disso, como a morte de milhares. Para quem comete crimes deve-se aplicar o rigor da lei, obviamente.
Como criar, ampliar e utilizar os espaços de interlocução já existentes para disseminar informações de qualidade sobre a problemática animal? Por qual razão os representantes eleitos pelos protetores não estão fazendo gestão junto aos órgãos citados para que possamos mudar essa realidade referente aos equinos?