14/08/2026
Faltando poucas horas para a JORNADA TEOLÓGICA IPBI 2026, aqui tentei sintetizar o que fui anotando e pensando nas discussões das jornadas teológicas anteriores, abordando a complexa intersecção entre a identidade humana, as narrativas e o avanço tecnológico na modernidade tardia. As anotações destacam que o conceito de indivíduo, outrora ancorado na relação transcendente com Deus e na autorreflexão agostiniana, sofreu um processo de fragmentação e secularização iniciado no século XIX pela “Escola de Suspeita” (Nietzsche, Marx e Freud). Esse cenário evoluiu para uma pós-modernidade marcada pelo relativismo e, posteriormente, para uma hipermodernidade hedonista, onde o “eu” corre o risco de implosão.
Paralelamente, os registros exploram a natureza do Homo Narrativus, defendendo que o ser humano é inerentemente um contador de histórias por ser imagem de Deus. a “Jornada do Herói” é identificada como uma estrutra universal que reflete a grande narrativa da redenção. Por fim, relembrei a avaliação sobre o impacto do transumanismo e da Inteligência Artifical (IA), e o alerta de que, embora a tecnologia ofereça ferramentas poderosas para a teologia e a vida, ela apresenta riscos de desumanização e perda da capacidade reflexiva se a “dose” do remédio se tornar veneno.
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